14 de Janeiro de 2009 - 20h07 - Última modificação em 15 de Janeiro de 2009 - 12h37
Perda de empregos em novembro reduz postos de trabalho na indústria têxtil em 2008
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Com um estoque de 1,65 milhão de postos de trabalho criados no país, a industria têxtil e de confecção registrou queda de 7,36 empregos somente no mês de novembro do ano passado, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os números divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) indicam que no ano passado, até novembro, foram criados pelo setor 51,355 mil postos de trabalhos formais. O número final deverá ficar, segundo o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, em torno de 42 mil empregos, uma vez que cerca de 9 mil empregos deverão ter sido perdidos em dezembro em decorrência da crise internacional.
Para 2009, Aguinaldo Diniz estimou que a geração líquida de empregos deve ficar em torno de 35 mil. O diretor-superintendente da Abit, Fernando Pimentel, esclareceu que, tradicionalmente, no mês de dezembro, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do MTE, apresenta perda de empregos, “porque é um momento em que tem muita contratação temporária e, depois existem as descontratações. O que surpreende, e é efeito da crise, é que em novembro a indústria de transformação como um todo perdeu postos de trabalho. Ou seja, houve uma antecipação à situação nova que o mundo passou a viver pós-setembro”.
Pimentel disse que ao longo deste ano, a economia brasileira e o setor têxtil e de confecção serão geradores líquidos de postos de trabalho formais. “Porque, a despeito das previsões de geração de emprego serem menores do que as do ano que passou, com a perspectiva de a economia crescer entre 2% e 3%, prevê-se um máximo de geração de 1 milhão de postos de trabalho. E todos os setores, de uma forma ou de outra, vão acompanhar um pouco esse novo ritmo de geração de trabalho”.
Para o empresário, embora o setor têxtil e de confecção tenha sido um dos mais afetados pela queda do dólar, o novo cenário cambial poderá torná-lo um dos mais beneficiados. “Desde que o país não seja invadido pelos excedentes asiáticos, por força da queda do consumo nos mercados centrais, nós teremos geração líquida de postos de trabalho formais”, disse Pimentel.
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