SINOPSES - RESUMO DOS JORNAIS
25 de dezembro de 2008
O Globo
Manchete: Crise pode levar governo a financiar obras do PAC
Com o agravamento da crise econômica internacional nos últimos três meses, o governo já estuda assumir parte dos US$ 50 bilhões necessários para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que, pelo projeto inicial, seriam licitadas e concedidas à iniciativa privada no próximo ano. Ao menos na fase inicial, alguns projetos de rodovias e hidrelétricas podem ser assumidos pela União, que usaria as verbas do Orçamento. Segundo uma fonte da área econômica, a idéia é iniciar essas obras e, depois, repassá-las ao setor privado em um momento de calma maior no mercado externo. De acordo com a fonte, alguns novos projetos poderão ser somados ao PAC em janeiro, quando o programa completará dois anos. Para Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base, o desafio é obter financiamento para os projetos. (págs. 1 e 13)País registra no mês fuga de US$ 4 bi
A saída de dólares do país manteve-se forte nos primeiros 15 dias úteis de dezembro devido à crise. Segundo o BC, o fluxo cambial (entrada e saída de moeda estrangeira) ficou negativo em US$ 4,098 bilhões. (págs. 1 e 14)Vale tudo para vender
Apesar da crise, as vendas de Natal cresceram em média de 12% a 15% nos shoppings do país. No Rio, alguns shoppings estimaram avanço menor, de 8%. Para atrair os consumidores, o comércio apelou para sorteios de carros e até apartamentos, o que fez triplicar o gasto dos clientes. Na tentativa de queimar os estoques na véspera de Natal, os lojistas recorreram também a promoções de última hora, dando descontos nos preços de até 34%. Em algumas lojas, brinquedos e eletrônicos esgotaram. (págs. 1 e 15)Japão lança orçamento recorde anti-recessão
Para evitar uma longa recessão, o Japão anunciou o maior orçamento anual da História do país, de US$ 980 bilhões. Trata-se de uma alta de 6,6% em relação ao orçamento anterior. Com isso, o déficit fiscal vai triplicar. Para o primeiro-ministro, Taro Aso, o Japão "não pode evitar a tsunami da recessão mundial, mas pode tentar encontrar uma saída". (págs. 1 e 14)------------------------------------------------------------------------------------
Folha de S. Paulo
Manchete: Americano volta a financiar imóveis
Os pedidos de hipotecas nos Estados Unidos cresceram 48% na semana encerrada no último dia 19, nível mais alto desde julho de 2003, segundo dados divulgados ontem pela Associação de Bancos de Hipoteca (MBA, na sigla em inglês). Essa alta é sinal de que começa a dar resultado a política do Fed, o banco central americano, de baixar os juros (para quase zero) e baratear o custo do dinheiro no país. Também parece funcionar a intervenção recorde do Fed, de até US$ 500 bilhões, nas três gigantes hipotecárias, Fannie Mae, Freddie Mac e Ginnie Mae.
Com as medidas, o juro do financiamento de 30 anos dos imóveis caiu para 5,04%, a menor taxa em cinco anos e após um pico de 6,59% em 2008. E o número de pedidos de financiamentos (novos ou renegociações) subiu 106% em relação ao mesmo período de 2007. Por outro lado, o Ministério do Trabalho informou que houve aumento recorde nos pedidos de auxílio-de-desemprego na semana passada, que chegaram a 586 mil - o maior desde 1982. O gasto médio dos consumidores também caiu 0,6% em novembro, o quinto mês seguido de queda. (Págs. 1 e B3)Lula reserva R$ 14,2 bi para Fundo Soberano
O presidente Lula assinou ontem medida provisória que define transferência de R$ 14,2 bilhões para o Fundo Soberano, nova reserva do governo para aumentar os investimentos no país em 2009. O PSDB promete entrar com uma ação no STF para questionar a medida. O recurso à MP foi necessário porque a base governista no Congresso havia conseguido aprovar a criação do fundo, mas o projeto que reservava verbas fora vetado pela oposição. (Págs. 1 e B1)Valdo Cruz: Natal como este, só no futuro governo
A despeito da crise, teremos ainda um bom final de ano. Mas os Natais seguintes serão difíceis. E crescer acima de 5% será missão para o sucessor do presidente Lula. Por sinal, consolidado o cenário político atual, pouco importa quem ganhará: a receita econômica será a mesma para que o país tente voltar a crescer forte. (Págs. 1 e A2)TCU identifica sobrepreço em obra realizada pelo Exército
Auditoria do TCU (Tribunal de Contar da União) apontou indícios de superfaturamento de R$ 5,58 milhões no custo da pavimentação de 50 km da rodovia BR-163, no norte de Mato Grosso, executada pelo 9º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército, informa Elvira Lobato. O Exército nega superfaturamento e diz que suas obras têm preço fixo, com valor definido antes, e um custo final menor.(Págs. 1 e A4)Movimento é intenso, mas atrasos caem em aeroportos
Ao contrário de dias anteriores, a situação ontem nos aeroportos de São Paulo foi de relativa tranqüilidade, apesar do tráfego intenso. Segundo a Infraero, até às 18h de ontem, dos 1.485 vôos previstos, 14,1% tiveram atrasos e 12,1% foram cancelados em todo o país. Na terça-feira, 27,6% dos vôos atrasaram mais de 30 minutos. Entre as grandes empresas, a Gol era a que tinha mais atrasos até as 18h: 20,9% dos vôos. (Págs. 1 e C4)Petróleo cai 9,3% e vai a US$ 35 (Págs. 1 e B3)
Fluxo cambial registra forte queda em dezembro, com saldo positivo de apenas US$ 29 milhões nos primeiros 19 dias. (Págs. 1 e B1)
Editoriais:
Leia Mudanças abrupta, sobre dados de desemprego; e Inovações contra o crime, acerca de videoconferência. (Págs. 1 e A2)------------------------------------------------------------------------------------
O Estado de S. Paulo
Manchete: Cresce risco de calote de empresas
O principal indicador de risco de crédito aponta piora na situação das 276 maiores empresas do País, com faturamento superior a R$ 800 milhões. Feito pela Serasa, que tem grandes bancos entre seus clientes, o levantamento reforça temores de que o crédito fique ainda mais escasso em 2009. A nota média das companhias mudou de 4,5 para 5,2 quanto mais alto o índice, maior o risco de calote e 34 delas foram rebaixadas para as classes de médio ou alto risco. Outro índice da Serasa mostra que em novembro a inadimplência de pessoas jurídicas cresceu 28,2% em relação ao mesmo mês de 2007. Para o economista Júlio Sérgio Gomes de Almeida, a mudança na classificação de risco não reflete a real situação das empresas. Se os bancos se guiarem por essa fotografia de curto prazo e encarecerem o crédito, vão causar problemas para a economia. (págs. 1 e B1)Queda no movimento faz atraso nos vôos diminuir
Após quatro dias de transtornos, o índice de atrasos nos aeroportos diminuiu ontem na véspera de Natal há menos embarques. Até as 18 horas, 14,1% dos 1.485 vôos previstos saíram atrasados. A Gol apresentou, de novo, o pior nível de pontualidade (20,9% dos vôos). A Anac continuará a cobrar explicações da companhia. A empresa informou que dobrou o número de aviões e reforçou o efetivo trabalhando. (págs. 1 e C1)Estrangeiros da tortura e do terror na pauta do STF
Ministros do Supremo Tribunal Federal terão, em 2009, o delicado trabalho de julgar pedidos de governos estrangeiros para que o Brasil entregue acusados de cometer crimes no exterior que optaram por viver aqui. A maior dificuldade está no julgamento de acusados de terrorismo e tortura. De 2000 até hoje, deram entrada no STF 466 processos de extradição. A Itália é a campeã, com 77
pedidos. (págs. 1 e A4)Credit Suisse burlava BC, suspeita o MPF
Documentos obtidos pelo Estado em Genebra indicam que o Credit Suisse fazia transações sem passar pelo BC ou pela Receita. O Ministério Público Federal investiga o banco. (págs. 1 e B5)------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Brasil
Manchete: Alemanha e Japão têm pacote de Natal
O governo do Japão aprovou o maior orçamento público de sua história na esperança de estimular a recuperação econômica. São 88,5 trilhões de ienes (cerca de US$ 980,6 bilhões) a serem aplicados no ano fiscal de 2009. O governo alemão planeja um novo pacote de estímulos de 25 bilhões de euros (US$ 35 bilhões). Os alemães já haviam aplicado 31 bilhões de euros em medidas contra a crise. (págs. 1 e A15)Feriado com menos filas nos aeroportos
Quem precisou enfrentar os aeroportos do país na véspera do Natal encontrou uma situação mais tranqüila nos check-ins. Após dias de muitas filas, ontem, até 12h, os atrasos de mais de meia hora atingiam apenas 13,7% dos vôos nacionais. No aeroporto do Galeão, no Rio, 15 dos 78 vôos previstos atrasaram até aquele horário. No Santos Dumont, foram registrados 32 atrasos e apenas um cancelamento. O aeroporto de Brasília foi o único que manteve os níveis de demora dos últimos dias. (págs. 1 e A4)Estados também indenizam anistiados
Com a reparação dada a 37 pessoas, entre elas o deputado Chico Lopes (PCdoB), o Ceará é a nona unidade da Federação a aplicar leis estaduais de compensação financeira a perseguidos pelo regime militar de 1964 a 1979. (págs. 1 e A6)Vítimas das enchentes já são 65 mil no Rio
O número de atingidos peças enchentes no Norte e Noroeste do Rio chegou a 65 mil. Ontem, o nível do Rio Muriaé começou a baixar, mas o município de Cardoso Moreira segue em estado de calamidade pública. (págs. 1 e A11)EUA precisam se reinventar
Os Estados Unidos não precisam só de socorro. Precisam se reiniciar, se reconstruir. Precisam de uma renovação nacional. Por isso, os próximos meses estão entre os mais importantes da História. (págs. 1 e A18)------------------------------------------------------------------------------------
Correio Braziliense
Manchete: Natal é um recomeço
Mais que presentear os amigos, reunir a família para a tradicional ceia e celebrar o nascimento do menino Jesus, o Natal é uma data especial para refletir sobre a vida. A cada dia, as conquistas, os sonhos e as dificuldades servem de aprendizado. O Correio destaca neste 25 de dezembro histórias de brasilienses que em 2008 passaram a entender a graça da própria vida como o maior de todos os presentes. Graça que se traduz na filha que chegou para Danielle Lepletier (foto acima), após a fertilização in vitro; no coração de um doador que bate forte no peito do mineiro Domingos Cunha, vítima da doença de Chagas; no menino adotivo, portador do vírus HIV, que comoveu o mundo e hoje festeja um Natal feliz com a família em casa nova, sem goteiras, construída com a solidariedade humana; na chegada de Isabel, ansiosamente esperada pelo casal que não podia ter outro filho biológico; e na fé em Deus que enche de luz a vida das quatro irmãs cegas que moram no Gama. Hoje, eles querem apenas agradecer a dádiva da vida que renasce a cada dia. (pág. 1 e Tema do dia, págs. 21 e 22)Plano prevê áreas para Filantropia
Projeto do GDF encaminhado à Câmara Legislativa concede terrenos para entidades assistenciais. Confira os endereços autorizados. (págs. 1 e 23)Japão e EUA em emergência contra a crise
Governo de Tóquio aprova orçamento de US$ 1 trilhão. Seguro-desemprego nos EUA atinge maior nível desde 1982. (págs. 1 e 14)------------------------------------------------------------------------------------
Valor Econômico
Manchete: Tolerância de fornecedor alivia o aperto de crédito
No auge da crise financeira internacional, entre setembro e outubro, a Harald Indústria e Comércio de Alimentos, produtora de confeitos, cremes e doces, de Santana de Parnaíba (SP), chegou a ter o crédito para importação suspenso por produtores de gorduras da Malásia, que exigiram pagamento à vista por falta de crédito bancário. Mas os fornecedores brasileiros não suspenderam nem por um momento a venda faturada para pagamento em até 90 dias das encomendas de leite, açúcar e cacau.
A rede de material de construção Dicico ganhou até mais prazo dos fornecedores depois da crise. O prazo médio de pagamento passou de 90 dias para 120 dias e até 150 dias. "Com a retração da demanda, o varejista só pode comprar com um prazo extra", disse o presidente da Dicico, Dimitrios Markakis. Os pequenos fornecedores, que dependiam de bancos médios e factorings para obter crédito, estão sendo ajudados pela própria Dicico, que recompra suas duplicatas antes do vencimento.
Segundo Markakis, o crédito mercantil cresceu muito depois da crise internacional. "Só compramos do fornecedor que aumentar o prazo de pagamento. O varejo está com margem apertada e não dá para pagar juros. Não há hipótese de depender do crédito bancário", disse.
De 1996 a 2007, o crédito mercantil - obtido pelas empresas junto a seus fornecedores - cresceu 168% em termos reais, enquanto o crédito bancário aumentou 117%. Nos primeiros nove meses deste ano, porém, o crédito bancário deu um salto de 23,5%, enquanto o mercantil aumentou apenas 3,3%. Em setembro, o crédito mercantil somava R$ 271,4 bilhões e o bancário tomado por essas empresas, R$ 674,4 bilhões.
Os números fazem parte de estudo feito pela Serasa, baseado nos balanços de 60 mil empresas, responsáveis pela captação de 70% do crédito para pessoas jurídicas do mercado.
O quadro mudou radicalmente desde então, mostra a experiência das empresas. "Com o crédito caro e escasso nos bancos, as parcerias entre empresas voltaram a se fortalecer", disse o gerente da Serasa, Mário Torres. (págs. 1 e C3)Queda do emprego
Pela primeira vez desde 2002, o Brasil teve queda no emprego formal em novembro. Houve perda de 40,8 mil postos de trabalho, ou 0,13%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. (págs. 1 e A6)Inflação de 2009 perto da meta
Enquanto as projeções para a economia brasileira em 2009 pioram, as estimativas para a inflação feitas no pós-crise são melhores que as anteriores. Tanto o Banco Central como os analistas já projetam um índice de preços ao consumidor mais próximo ao centro da meta, de 4,5%. Enquanto o BC trouxe sua projeção para 4,7%, as estimativas dos analistas para o IPCA variam de 4% a 5%.
A maioria dos economistas espera que a retração no preço das commodities e a desaceleração do crescimento econômico continuem a pesar mais no comportamento da inflação do que o aumento da taxa de câmbio. Para alguns, os preços no atacado podem, inclusive, iniciar 2009 com deflação. (págs. 1, A4 e A5)Petrobras revê custos de projetos
A Petrobras espera queda de preço de equipamentos e serviços e conta até com a possibilidade de renegociação de cerca de 700 projetos que tem em portfólio. Por isso, o plano de negócios para 2009-2013 foi adiado.
Para o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, até agora os preços de insumos para equipamentos e fretes não acompanharam a queda do petróleo. "O preço do aço caiu 40% e isso vai ter que se refletir no (nosso) custo de alguma maneira", disse. Ele admitiu que esse é o caso das plataformas P-61 e P-63, cujas propostas de preço foram abertas sem que a estatal tenha decidido levar a encomenda adiante. A possibilidade de nova licitação não está descartada. (págs. 1 e B7)Energia descontratada
As distribuidoras tiveram nos últimos dez meses que recorrer ao mercado à vista devido a frustrações na energia contratada. Uma das causas é a revisão das contas para distribuição de energia de Itaipu, diz Antônio Fraga Machado, da Câmara de Comercialização. (págs. 1 e B8)Mudanças em fundos
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai reformular em 2009 as regras das indústrias de fundos. Alguns dos alvos são a contabilização dos ativos sem liquidez e a sincronia entre o prazo dos ativos em carteira com o de resgate dos fundos. (págs. 1 e Cl)Negócio fechado
O Banco do Brasil assinou ontem com o governo de São Paulo contrato de compra de ações de controle da Nossa Caixa. A Nossa Caixa deverá continuar a operar como companhia aberta pelo prazo de um ano. (págs. 1 e C3)Idéias
José Eli da Velga: economistas ainda cultuam a idéia de que crescimento é indispensável ao desenvolvimento. (págs. 1 e A11)Idéias
Raymundo Costa: desempenho de Dilma nas pesquisas está abaixo do esperado pelo presidente Lula. (págs. 1 e A8)Dólar caro leva turistas para o Nordeste
Quem for ao Nordeste neste verão provavelmente não verá nenhum sinal da crise econômica. Com o dólar mais caro, muita gente cancelou férias no exterior e os hotéis e resorts nordestinos estão animados com as reservas. O fluxo de turistas para a região deve crescer 10%, segundo o Ministério do Turismo. E há quem esteja comemorando um crescimento maior, como a operadora CVC: 30%.
A Resorts Brasil, que representa 48 empreendimentos, boa parte no Nordeste, acredita que a alta temporada só será comparável com a do verão de 2005. O complexo baiano Costa do Sauípe já tem 90% dos quartos vendidos em janeiro e mais de 75% em fevereiro. As taxas são 25% maiores do que há um ano. "Estamos deitando e rolando", diz Alexandre Zubaran, seu presidente. (págs. 1 e B1)------------------------------------------------------------------------------------
Gazeta Mercantil
Manchete: Crédito opõe bancos de médio porte e BC
Os bancos de pequeno e médio portes não estão tão otimistas quanto o governo em relação ao desempenho do crédito no próximo ano. Num cenário otimista, Renato Martins Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), estima alta para as novas concessões da ordem de 9% em 2009. Aquela exuberância do crédito não vai mais existir, diz ele, lembrando que a fase de 25% de aumento, em média, ficou para trás.
Oliva acredita em recuperação para o mercado apenas em 2010 e um retorno à normalidade somente em 2011. A redução dos financiamentos e empréstimos será decorrente de vários fatores, entre eles a liquidez, afetada pelas captações de recursos externos, hoje quase inexistentes em virtude da crise financeira mundial e que respondem por 15% do total captado pelo País; e o menor preço das commodities, que impactará o desenvolvimento da economia nacional, tradicional exportadora de matérias-primas.
Mário Mesquita, diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), reconhece que a oferta de crédito ainda não retornou ao patamar anterior à crise, mas prevê que a alta será de dois dígitos em 2009. Ele afirma que o setor ainda precisa assimilar as medidas tomadas pelo BC para voltar a conceder recursos. Demora um certo tempo até o mercado absorver as medidas e se adequar a elas em sua totalidade, afirmou. Entre as instituições financeiras, a situação está bem encaminhada. O conforto para emprestar para os clientes é que não retornou ao patamar anterior. É uma segunda etapa. (págs. 1 e B1)Empresariado pede mudanças tributárias e trabalhistas
Apesar de todos os avanços obtidos, o Brasil ainda tem muito a fazer, segundo empresários presentes no 2º Encontro Empresarial Brasil-União Européia, realizado ontem no Rio de Janeiro. Eles acham necessário eliminar a bitributação sobre produtos exportados e também as taxas cobradas sobre determinados setores. Defenderam ainda a flexibilização da legislação trabalhista e a simplificação da complexa estrutura fiscal brasileira.
No encontro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderam uma ampla reforma do sistema financeiro internacional e a revisão do papel do Fundo Monetário Internacional (FMI). (págs. 1, A6 e A7)Banco Central prevê PIB de 3,2%
O Banco Central espera um crescimento de 3,2% do PIB no próximo ano. O percentual está abaixo do previsto pelo Ministério da Fazenda, que tem como meta o incremento de 4% na economia. (págs. 1 e A4)Governo prepara versão moradia do Bolsa Família
A Parceria Público Privada com uma grande empreiteira nacional para a construção de 200 mil habitações populares em todo o País, com prioridade para a região Nordeste, deverá fazer parte do pacote de medidas governamentais aguardado tão ansiosamente pela indústria da construção civil. Com viés bem popular, o pacote será, na verdade, uma versão moradia do Bolsa Família, tendo também como foco as eleições presidenciais de 2010. (págs. 1 e D2)Tesouro direto
Venda de títulos públicos cresce 373%. (págs. 1 e B3)GM pára Gravataí de novo e Toyota anuncia prejuízo
A GM vai parar pela terceira vez a fábrica de Gravataí (RS) para diminuir estoques e ajustar a produção à demanda. O novo período de férias ocorrerá entre 19 de janeiro e 5 de fevereiro. Os 5,2 mil metalúrgicos já estão parados. Em novembro, trabalharam um dia e, em dezembro, só houve cinco dias de jornada. Em janeiro, estão previstos 9 dias úteis de trabalho.
Os trabalhadores, que estavam a pleno vapor antes da crise, já temem pelo emprego diante do quadro de incertezas, afirma Edson Dornelles, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí. A fábrica, que produz o Prisma e o Celta, recebeu investimento de US$ 240 milhões em 2006 para produzir 240 mil carros por ano.
A Toyota Motor Corp., maior montadora do mundo, prevê registrar seu primeiro prejuízo operacional em 71 anos com a queda da demanda. A montadora japonesa deve sofrer perdas de 150 bilhões de ienes (US$ 1,7 bilhão) no ano fiscal que se encerra em março de 2009. (págs. 1 e C1)Alstom vai equipar Jirau por R$ 1,9 bi
O consórcio vencedor da usina de Jirau, no rio Madeira, liderado pela francesa GDF-Suez, anunciou ontem o fechamento de contrato no valor de R$ 1,95 bilhão para o fornecimento de 28 das 46 turbinas a serem instaladas na usina. Encabeçando o grupo dos fornecedores está a também francesa Alstom, ao lado da Voith Siemens e da Andritz.
Contratamos a maior parte dos equipamentos com a intenção de colocar a Jirau em funcionamento em fevereiro de 2012. Dessa forma, nós vamos antecipar a entrada da energia no sistema como prometemos, diz Victor Paranhos, presidente do consórcio responsável pela obra da hidrelétrica.
Marcos Costa, vice-presidente da Alstom no Brasil, comemora a assinatura do contrato que, para ele, consolida a liderança da empresa no mercado hidrelétrico brasileiro. Agora estamos de olho em Belo Monte, adianta Costa ao se referir à usina que será a segunda maior do País, atrás somente de Itaipu, e que deve ser licitada no próximo ano.
Jirau, a segunda usina do rio Madeira, terá 3.300 megawatts (MW) de capacidade instalada e os investimentos previstos para a construção da hidrelétrica são de R$ 9 bilhões. (págs. 1 e C2)Embraer vende 11 jatos à British
A Embraer fechou com a British Airways contrato para a venda de 11 jatos comerciais. São seis modelos 170 e cinco 190SR, que servirão as rotas da BA CityFlyer. O valor do negócio é de US$ 376,5 milhões. (págs. 1 e C1)Agronegócio
Embrapa terá R$ 1,45 bilhão para custeio e pesquisa, 11,5% mais que em 2008. (págs. 1 e B10)Gás natural sobe em São Paulo
A partir desta semana, os consumidores paulistas de gás natural dos setores industrial, comercial e veicular pagarão até 22% a mais pelo insumo. O reajuste foi autorizado pela Arsesp, agência que regula o setor em SP. (págs. 1 e C2)Opinião
Paul Krugman: um caminho para recuperar a economia seria a redução drástica no déficit comercial dos EUA, que cresceu junto com a bolha imobiliária. (págs. 1 e A12)Opinião
Antonio Penteado Mendonça: daqui a algumas décadas, os historiadores apontarão o esgarçamento moral como um dos traços dos últimos anos no Brasil. (págs. 1 e A3)------------------------------------------------------------------------------------
Estado de Minas
Manchete: Papai Noel o ano inteiro
As cestas de Natal vão garantir a ceia de 400 famílias pobres mas o Mutirão do Amor, como o chama sua coordenadora, a funcionária pública Jane de Carvalho Leite, trabalha de janeiro a dezembro, levando também roupas, móveis e até material de construção a carentes do bairro Citrolândia, em Betim, muitos deles egressos da antiga colônia Santa Izabel, que abrigava portadores de hanseníase. (págs. 1, 17 e 18)A emoção do bom velhinho
Neste fim de ano, pela primeira vez, o aposentado Nelson Antônio Macro incorporou o Papai Noel em dois lugares bem distintos: a simples e popular Feira Shopping e o elegante BH Shopping. A experiência o levou às lágrimas nos dois locais - ao tirar dinheiro do próprio bolso para ajudar uma mãe a atender pedido de um filho e ao não poder realizar o desejo simples de uma menina: conhecer o pai. (págs. 1 e 16)Congresso deixa de investir
Ao contrário de outros anos, em que as comissões parlamentares de inquérito (CPI) foram as vedetes do Legislativo, deputados e senadores pouco avançaram na apuração de corrupção e de irregularidades. (pág. 1)Eleições
Aumenta o número de mulheres nas prefeituras. (pág. 1)------------------------------------------------------------------------------------
Jornal do Commercio
Manchete: Lojas sem atropelos (pág. 1)
Polícia captura cinco acusados de seqüestro (pág. 1)
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Sinopse 25/12/2008 - Resumo dos Jornais - Agência Brasil - Radiobrás
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