A juíza do ventre livre
13/05/2008 às 19h38min Paulo Gustavo estagiários
Uma juíza de determinada Capital costumava atribuir a um escrevente a incumbência de digitar a resenha de despachos e decisões para publicação no Diário da Justiça.
Certa feita, resolveu delegar tal atribuição a uma estagiária. Depois de pronto o documento, este foi submetido às revisões do escrevente e do escrivão do cartório. Contudo, ninguém percebeu um erro de digitação que se tornaria motivo de brincadeiras na comunidade forense.
Numa das decisões publicadas no órgão da imprensa oficial, em vez de “Defiro o pedido do autor”, a estagiária escreveu que a juíza deferira “o peido do autor”.
No dia seguinte, a gafe foi logo percebida pelos narizes mais atentos. A notícia pipocou e se espalhou com o vento. Juízes, advogados e promotores telefonaram para a juíza felicitando-lhe pela jurisprudência libertadora.
Sobrou para a estagiária, que não pôde mais esquentar cadeira naquele cartório.
Contudo, três anos depois do acontecido, novamente apareceu no Diário da Justiça a mesma juíza novamente deferindo… “o peido do autor”.
Não tardará para que os advogados abram um tópico nas suas petições iniciais para tratar “dos flatos“…
Em tempo: a jurisprudência já é pacífica na admissibilidade da expansão gasosa. Em fevereiro, publiquei neste blog que flatulência em serviço não é justa causa para demissão. Aliás, foi um “furo” deste blog. Quer dizer, o furo era da autora da ação… Ah, vocês já entenderam.
(Com colaboração de Julyesse Thaíse)
A juíza do ventre livre - Página Legal - Blog Jus Navigandi
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