AL distancia-se de histórico de golpes de estado
Democracia avança, mas governos esquerdistas mostram sinais de totalitarismo.
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A campanha de Humala destaca a falta de apoio geral a golpes de estado na região, segundo o historiador paraguaio Luis Verón.
“Devido à falta de legitimidade, líderes de golpes geralmente tentam 'se limpar' usando meios democráticos”, explicou Verón. “Não se pode criar democracia com um golpe de estado.”
Em geral, os golpes de estado trouxeram "pobreza e tormento" à América Latina, acrescentou Verón.
Mas, o fim da tendência de golpes na América Latina não significa que a democracia não esteja em perigo, advertiu o Dr. Juan Morales Manzur, um cientista político venezuelano.
“A queda de regimes implantados por golpes de estado criou espaço para governos democráticos, ao menos na superfície", disse Morales Manzur, professor da Universidad del Zulia, em Maracaibo. “Mas essas chamadas democracias, como Venezuela, Bolívia, Nicarágua e, naturalmente, Cuba, são criticadas com razão pela forma como tratam dissidentes, liberdade de expressão [e] os meios de comunicação.”
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AL distancia-se de histórico de golpes de estado
Democracia avança, mas governos esquerdistas mostram sinais de totalitarismo.
Por Marta Escurra e José Bolívar para Infosurhoy.com—25/04/2011
MARACAIBO, Venezuela e ASSUNÇÃO, Paraguai – Onze anos após liderar um golpe militar no Peru, Ollanta Humala está à frente na mais recente pesquisa para a eleição presidencial do país, que será decidida em um segundo turno em 5 de junho.
Humala declarou que sua plataforma inclui mudanças na Constituição e centralização da economia.
“Nosso objetivo é propor uma nova Constituição em consenso com as forças políticas existentes”, disse Humala no debate presidencial contra Keiko Fujimori, filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori, em 25 de março. “Mas não vamos nos afastar da ordem constitucional estabelecida para fazer mudanças [na Constituição].”
A campanha de Humala destaca a falta de apoio geral a golpes de estado na região, segundo o historiador paraguaio Luis Verón.
Onze anos após liderar um golpe militar no Peru, Ollanta Humala está prestes a se tornar o próximo presidente do país. “Nosso objetivo é propor uma nova Constituição em consenso com as forças políticas existentes”, disse Humala. “Mas não vamos nos afastar da ordem constitucional estabelecida para fazer mudanças [na Constituição].” (Mariana Bazo/Reuters)
“Devido à falta de legitimidade, líderes de golpes geralmente tentam 'se limpar' usando meios democráticos”, explicou Verón. “Não se pode criar democracia com um golpe de estado.”
Em geral, os golpes de estado trouxeram "pobreza e tormento" à América Latina, acrescentou Verón.
Mas, o fim da tendência de golpes na América Latina não significa que a democracia não esteja em perigo, advertiu o Dr. Juan Morales Manzur, um cientista político venezuelano.
“A queda de regimes implantados por golpes de estado criou espaço para governos democráticos, ao menos na superfície", disse Morales Manzur, professor da Universidad del Zulia, em Maracaibo. “Mas essas chamadas democracias, como Venezuela, Bolívia, Nicarágua e, naturalmente, Cuba, são criticadas com razão pela forma como tratam dissidentes, liberdade de expressão [e] os meios de comunicação.”
“Devido à falta de legitimidade, líderes de golpes geralmente tentam 'se limpar' usando meios democráticos”, explicou o historiador paraguaio Luis Verón. “Não se pode criar democracia com um golpe de estado.” (Marta Escurra para Infosurhoy.com)
“Governos latino-americanos tendem a ser totalitários”, acrescentou ele. “O totalitarismo implica que todos os setores da sociedade se sujeitem ao poder e visão do governo, implica a necessidade de se controlar todos os aspectos da sociedade, e é o estilo de governo associado ao estado socialista que alguns governos querem implantar em seus países.”
Na Venezuela, por exemplo, “o governo possui o controle de todos os órgãos públicos, e isso pode ser considerado uma ditadura de fato", explicou Morales Manzur. “Temos uma situação em que uma elite governa e beneficia aqueles que a apoiam, mas repelem a oposição. Isso não é uma democracia.”
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, buscou o poder inicialmente orquestrando um golpe de estado em fevereiro de 1992, lembrou Morales Manzur. O golpe fracassou e Chávez e seus seguidores foram detidos e encarcerados.
Chávez foi perdoado pelo então presidente venezuelano Rafael Caldera em 1994.
Chávez venceu a eleição presidencial em 1998 e tomou posse no ano seguinte.
“A Venezuela é uma democracia com toques de ditadura”, classificou Morales Manzur. “Temos um governo que controla todos os poderes públicos, incluindo o legislativo, apesar de que, após as últimas eleições de [26 de setembro de 2010], há um pouco mais de pluralidade no parlamento [venezuelano].”
Simpatizantes da milícia da Venezuela e do presidente Chávez participam de cerimônia em Caracas. (Jorge Silva/Reuters)
Apesar de ter recebido 50,7% dos votos, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), uma coalizão de partidos de oposição, ganhou apenas 67 cadeiras no Congresso, enquanto o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que apoia o governo venezuelano, ficou com 98, com 48,13% dos votos, segundo informações do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do país.
“Na Venezuela, todas as instituições governamentais foram eleitas por voto popular”, disse Morales Manzur. “Mas sabemos que tendência [política] eles apoiam e quem manda.”
A economia também sofre quando esses tipos de governos estão no poder.
“Governos esquerdistas, como o que Humala propõe, não têm trazido ganhos econômicos à América Latina", lembrou Moralez Manzur. “As economias da Venezuela, Bolívia e Nicarágua não conseguiram melhorar, apesar de seus governos terem permanecido no poder por vários mandatos. Nenhum benefício econômico ou prosperidade foram alcançados nesses países até o momento. Mesmo que [Alberto] Fujimori represente o passado, sua filha pode capitalizar na nostalgia da administração do pai. Uma parte do povo [peruano] acredita que o governo de Alberto Fujimori não foi ruim.”
“Mas essas duas opções representam retrocesso”, concluiu Morales Manzur.
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