22 de Agosto de 2008 - 15h21 - Última modificação em 22 de Agosto de 2008 - 15h21
Portabilidade numérica pode aumentar riscos de fraude, diz presidente da Telefônica
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A portabilidade numérica – que vai permitir que o usuário de telefonia troque de operadora sem ter que mudar o número do telefone – pode aumentar os riscos de fraude, especialmente envolvendo a troca de titularidade da linha.
O alerta foi dado hoje (22) pelo presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente. Segundo ele, a preocupação das operadoras com o início da portabilidade, no dia 1º de setembro, não é apenas pela complexidade do sistema, mas pela possibilidade de fraudes no caso de os testes não terem sido realizados de forma satisfatória.
“No passado, já enfrentamos uma situação de fraude envolvendo as chamadas em siga-me que é uma operação muito mais simples que a portabilidade. Estamos tomando todas as medidas necessárias, mas precisamos ter confiança absoluta que os testes não vão permitir que nenhuma situação de desconforto seja gerada para as pessoas.”
Valente participou hoje (22) de reunião do Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que discutiu o Plano Geral de Outorgas (PGO).
Essa semana sete operadoras de telefonia enviaram uma carta à presidência da Anatel solicitando mudanças no cronograma da portabilidade. Brasil Telecom, CTBC, Oi, Sercomtel, Telefônica, TIM e Vivo alegam que os testes para o funcionamento do novo serviço ainda não foram concluídos. Até ontem (21), o pedido das concessionárias ainda não havia sido analisado pela agência.
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