domingo, novembro 11, 2007

Lembrando Dona Flor e Seus Dois Maridos

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Lembrando Dona Flor e Seus Dois Maridos

 

Dona Flor e Seus Dois Maridos é um dos romances mais conhecidos do escritor brasileiro Jorge Amado, que o publicou em 1966. Alternando palavras e descrições extremamente realistas da vida boêmia da Salvador dos anos 40, com passagens mais amenas sobre comida e remédios, o livro é um extenso e nostálgico painel do cotidiano e do passado da vida baiana.


O romance se inicia com a morte de Vadinho, um boêmio, jogador e alcoólatra que morre subitamente em plena rua. Deixa viúva Dona Flor, a quem explorava e que, apesar da vida desregrada do marido, era apaixonada por ele. Na primeira parte do livro são contados os excessos de Vadinho e de todos os companheiros boêmios que o cercavam.


Em contraste com esse ambiente decadente e de maus costumes contado em detalhes pelo autor, na segunda parte do livro é a vida pacata de Dona Flor que passa a ser retratada. É descrito como ela ganha a vida, ensinando culinária na escola de sua propriedade "Sabor & Arte".



Intercalando as aulas de culinária, há os suspiros da viúva pelo marido morto, que lembra cada vez mais constantemente das qualidades de ótimo amante de Vadinho e dos poucos momentos de luxo que lhe propiciara, quando ganhava no jogo. Ao mesmo tempo, ela é cortejada por um pretendente, um farmacêutico pacato e religioso. Os dois acabam se casando. Mas, de idade um pouco avançada e bastante conservador, ele não consegue satisfazer Dona Flor, que cada vez mais se lembra de Vadinho.


Na terceira parte, os acontecimentos se atropelam e assumem um estilo do realismo fantástico, quando o espírito de Vadinho retorna e passa a atormentar Dona Flor. Em miragens, ela vê Vadinho que, mesmo morto - mas qual fantasma - parece ser capaz de realizar as mesmas coisas que ele fazia na cama quando estava vivo.


Dona Flor e Seus Dois Maridos foi também uma minissérie produzida pela Rede Globo no ano de 1997 e exibida um ano depois, de 31 de março a 1º de maio de 1998.


Nos papéis principais, imortalizados no cinema por Sônia Braga (Dona Flor), José Wilker (Vadinho) e Mauro Mendonça (Teodoro) estavam, respectivamente, Giulia Gam, Edson Celulari e Marco Nanini. A minissérie, assim como o filme, foi um grande sucesso, apesar das críticas feitas à escalação dos atores.


Dona Flor hesita em se manter fiel ao novo marido, ou ceder ao espírito do primeiro. No livro, no cinema e na televisão, numa das cenas mais marcantes, no último capitulo, ela segue de braços dados com seus dois maridos pelas ruas do Pelourinho em meio a uma procissão.


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Fonte: Wikipedia e www.citi.pt


Informações complementares: da redação do Espaço Vital


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