terça-feira, setembro 23, 2008

Agência Brasil - Mais de 10 mil pedem fim da intolerância religiosa no Rio - Direitos Humanos

 
21 de Setembro de 2008 - 15h15 - Última modificação em 21 de Setembro de 2008 - 15h17


Mais de 10 mil pedem fim da intolerância religiosa no Rio

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Cerca de 10 mil pessoas participaram hoje (21) de uma caminhada na praia de Copacabana, zona sul, para pedir o fim da discriminação religiosa. Sob chuva, a manifestação reuniu artistas, intelectuais e representantes de várias crenças, com predomínio das religiões afro-brasileiras, que denunciaram o preconceito e a perseguição por parte de outros grupos.

De acordo com um dos organizadores da manifestação, o babalorixá Ivanir dos Santos, são inúmeros os casos de preconceito no Rio, principalmente, contra as religiões de matriz africana como umbanda e candomblé. Segundo ele, os ataques são “sistemáticos”, inclusive pelos veículos de comunicação.

“Há vinte anos sabemos de casos de invasão a casas, ofensas, violência. Algumas pessoas põem a Bíblia na nossa cabeça. Na escola, as crianças são chamadas de macumbeiras, dizem que seguem o diabo. São várias coisas”, contou.

A mãe-de-santo do candomblé Conceição D’Olissá, coordenadora de um terreiro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, também denunciou a discriminação. Ela disse que é ofendida toda vez que está trajada de branco, conforme sua religião. “Tem sempre alguém para dizer que não somos filhos de Deus”.

Um dos principais líderes do movimento negro no país, Abdias do Nascimento, aos 94 anos de idade também participou da manifestação. Ele disse que a idéia da caminhada, além de defender a liberdade de culto no país tinha objetivo de pôr em discussão a superação do racismo.  

Segundo ele, essas pessoas querem manter o status do negro na sociedade. "Um status de inferioridade e até uma espécie de escravidão. Uma escravidão moral, de espírito e, por isso, procuram amordaçar a comunidade negra para que ela não se manifeste em sua magnitude”, disse Nascimento, que foi o primeiro senador negro do país. “É preciso mudar essa mentalidade”.




 


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