quinta-feira, janeiro 22, 2009

Agência Brasil - Nível de empregos formais no ano passado foi o mais alto desde 2002 - Direito do Trabalho

 
22 de Janeiro de 2009 - 14h33 - Última modificação em 22 de Janeiro de 2009 - 14h33


Nível de empregos formais no ano passado foi o mais alto desde 2002

Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O nível de formalização no mercado de trabalho em 2008 foi o mais elevado já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 2002, quando começou a ser feita a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Segundo dados divulgados hoje (22) pelo IBGE, estavam formalmente empregados 53,4% da população ocupada no ano passado, incluindo trabalhadores com carteira assinada no setor privado, militares, funcionários públicos ou empregados domésticos.

Somente no setor privado, o percentual de trabalhadores com carteira de trabalho assinada alcançou 44,1% em 2008, volume que também representa recorde na série histórica da pesquisa.

Entre os anos de 2003 e 2008, houve aumento de 29% nesse conjunto de trabalhadores, indicando uma elevação de 2,147 milhões de pessoas com carteira assinada no setor privado. No mesmo período, o total da população ocupada cresceu 16,1%.

Entre as regiões, Belo Horizonte registrou o maior índice de elevação, de 41,0%, seguindo-se Recife, com 32,2%; São Paulo, com 32,7%; Salvador, com 25,8%; Porto Alegre, com 27,6%; e Rio de Janeiro, com 17,5%, no mesmo período de comparação.

Somente de 2007 a 2008, o IBGE constatou aumento de 7,8% nesse grupo de trabalhadores no total das seis regiões investigadas, enquanto o incremento no total da população ocupada foi de 3,8%. Em média, por mês, havia aproximadamente 9,6 milhões de pessoas nesta situação no conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. No ano passado, a região de metropolitana de São Paulo registrou a maior proporção de empregados com carteira, 47,7%. A menor foi a de Recife, 38,1%.

De acordo com o levantamento do IBGE, a participação média dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado passou de 15,5% em 2003 para 13,4% em 2008. Esse grupo era formado principalmente por homens (58,5%). Entre as regiões, o estudo destaca que o Rio de Janeiro tinha a maior parcela de pessoas com 50 anos ou mais de idade empregadas nessa condição (17,5%) e Salvador (9,2%), a menor.

A Pesquisa Mensal de Emprego revela ainda que houve queda de participação em outra categoria: a dos trabalhadores por conta própria. Em 2008, eles representavam 18,8% das pessoas ocupadas, enquanto em 2003 a proporção era de 20,0%. No ano passado, Recife tinha a maior participação de trabalhadores nessa situação: 22,8%. Por outro lado, São Paulo e Belo Horizonte apresentaram a menor concentração: 16,7% das pessoas ocupadas trabalhando por conta própria.

A PME faz uma radiografia da situação do mercado de trabalho nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.





 


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