28 de Novembro de 2008 - 17h48 - Última modificação em 28 de Novembro de 2008 - 17h48
Para ex-presidente do BC, economia vai desacelerar, mas país não entrará em recessão
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A solidez do sistema bancário brasileiro e os bons fundamentos macro-econômicos minaram os efeitos da crise externa sobre o país. Essa foi a avaliação feita pelo ex-presidente do Banco Central (BC), Gustavo Loyola, no Seminário Crédito e Sistema Tributário, realizado hoje (28) pela Fecomércio do Rio de Janeiro.
Loyola analisou que isso dá uma certa garantia de que “o Brasil não vai ter no próximo ano uma desaceleração da economia tão forte. Vai desacelerar, mas não vamos entrar em recessão”.
Ele disse que o problema de liquidez externo afetou o mercado financeiro doméstico provocando um freio nos mercados de capitais e interbancário, reduzindo também as linhas externas de crédito.
Segundo ele, essa redução de crédito, afetou particularmente as micro-pequenas e médias empresas. Loyola disse que Banco Central tem procurado incentivar a irrigação dos segmentos mais afetados pela crise com medidas como a redução dos compulsórios.
Na avaliação do ex-presidente do BC, uma das lições da crise é que “os avanços institucionais nunca são demais”. Ele reforçou que avanços desse tipo, promovidos no passado recente, fazem o Brasil sofrer menos com a crise.
Gustavo Loyola prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá entre 2,5% a 3%, em 2009. Ele destacou que, apesar de ser uma desaceleração importante, não terá crescimento negativo, como deverá ocorrer em países europeus e nos Estados Unidos.
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