quarta-feira, dezembro 24, 2008

Sinopse 24/12/2008 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás




SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS













24 de dezembro de 2008


O Globo


Manchete: Crise eleva juros para consumidores no Natal

Com a redução do crédito provocada pela crise econômica global, os juros para o consumidor brasileiro voltaram a subir às vésperas do Natal. Dados do Banco Central mostram que as taxas para pessoas físicas, após encerrarem novembro em 58,7%, alcançaram 59,4% em dezembro, o maior nível em três anos. Desde outubro, quando a crise financeira se agravou, as taxas cobradas aos clientes já subiram 6,3 pontos percentuais e os juros do cheque especial alcançaram 174,8%, os mais elevados desde 2003.



Com o encarecimento dos empréstimos, a inadimplência dos clientes bateu recorde. Para o diretor do BC Altamir Lopes, a "alta reflete a aversão ao risco" nos bancos do país. Apesar disso, os brasileiros tomaram este ano empréstimos equivalentes a 40% do PIB do país, também um recorde histórico. (págs. 1 e 19)

Brasil e França fecham acordo de R$ 28 bilhões

Os presidentes Lula e Sarkozy assinaram, no Rio, acordos bilaterais na área de defesa no valor de € 8,6 bilhões (R$ 28,5 bilhões), que incluem transferência de tecnologia para o Brasil e construção de cinco submarinos e 50 helicópteros militares. Os países firmaram ainda acordos de cooperação nas áreas de meio ambiente e ensino. No último dia da viagem ao Rio, a primeira-dama Carla Bruni assistiu um desfile de moda no Espaço Criança Esperança, no Morro do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho. Depois, o casal seguiu para Itacaré, na Bahia, onde passará o Natal. (págs. 1 e 21)

Déficit fiscal do governo é recorde

Mesmo sem contar o pagamento de juros da dívida, o déficit do governo em novembro atingiu R$ 4,325 bilhões. É o pior resultado nos últimos 13 anos. (págs. 1 e 19)


Governo vai lançar o PAC da Copa-2014

O ministro do Esporte, Orlando Silva, informou que o governo só espera a Fifa anunciar as dez ou 12 cidades brasileiras que sediarão jogos do Mundial de 2014, em março, para lançar um conjunto de obras nos moldes do PAC. Criticado pela apresentação à Fifa da candidatura do Rio, o governo do estado diz que cumpriu o que foi pedido. (págs. 1 e 28)

Anac ameaça reduzir vôos da Gol

A Agência Nacional da Aviação Civil advertiu que poderá reduzir o número de vôos da Gol, caso ela não seja capaz de resolver seus problemas operacionais. A Anac mandou a empresa aumentar imediatamente o número de guichês de check-in nos aeroportos do Rio, de Brasília e de Guarulhos(SP). Ontem, a confusão e os atrasos continuaram: um grupo de passageiros chegou a ser retirado de um avião da Gol em Manaus. (págs. 1 e 3)

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Folha de S. Paulo


Manchete: BC prevê freada no crédito em 2009

O Banco Central prevê que, em 2009, o mercado de crédito cresça metade do que aumentou em 2008 (16%, ante 31% neste ano ). Segundo o BC, em meio à crise financeira, os bancos estão emprestando menos e os consumidores têm sido mais cautelosos em contrair dividas. Esse comportamento já se refletiu nos números de novembro, com empréstimos mais caros e com prazo menor. No mês, o crédito para empresas aumentou 3%, mas a variação foi zero para as pessoas físicas. O cenário só não foi pior devido à ação dos bancos oficiais, que ajudou na recuperação dos financiamentos a empresas. Segundo Altamir Lopes, do BC, o crédito para o consumo das famílias foi fortemente afetado pela queda nos empréstimos para a compra de veículos. No mês passado, a inadimplência nas operações com pessoas físicas atingiu 7,8%, o maior valor desde agosto de 2003. Foi a segunda alta seguida desde o agravamento da crise. (Págs. 1 e Dinheiro)

Brasil armado é garantia de paz no mundo, afirma Sarkozy

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou que o Brasil forte militarmente é garantia de paz no mundo. Em visita ao Rio, ele assinou com Luiz Inácio Lula da Silva, seu colega brasileiro, acordo para a área de defesa estimado em mais de 8 bilhões de Euros (R$ 26 bilhões). Segundo Lula, o acordo “vai ajudar a tomar conta melhor da Amazônia, vai fazer com que o Brasil possa tomar conta do nosso petróleo”. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, não quis revelar o valor. (Págs. 1 e A4)

Ressocialização de ex-detentos será meta, diz Gilmar

A ressocialização de ex-detentos com suas reinserção profissional será uma das metas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para 2009. É o que afirma o presidente do conselho e do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Em entrevista à folha, Mendes declarou ser importante resolver casos como os de cumprimento de pena além do prazo fixado. O CNJ colocará no ar, na segunda-feira, uma campanha nacional em prol da ressocialização. (Págs. 1 e A6)




Anac ameaça punir a Gol por vôos atrasados

No quarto dia seguido de vôos com atraso acima da média, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) determinou que a Gol ocupe mais postos de check-in nos aeroportos de Cumbica, do Galeão e de Brasília. A agência ameaça reduzir o número de vôos da companhia se os atrasos continuarem. Gol e Varig registraram atrasos em 52,9% e 46,5% de seus vôos, respectivamente, contra 7,6% da TAM. Sindicato de trabalhadores diz ter informado a Anac há 18 meses de que a Gol demitira. A empresa nega ter menos funcionários que o necessário e diz ter sanado os problemas de atraso. (Págs. 1 e C1)

Déficit do Tesouro em novembro é o pior desde 1997 (Págs. 1 e B3)


Empresas do Simples Nacional terão prazo maior para poder pagar impostos. (Págs.1e B5)


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O Estado de S. Paulo


Manchete: Queda da receita provoca déficit nas contas do governo

As contas do governo central (Tesouro, Previdência Social e Banco Central) fecharam o mês de novembro com um déficit de R$ 4,3 bilhões, segundo informou ontem a Secretaria do Tesouro Nacional. O rombo é o primeiro de 2008 e o maior da série histórica, iniciada em janeiro de 1997, sem contar os meses de dezembro, quando costuma ocorrer déficit por causa da concentração de gastos. A principal causa foi a queda da arrecadação federal, em conseqüência dos efeitos da crise sobre a atividade econômica. A receita bruta do Tesouro caiu R$ 10,1 bilhões (18,8%) em novembro, para R$ 43,74 bilhões. O secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou que o resultado "está absolutamente dentro da programação" e não afetará o superávit primário previsto para o ano. Ele atribui o desempenho a "fatores específicos", como a mudança de data do pagamento dos benefícios da Previdência. (págs. 1 e B1)

Número

R$ 10,1 bilhões foi a perda da receita do Tesouro. (pág. 1)

Lula quer o Brasil como potência militar

Ao comentar a parceria "privilegiada" entre Brasil e França na área de defesa, com dois acordos que somam US$ 8,3 bilhões, o presidente Lula indicou ter intenção de fazer do País uma potência militar. Ao lado do presidente da França, Nicolas Sarkozy, Lula disse que a capacidade militar é condição "inexorável" para que um país seja "respeitado no mundo inteiro". França e Brasil tomaram iniciativa de convocar reunião de cúpula do G20 sobre comércio para 3 de abril, em Paris. (págs. 1, A4 e A5)

Juro é o mais alto desde 2006

Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram uma piora no crédito em novembro. A taxa média de juros nas linhas para pessoas físicas subiu de 54,9% para 58,7% ao ano, o nível mais alto desde março de 2006. Os prazos foram encurtados, a inadimplência das pessoas físicas é a maior desde agosto de 2003 e o ritmo de crescimento do crédito, além de mais lento, é sustentado pelos bancos públicos. (págs. 1 e B4)

União e SP darão R$ 4 bi para a saúde

Os governos federal e paulista anunciaram ontem o repasse de R$ 4,4 bilhões para a área de saúde. A União aplicará R$ 2,7 bilhões para reajustar pagamentos feitos pelo Sistema Único de Saúde e verbas para estados e municípios. A maior parte dos recursos será usada para ajustar o valor de 1.356 procedimentos, como colonoscopias, cirurgias cardíacas e internações em UTIs. São Paulo vai destinar R$ 1,75 bilhão a 49 hospitais, centros de saúde e ambulatórios. (págs. 1 e A11)

Febre amarela: volta o debate

O Ministério da Saúde voltará a discutir se expande a vacinação da febre amarela para todas as crianças brasileiras. Hoje ela é obrigatória, a partir dos 9 meses, para áreas endêmicas e de transição. Há, porém, aqueles que dizem ser desnecessário expô-las ao risco de ter reação à vacina. (págs. 1 e A14)

Notas e informações: Um cenário quase otimista

Não se pode chamar de pessimistas as projeções do Banco Central para 2009. Elas prevêem alta do PIB de 3,2% e inflação de 4,7%. Mas projetam aumento de 3,9% da carga tributária. (págs. 1 e A3)

Após mais um dia de atrasos, Gol é notificada

Após quatro dias seguidos de atrasos nos embarques, a Gol foi notificada pelo Procon e pela Anac para justificar transtornos causados a passageiros. A Anac exigiu que a Gol reforce equipes de check-in e ameaça cancelar autorização de vôo. O Procon quer apurar falhas nos serviços de atendimento ao cliente e mudança no horário de vôos pouco antes do embarque. Dos 1.722 vôos previstos no País até as 20 horas, 26% sofreram atraso. No caso da Gol, esse índice foi de 52%. (págs. 1 e C1)

Justiça condena 107 do PCC

Penas em processos por tráfico em Rio Preto chegam a 925 anos. (págs. 1 e C5)

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Jornal do Brasil


Manchete: Muros cercarão favelas

A pedido do governador Sérgio Cabral, a Empresa de Obras Públicas vai começar a construir, em janeiro, um muro de três metros de altura e 634 de comprimento no Morro Dona Marta, bairro do Botafogo. O objetivo é conter a expansão da favela. A medida, porém, é polêmica. Em 2004, o então vice-governador Luiz Paulo Conde propôs erguer um muro na Rocinha, mas a idéia foi demolida pelos ataques de ambientalistas. Agora o governo estadual já prepara novas muralhas em outras comunidades - a próxima também na Zona Sul do Rio. (pág. 1 e Tema do dia, págs. A2 e A3)

França investirá US$ 3 bi no Rio

Acordos bilaterais assinados pelos presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Lula prevêem investimento de US$ 3 bilhões em estaleiro no Rio especializado em submarinos. Mas nem tudo são flores: a imigração ainda é ponto alto de divergência. (pág. 1 e Internacional, pág. A18)

Em meio ao povo

A primeira-dama da França esteve no Morro do Cantagalo, em Ipanema, e deu colo à pequena Luande. "Os brasileiros são maravilhosos", disse. (pág. 1)

Drama continua nos aeroportos

Os aeroportos do país registraram ontem mais um dia de atrasos nos vôos. Até as 20h, a Infraero contabilizou 26,7% com mais de meia hora de atraso. De 1.722 programados, 460 tiveram atrasos e 53 (3,1%) foram cancelados. A Gol liderou o ranking. (pág. 1 e País, pág. A6)


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Correio Braziliense


Manchete: Mesmo com juros altos, brasiliense vai às compras

Os moradores de Brasília resolveram seguir à risca a recomendação do presidente Lula de gastar. Segundo estimativa do Sindicato do Comércio Varejista do DF, 400 mil consumidores vão às ruas hoje para comprar os presentes de última hora. A maior parte das lojas funciona até as 17h, mas alguns estabelecimentos já começam a fechar as portas às 16h. Para os comerciantes, o espírito de Natal espantou a crise. Setores como o de calçados comemoram as boas vendas no mês de dezembro.



A economia dá novos sinais, no entanto, de que sente os efeitos da recessão. O Banco Central divulgou ontem um conjunto de dados negativos. Os juros do cheque especial bateram os 174,8% ao ano, o maior patamar desde 2003. As taxas de crédito para pessoa física também sofreram alta e atingiram a média de 58,7%. Apesar dos juros em ascensão e do desemprego, o presidente está otimista. “A crise não se resolve com choradeira nem com pessimismo, e sim com investimento e trabalho”, disse.(págs. 1, 11 a 13 e 15)

La Bruni sobe o morro. Sarkozy sela acordos

Primeira-dama comemora 41 anos na favela, enquanto Sarkozy fecha negócios com Lula, na presença de Aécio Neves e Sérgio Cabral. (págs. 1 e 18)


Sob o rigor da Lei Seca

As festas de fim de ano devem ser celebradas com responsabilidade pelos motoristas. Agentes de trânsito estarão nas ruas e à paisana nos bares e clubes para flagrar condutores que consumirem bebida alcoólica. A tolerância de álcool é zero. (págs. 1 e 21)


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Valor Econômico


Manchete: Tolerância de fornecedor alivia o aperto de crédito

No auge da crise financeira internacional, entre setembro e outubro, a Harald Indústria e Comércio de Alimentos, produtora de confeitos, cremes e doces, de Santana de Parnaíba (SP), chegou a ter o crédito para importação suspenso por produtores de gorduras da Malásia, que exigiram pagamento à vista por falta de crédito bancário. Mas os fornecedores brasileiros não suspenderam nem por um momento a venda faturada para pagamento em até 90 dias das encomendas de leite, açúcar e cacau.



A rede de material de construção Dicico ganhou até mais prazo dos fornecedores depois da crise. O prazo médio de pagamento passou de 90 dias para 120 dias e até 150 dias. "Com a retração da demanda, o varejista só pode comprar com um prazo extra", disse o presidente da Dicico, Dimitrios Markakis. Os pequenos fornecedores, que dependiam de bancos médios e factorings para obter crédito, estão sendo ajudados pela própria Dicico, que recompra suas duplicatas antes do vencimento.



Segundo Markakis, o crédito mercantil cresceu muito depois da crise internacional. "Só compramos do fornecedor que aumentar o prazo de pagamento. O varejo está com margem apertada e não dá para pagar juros. Não há hipótese de depender do crédito bancário", disse.



De 1996 a 2007, o crédito mercantil - obtido pelas empresas junto a seus fornecedores - cresceu 168% em termos reais, enquanto o crédito bancário aumentou 117%. Nos primeiros nove meses deste ano, porém, o crédito bancário deu um salto de 23,5%, enquanto o mercantil aumentou apenas 3,3%. Em setembro, o crédito mercantil somava R$ 271,4 bilhões e o bancário tomado por essas empresas, R$ 674,4 bilhões.



Os números fazem parte de estudo feito pela Serasa, baseado nos balanços de 60 mil empresas, responsáveis pela captação de 70% do crédito para pessoas jurídicas do mercado.



O quadro mudou radicalmente desde então, mostra a experiência das empresas. "Com o crédito caro e escasso nos bancos, as parcerias entre empresas voltaram a se fortalecer", disse o gerente da Serasa, Mário Torres. (págs. 1 e C3)

Queda do emprego

Pela primeira vez desde 2002, o Brasil teve queda no emprego formal em novembro. Houve perda de 40,8 mil postos de trabalho, ou 0,13%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. (págs. 1 e A6)

Inflação de 2009 perto da meta

Enquanto as projeções para a economia brasileira em 2009 pioram, as estimativas para a inflação feitas no pós-crise são melhores que as anteriores. Tanto o Banco Central como os analistas já projetam um índice de preços ao consumidor mais próximo ao centro da meta, de 4,5%. Enquanto o BC trouxe sua projeção para 4,7%, as estimativas dos analistas para o IPCA variam de 4% a 5%.



A maioria dos economistas espera que a retração no preço das commodities e a desaceleração do crescimento econômico continuem a pesar mais no comportamento da inflação do que o aumento da taxa de câmbio. Para alguns, os preços no atacado podem, inclusive, iniciar 2009 com deflação. (págs. 1, A4 e A5)

Petrobras revê custos de projetos

A Petrobras espera queda de preço de equipamentos e serviços e conta até com a possibilidade de renegociação de cerca de 700 projetos que tem em portfólio. Por isso, o plano de negócios para 2009-2013 foi adiado.



Para o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, até agora os preços de insumos para equipamentos e fretes não acompanharam a queda do petróleo. "O preço do aço caiu 40% e isso vai ter que se refletir no (nosso) custo de alguma maneira", disse. Ele admitiu que esse é o caso das plataformas P-61 e P-63, cujas propostas de preço foram abertas sem que a estatal tenha decidido levar a encomenda adiante. A possibilidade de nova licitação não está descartada. (págs. 1 e B7)

Energia descontratada

As distribuidoras tiveram nos últimos dez meses que recorrer ao mercado à vista devido a frustrações na energia contratada. Uma das causas é a revisão das contas para distribuição de energia de Itaipu, diz Antônio Fraga Machado, da Câmara de Comercialização. (págs. 1 e B8)

Mudanças em fundos

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai reformular em 2009 as regras das indústrias de fundos. Alguns dos alvos são a contabilização dos ativos sem liquidez e a sincronia entre o prazo dos ativos em carteira com o de resgate dos fundos. (págs. 1 e Cl)

Negócio fechado

O Banco do Brasil assinou ontem com o governo de São Paulo contrato de compra de ações de controle da Nossa Caixa. A Nossa Caixa deverá continuar a operar como companhia aberta pelo prazo de um ano. (págs. 1 e C3)

Idéias

José Eli da Velga: economistas ainda cultuam a idéia de que crescimento é indispensável ao desenvolvimento. (págs. 1 e A11)

Idéias

Raymundo Costa: desempenho de Dilma nas pesquisas está abaixo do esperado pelo presidente Lula. (págs. 1 e A8)

Dólar caro leva turistas para o Nordeste

Quem for ao Nordeste neste verão provavelmente não verá nenhum sinal da crise econômica. Com o dólar mais caro, muita gente cancelou férias no exterior e os hotéis e resorts nordestinos estão animados com as reservas. O fluxo de turistas para a região deve crescer 10%, segundo o Ministério do Turismo. E há quem esteja comemorando um crescimento maior, como a operadora CVC: 30%.



A Resorts Brasil, que representa 48 empreendimentos, boa parte no Nordeste, acredita que a alta temporada só será comparável com a do verão de 2005. O complexo baiano Costa do Sauípe já tem 90% dos quartos vendidos em janeiro e mais de 75% em fevereiro. As taxas são 25% maiores do que há um ano. "Estamos deitando e rolando", diz Alexandre Zubaran, seu presidente. (págs. 1 e B1)

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Gazeta Mercantil


Manchete: Crédito opõe bancos de médio porte e BC

Os bancos de pequeno e médio portes não estão tão otimistas quanto o governo em relação ao desempenho do crédito no próximo ano. Num cenário otimista, Renato Martins Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), estima alta para as novas concessões da ordem de 9% em 2009. “Aquela exuberância do crédito não vai mais existir”, diz ele, lembrando que a fase de 25% de aumento, em média, ficou para trás.



Oliva acredita em recuperação para o mercado apenas em 2010 e um retorno à normalidade somente em 2011. A redução dos financiamentos e empréstimos será decorrente de vários fatores, entre eles a liquidez, afetada pelas captações de recursos externos, hoje quase inexistentes em virtude da crise financeira mundial e que respondem por 15% do total captado pelo País; e o menor preço das commodities, que impactará o desenvolvimento da economia nacional, tradicional exportadora de matérias-primas.



Mário Mesquita, diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), reconhece que a oferta de crédito ainda não retornou ao patamar anterior à crise, mas prevê que a alta “será de dois dígitos em 2009”. Ele afirma que o setor ainda precisa assimilar as medidas tomadas pelo BC para voltar a conceder recursos. “Demora um certo tempo até o mercado absorver as medidas e se adequar a elas em sua totalidade”, afirmou. “Entre as instituições financeiras, a situação está bem encaminhada. O conforto para emprestar para os clientes é que não retornou ao patamar anterior. É uma segunda etapa.” (págs. 1 e B1)

Empresariado pede mudanças tributárias e trabalhistas

Apesar de todos os avanços obtidos, o Brasil ainda tem muito a fazer, segundo empresários presentes no 2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia, realizado ontem no Rio de Janeiro. Eles acham necessário eliminar a bitributação sobre produtos exportados e também as taxas cobradas sobre determinados setores. Defenderam ainda a flexibilização da legislação trabalhista e a simplificação da complexa estrutura fiscal brasileira.



No encontro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderam uma ampla reforma do sistema financeiro internacional e a revisão do papel do Fundo Monetário Internacional (FMI). (págs. 1, A6 e A7)

Banco Central prevê PIB de 3,2%

O Banco Central espera um crescimento de 3,2% do PIB no próximo ano. O percentual está abaixo do previsto pelo Ministério da Fazenda, que tem como meta o incremento de 4% na economia. (págs. 1 e A4)

Governo prepara versão moradia do Bolsa Família

A Parceria Público Privada com uma grande empreiteira nacional para a construção de 200 mil habitações populares em todo o País, com prioridade para a região Nordeste, deverá fazer parte do pacote de medidas governamentais aguardado tão ansiosamente pela indústria da construção civil. Com viés bem popular, o pacote será, na verdade, uma versão moradia do Bolsa Família, tendo também como foco as eleições presidenciais de 2010. (págs. 1 e D2)

Tesouro direto

Venda de títulos públicos cresce 373%. (págs. 1 e B3)

GM pára Gravataí de novo e Toyota anuncia prejuízo

A GM vai parar pela terceira vez a fábrica de Gravataí (RS) para diminuir estoques e ajustar a produção à demanda. O novo período de férias ocorrerá entre 19 de janeiro e 5 de fevereiro. Os 5,2 mil metalúrgicos já estão parados. Em novembro, trabalharam um dia e, em dezembro, só houve cinco dias de jornada. Em janeiro, estão previstos 9 dias úteis de trabalho.



“Os trabalhadores, que estavam a pleno vapor antes da crise, já temem pelo emprego diante do quadro de incertezas”, afirma Edson Dornelles, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí. A fábrica, que produz o Prisma e o Celta, recebeu investimento de US$ 240 milhões em 2006 para produzir 240 mil carros por ano.



A Toyota Motor Corp., maior montadora do mundo, prevê registrar seu primeiro prejuízo operacional em 71 anos com a queda da demanda. A montadora japonesa deve sofrer perdas de 150 bilhões de ienes (US$ 1,7 bilhão) no ano fiscal que se encerra em março de 2009. (págs. 1 e C1)

Alstom vai equipar Jirau por R$ 1,9 bi

O consórcio vencedor da usina de Jirau, no rio Madeira, liderado pela francesa GDF-Suez, anunciou ontem o fechamento de contrato no valor de R$ 1,95 bilhão para o fornecimento de 28 das 46 turbinas a serem instaladas na usina. Encabeçando o grupo dos fornecedores está a também francesa Alstom, ao lado da Voith Siemens e da Andritz.



“Contratamos a maior parte dos equipamentos com a intenção de colocar a Jirau em funcionamento em fevereiro de 2012. Dessa forma, nós vamos antecipar a entrada da energia no sistema como prometemos”, diz Victor Paranhos, presidente do consórcio responsável pela obra da hidrelétrica.



Marcos Costa, vice-presidente da Alstom no Brasil, comemora a assinatura do contrato que, para ele, consolida a liderança da empresa no mercado hidrelétrico brasileiro. “Agora estamos de olho em Belo Monte”, adianta Costa ao se referir à usina que será a segunda maior do País, atrás somente de Itaipu, e que deve ser licitada no próximo ano.



Jirau, a segunda usina do rio Madeira, terá 3.300 megawatts (MW) de capacidade instalada e os investimentos previstos para a construção da hidrelétrica são de R$ 9 bilhões. (págs. 1 e C2)

Embraer vende 11 jatos à British

A Embraer fechou com a British Airways contrato para a venda de 11 jatos comerciais. São seis modelos 170 e cinco 190SR, que servirão as rotas da BA CityFlyer. O valor do negócio é de US$ 376,5 milhões. (págs. 1 e C1)

Agronegócio

Embrapa terá R$ 1,45 bilhão para custeio e pesquisa, 11,5% mais que em 2008. (págs. 1 e B10)

Gás natural sobe em São Paulo

A partir desta semana, os consumidores paulistas de gás natural dos setores industrial, comercial e veicular pagarão até 22% a mais pelo insumo. O reajuste foi autorizado pela Arsesp, agência que regula o setor em SP. (págs. 1 e C2)

Opinião

Paul Krugman: um caminho para recuperar a economia seria a redução drástica no déficit comercial dos EUA, que cresceu junto com a bolha imobiliária. (págs. 1 e A12)

Opinião

Antonio Penteado Mendonça: daqui a algumas décadas, os historiadores apontarão o esgarçamento moral como um dos traços dos últimos anos no Brasil. (págs. 1 e A3)


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Estado de Minas


Manchete: Bancos usam crise para subir os juros

Taxa do cheque especial aumenta 4 pontos percentuais e chega a 174,8% ao ano. Quem usou R$ 5 mil desde janeiro deve hoje cerca de R$ 13,7 mil. A oferta de crédito voltou a crescer em novembro, depois de queda em outubro, e ultrapassou 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Confira dicas para sair da bola de neve das dívidas. (págs. 1, 10 e Editorial ‘Juros inibem consumidor’, pág. 8)

Parceiros na defesa

Os presidentes Nicolas Sarkozy, da França, e Lula, do Brasil, e os governadores de Minas, Aécio Neves, e do Rio, Sérgio Cabral, assinam acordos no valor de US$ 12 bilhões para a construção de 50 helicópteros pela Helibras, em Itajubá (MG), e de cinco submarinos, um deles nuclear, em Itaguaí (RJ). (págs. 1, 14 e 15)

CUT negocia redução de jornada (págs. 1 e 11)


Minas terá R$ 210 mil para o SUS (págs. 1 e 3)


Mensalão

Supremo terá de ouvir testemunhas no exterior. (págs. 1 e 6)

Previsão de chuva deixa MG em alerta

Previsão de novos temporais põe em alerta 43 municípios já em estado de emergência. Decreto do governo do estado permite aos moradores e empresas dessas cidades adiarem por 60 dias o pagamento de contas de luz e água de janeiro e fevereiro. (págs. 1 e 17)

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Jornal do Commercio


Manchete: A noite das luzes (pág. 1)


Cinco modelos de computador para professor (pág. 1)


Gás natural deve ficar mais barato (pág. 1)


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Sinopse 24/12/2008 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás

 



 

 

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