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Brasília, 14/05/2006 – “Não podemos tolerar que a barbárie se instale no Brasil” A afirmação foi feita hoje (14) pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato ao comentar, com muito tristeza, o brutal assassinato de dezenas de policiais em São Paulo por parte de bandidos ligados ao crime organizado no estado. “A investida do crime organizado contra a sociedade e o Estado brasileiros – representada pelo assassinato em série, neste fim de semana, de dezenas de segurança pública incumbidos de sua defesa – rompeu todos os limites. Todos!"
Segue a nota do presidente nacional da OAB, Roberto Busato:
“A investida do crime organizado contra a sociedade e o Estado brasileiros – representada pelo assassinato em série, neste fim de semana, de dezenas de agentes de segurança pública incumbidos de sua defesa – rompeu todos os limites. Todos!
Trata-se de desafio intolerável, que revela o escandaloso grau de fragilidade e desordem a que chegou a segurança pública no Brasil. Se é assim em São Paulo - maior e mais rico estado da Federação -, como será nos demais? É uma das muitas perguntas que a sociedade brasileira, perplexa e assombrada, está se fazendo.
O mínimo que se exige, num momento como este, é uma resposta à altura do agravo. O Estado não pode, sob nenhum argumento, recuar da operação que iniciou, de isolar, no sistema penitenciário estadual, as lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). E não é só.
Não pode mostrar intimidação ou fraqueza. Não pode tolerar desafios. Deve mobilizar toda a sua estrutura de inteligência, envolvendo também o Poder Judiciário, para uma rápida e tranqüilizadora reversão no sombrio cenário de tragédia que está posto aos olhos da sociedade.
É preciso identificar, e punir exemplarmente, o comando dessas ações, desmontando suas eventuais ramificações dentro do aparelho do Estado, nas suas três esferas de atuação - federal, estadual e municipal – e no âmbito dos três Poderes.
A Ordem dos Advogados do Brasil associa-se às manifestações de pesar às famílias dos policiais e agentes de segurança torpemente assassinados e coloca-se à disposição das autoridades federais e estaduais para o mutirão de cidadania em represália às ações do crime organizado.
Sociedade e Estado precisam reagir. Os acontecimentos deste fim de semana mostram a que ponto a negligência institucional nos levou. Não podemos tolerar que a barbárie se instale no Brasil.”
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