quinta-feira, janeiro 22, 2009

Agência Brasil - Lupi critica empresários do setor automobilístico que demitiram trabalhadores - Direito do Trabalho

 
21 de Janeiro de 2009 - 16h09 - Última modificação em 21 de Janeiro de 2009 - 20h05


Lupi critica empresários do setor automobilístico que demitiram trabalhadores

Marco Antonio Soalheiro*
Repórter da Agência Brasil

 
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Valter Campanato/ABr
Brasília - Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante reunião que formalizará o apoio à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à presidência da Câmara Brasília - Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante reunião que formalizará o apoio à candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à presidência da Câmara
Brasília - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, criticou hoje (21) empresários do setor automobilístico que promoveram demissões recentes em suas montadoras.

Segundo o ministro, eles estão agravando os possíveis efeitos da crise financeira mundial.

“Algumas demissões são inexplicáveis. O setor automobilístico teve isenção de IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados] e voltou a vender carros. Para que demitir? Se tivessem paciência, de 15 ou 20 dias, não precisaria”, afirmou Lupi.

“Parte do empresariado brasileiro, que graças a Deus é minoria, tem que entender que nem todo dia é dia de lucro. Pode perder um pouquinho.”

Lupi também reiterou seu posicionamento contrário a qualquer flexibilização de leis trabalhistas. “Eu sou contra. O trabalhador não pode pagar a conta de uma crise que ele não criou. No momento, temos que ter tranquilidade, trabalhar para o Brasil voltar a crescer e não penalizar o trabalhador.”

O ministro ressaltou que dezembro foi um mês atípico em relação ao número de demissões, o pior em dez anos, e previu que empresas irão recontratar. Segundo ele, será publicada no Diário Oficial da União, nos próximos dias, a criação de um conselho que irá analisar se as empresas que recebem financiamentos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) estão demitindo. O órgão terá representantes dos empresários, dos trabalhadores e do governo.

Lupi não descartou a aplicação de eventuais punições a empresas. “Tem que examinar cada caso, mas a lei existe e tem resoluções neste sentido. Vamos conferir cada caso, mas as empresas poderão sofrer as penalizações previstas”, disse.


* A matéria foi ampliada  


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