01/05/2008
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- Brasil atinge grau de investimento
- A economia brasileira comemora desde ontem a conquista do chamado grau de investimento, considerada a mais relevante notícia que o país poderia receber desde a estabilização da moeda e o advento do real em meados da década de 90. A classificação de risco, que tem credibilidade entre os países mais desenvolvidos do mercado global, foi conferida pela agência Standard & Poor's. Assim, o Brasil está pronto para receber dinheiro de fundos estrangeiros que só investem em países selecionados. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou. O mercado também. Os negócios da Bolsa de Valores cresceram 6,63% no seu melhor dia da era Lula. (Págs. 1, A2 a A5)
- Editorial - Um rito de passagem - Mais do que motivo de celebração, o grau de investimento é, a um tempo, rito de passagem e janela de oportunidade. Nenhuma economia vertebrada à globalização pode dar-se ao luxo de não gozar de bom conceito junto a classificadores de risco. Ainda que a credibilidade de agências, como a Standard & Poor's, tenha se abalado ante a recente crise da economia norte-americana, os efeitos da promoção - mesmo os de natureza psicológica - sobre investidores e outros tomadores de decisão serão dos mais benéficos para o país.
Muitas razões alicerçaram o investiment grade. A viabilidade das exportações nos últimos cinco anos, o encolhimento da dívida soberana, o profissionalismo na condução do Banco Central. A modernização, enfim, por mais tardia e incompleta, das relações capitalistas no país.
O cenário externo favorável, contemporâneo a grande parte da presidência Lula, aguçou um voraz apetite mundial por commodities. Animaram-se as perspectivas para o Brasil como potencia energética. Convergem, assim, forças que deslocam o Brasil para o centro do interesse econômico mundial.
Há seis anos, muitos acreditavam no derretimento da base monetária - à semelhança do que ocorreu na Argentina um ano antes. O economista-chefe do banco Bear Stearns augurava, em 2002, que o Brasil declararia moratória antes mesmo do pleito que levou Lula à Presidência. Hoje, o Brasil recebe o grau de investimento. O Bear Stearns encontra-se varrido do mapa pela crise dos subprimes.
Ao lado da diminuição dos juros internos e da grande chance para as tão necessárias reformas fiscais e trabalhistas o momento é de novo desafio. Romper Práticas e legislações que ainda fazem do país um dos mais difíceis lugares do mundo para a realização de negócios.
Se o governo não calçar o "salto alto" do grau de investimento e juntar-se à sociedade na simplificação da vida empresarial, o Brasil pode rumar firme para a obtenção do "business grade". E consolidar-se, ao lado da China, Índia e Rússia, no quadro dos novos protagonistas econômicos do século 21. (Pág. 1)
- O governo anunciou o reajuste de preços da gasolina (10%) e do diesel (15%) nas refinarias. Para minimizar o impacto nos índices de inflação, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu reduzir em R$ 0,10 a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), o imposto dos combustíveis sobre cada litro de gasolina. No caso do diesel, o impacto será integral para o consumidor, o que significará uma alta esperada de 8,8% do derivado nas bombas. (Págs. 1 e Economia A17)
- As obras do trem-bala entre Rio e São Paulo devem ser atrasadas devido ao entrave nas negociações do governo brasileiro com a empresa italiana, que realizou o estudo de impacto ambiental mas tem se recusado a entregá-lo. (Págs. 1 e A7)
- O juiz do TRE Luiz Márcio Pereira, que coordena a repressão à campanha eleitoral irregular na internet, declarou que o tribunal deve rever os limites da propaganda na rede. A tendência é liberar a publicidade em blogs e comunidades de relacionamentos. (Págs. 1, Cidade A10 e A11)
- Brasil vira investimento seguro
- A agência de classificação de risco Standard & Poor's elevou o Brasil ao patamar de grau de investimento pela primeira vez na história. Essa classificação indica que o país é destino seguro para investimentos, por ter condições de honrar dívidas. A notícia fez a Bovespa subir 6,33%, maior alta desde outubro de 2002, na gestão FHC. A pontuação foi recorde: 67.868 pontos. (Pág. 1 e Dinheiro)
- Vinicius Torres Freire: Avaliação não diz muito sobre futuro de ilusão financeira. (Pág. 1 e Dinheiro)
- Depois de mais de dois anos congelados, o governo Lula decidiu aumentar os preços da gasolina em 10% e do diesel em 15% nas refinarias, mas anunciou simultaneamente uma redução de tributos para tentar evitar um impacto elevado nos índices de inflação. Os novos preços valem a partir de amanhã e foram justificados pela Petrobras como resposta à alta no valor do barril de petróleo, que ontem fechou a US$ 113,46 em Nova York. Ao divulgar a decisão, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que não há motivos para reajuste da gasolina para o consumidor devido à redução da Cide-Combustíveis (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). (...) (Pág. 1 e Dinheiro)
- A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) divulgou ontem que o teto para reajuste dos planos de saúde contratados a partir de janeiro de 1999 será, neste ano, de 5,48%. É o menor índice desde 2004, quando o percentual passou a cair, mas ainda supera a inflação, que está, segundo o IPCA (Índice de Preços aos Consumidor Amplo, do IBGE), em 4,73% no acumulado dos 12 meses anteriores a março. (...) (Pág. 1 e Cotidiano)
- Como já era esperado, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) cortou em 0,25 ponto percentual, para 2%, a taxa de juros básica americana e sinalizou que não deverá acontecer uma redução na próxima reunião da entidade, marcada para junho. Ainda assim, o BC americano deixou abertas as portas para novos cortes nos próximos meses. (...) (Pág. 1 e Dinheiro)
- Brasil já é grau de investimento
- A agência de avaliação de risco Standard & Poor's concedeu ontem ao Brasil o chamado grau de investimento, classificação inédita para o País. Isso significa que a agência passou a considerar o Brasil um destino seguro para investimentos do mundo todo. A notícia provocou euforia na Bovespa, que subiu 6,33%. A cotação do dólar caiu 2,52%, indo para R$ 1,663. O governo celebrou a reclassificação. "É uma conquista do povo brasileiro", disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em termos técnicos, a S&P elevou a nota do Brasil, alterando-a de BB+ para BBB-. A escala de classificação da agência vai de D (conceito dado a nações insolventes) até AAA (conceito dado a países como EUA, Canadá e Reino Unido). (Págs. 1 e B1 a B5)
- Henrique Meirelles (BC) - "É resultado da persistência de se manter a política econômica constante". (Pág. 1)
- Guido Mantega (Fazenda) - "Estamos colhendo resultado de uma política que fez o País crescer acima de 5%". (Pág. 1)
- A concessão do grau de investimento ao País vai baratear o custo de financiamento para as empresas brasileiras. Muitos fundos internacionais só permitem a seus gestores aplicar dinheiro em países com essa classificação. Assim, melhoram as condições para o Brasil crescer sem inflação. (Págs. 1 e B3)
- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem reajuste de 10% na gasolina e de 15% no óleo diesel, nas refinarias. Para evitar aumento da inflação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu reduzir as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada na venda dos dois combustíveis. Mantega espera assim que, para o consumidor, a gasolina não tenha aumento e o diesel suba apenas 8,8%. A redução da Cide significará perda de arrecadação de R$ 2,5 bilhões a R$ 8 bilhões anuais - o que foi considerado aceitável graças ao excepcional aumento da receita tributária nos últimos meses. (Págs. 1 e B5)
- Teto para aumento de plano de saúde fica em 5,48% - O índice vale para planos de saúde individuais, com ou sem odontologia, contratados a partir de janeiro de 1999. O porcentual foi o mesmo dos últimos 7 anos. Mesmo assim, ficou acima da inflação acumulada. (Págs. 1 e A24).
- O número de casos de dengue aumentou em 17 Estados entre janeiro e abril, em relação a 2007. As regiões Norte, Nordeste e Sudeste são as mais atingidas. No ano, já houve 77 mortes por dengue hemorrágica. (Págs. 1 e A24)
- PF suspeita de Paulinho nos desvios do BNDES - Ao contrário do que afirmou o ministro da Justiça, Tarso Genro, a Polícia Federal registrou em documento enviado à Justiça Federal que suspeita da ação do deputado do PDT em desvios de recursos públicos. (Págs. 1 e A4)
- O Novo ministro da Educação da Venezuela, Héctor Navarro, anunciou disposição de dialogar com a oposição sobre a reforma do currículo escolar do país. A proposta do ex-ministro Adán Chávez de propagação do socialismo foi rejeitada. (Págs. 1 e A16)
- Notas e Informações - Com talento persuasivo que seria bisonho negar-lhe, Lula introduziu no País a política de massas. E aposta que, em 2010, o povo votará no candidato escolhido como se votasse nele. (Págs. 1 e A3)
- Roberto Macedo: O governo precisa reduzir o fogo com que esquenta a inflação. (Págs. 1 e A2)
- Brasil se torna país mais seguro para investimentos
- O Brasil recebeu ontem o grau de investimento, nota dada por agências de classificação de risco a países em que é seguro investir. A Standard&Poor's (S&P) elevou, de "BB+" (risco de inadimplência) para "BBB-", a avaliação de crédito dos papéis do governo em moeda estrangeira. Com isso, o país poderá receber investimentos de grandes fundos internacionais, como EUA, Europa e Japão, que têm patrimônio de US$ 8,3 trilhões e só investem em títulos públicos e ações de empresas de nações com grau de investimento. Após o anúncio, a Bolsa de São Paulo disparou e fechou em alta de 6,33%, a maior desde 2002, batendo recorde. Já o dólar, que poderá cair ainda mais com a entrada de dinheiro estrangeiro, recuou ontem para R$ 1,664. Nos EUA, o PIB cresceu mais do que o esperado e, pelo segundo mês consecutivo, o BC americano cortou os juros. (Págs. 1, 25 a 30, Míriam Leitão e editorial "Com mérito")
- Lula recebe do ministro Lupi sua nova carteira de trabalho. Em São Paulo, o 1º de Maio será marcado pelo constrangimento causado pelas denúncias conta o presidente da Força Sindical, o deputado Paulinho (PDT). (Págs. 1, 11 e 32, Veríssimo e Demétrio Magnoli)
- Após quase três anos de congelamento, o governo autorizou reajuste, nas refinarias, a partir de amanhã, de 10% na gasolina - como pedia a Petrobras, contra os 5% defendidos pela equipe econômica - e de 15% no diesel. Não haverá impacto para o consumidor no caso da gasolina, disse o ministro Guido Mantega, porque, para neutralizar o reajuste, o governo abriu mão de até R$ 3 bi na arrecadação da Cide, o imposto sobre combustíveis usado para melhorar estradas. No diesel, o repasse será de 8,8% na bomba, estima a Fazenda. (Págs. 1 e 30)
- A ANS autorizou aumento de até 5,48% para os novos planos de saúde individuais, contratados a partir de 1999. O reajuste atingirá 6,2 milhões de clientes, sendo 1,7 milhão no Rio. A alta ficou acima da inflação acumulada desde o último aumento. (Págs. 1 e 32)
- Um estudo divulgado pela Unesco mostra que a taxas de repetência escolar brasileiras só são menores que as de países africanos. Apenas 53,8% das crianças conseguem terminar o ensino fundamental. O Brasil corre o risco de não atingir metas internacionais. Um professor da Universidade Federal da Bahia irritou a comunidade acadêmica ao atribuir o mau desempenho dos estudantes no Enade ao baixo QI dos baianos. (Págs. 1, 3 a 5)
- A CPI do Cartão Corporativo descobriu que 452 empresas que receberam pagamentos com os cartões desde 2002 tinham como sócio pessoas que são ou foram servidores comissionados, alguns com autorização para fazer gastos. A suspeita de conflito de interesses, revelada pelos deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ), motivou discussão com o ministro Jorge Hage, da CGU. (Págs. 1 e 8)
- Um manifesto contra as cotas raciais em universidades e vestibulares, assinado por 113 intelectuais e artistas, foi entregue ontem ao presidente do STF, Gilmar Mendes. (Págs. 1 e 9)
- A Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, que reúne ex-presidentes e especialistas da região, iniciou ontem a discussão de uma política específica para a região, sem copiar modelos. (Págs. 1 e 10)
- Sindicalistas buscam novas bandeiras para velhas lutas
- Os movimentos sindicais devem mobilizar milhões de pessoas na comemoração do 1ode maio, mas sem terem definidas bandeiras que aglutinem as bases, que mudaram de perfil depois de 20 anos de regime democrático. A atual conjuntura econômica, de crescimento, é ideal para discutir temas como a redução da jornada de trabalho, diz Marcos Verlaine, assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).
Uma das mudanças das ações organizadas dos trabalhadores refere-se ao papel das centrais sindicais. Antes eram responsáveis só por alinhamentos políticos. Mas a marcação política foi afrouxada para atrair sindicatos e as centrais participam agora, formalmente, das negociações de benefícios dos trabalhadores, afirma o professor Arnaldo Mazzei Nogueira, da FEAUSP e PUC-SP. Há hoje seis centrais organizadas.
Luis Eulalio de Bueno Vidigal Filho, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), diz que o "sindicato puro parou no tempo". Não há números sobre sindicalização, segundo o Ministério do Trabalho e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos (Dieese). (Págs. 1, A8, A9, A10 e A11)
- A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou por sete dias, de 12 para 19 de maio, a data do leilão da usina hidrelétrica de Jirau, o segundo empreendimento do rio Madeira - o primeiro é Santo Antônio. A intenção é permitir que mais consórcios participem da licitação.
A conta do governo é que, ao atrair mais investidores interessados no megaprojeto, orçado em quase R$ 9 bilhões e previsto para operar a partir de janeiro de 2013, haja uma redução do preço da energia gerada pelo empreendimento, estabelecido em até R$ 91 por megawatt-hora, disse uma fonte à Gazeta Mercantil. (Págs. 1 eC7)
- EVERARDO MACIEL - O pragmatismo bem dosado sempre foi um bom remédio político. Deve ser também na aplicação da política fiscal. (Págs. 1 e A3)
- IVES GANDRA DA SILVA MARTINS - A ampla defesa administrativa e judicial é um direito assegurado ao contribuinte pela Constituição Federal e não pode ser reduzido. (Págs. 1 e A12)
- LEONARDO TREVISAN - A arrecadação do governo federal avançou na mesma proporção que a projeção das despesas. O Copom faz de conta que não vê. (Págs. 1 e A2)
- BNDES EMPRESTA MAIS - Os desembolsos do BNDES somaram R$ 70,2 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em março, aumento de 24% em relação aos 12 meses anteriores. (Págs. 1 e A4)
- EMISSÃO DE POLUIÇÃO NO PRÉ-SAL - A Petrobras, a BG e a Petrogal, sócias nas reservas do megacampo de Tupi, vão reinjetar no poço o CO2 emitido pela exploração na camada pré-sal. (Págs. 1 e A4)
- Das 640 mil indústrias existentes no Brasil, 99% são micro e pequenas e participam de forma significativa do desenvolvimento da economia. Um panorama da atuação da indústria é apresentado no suplemento especial Pequenas e Médias Empresas. (Pág. 1)
- "O Brasil foi declarado um país sério"
- Especialistas não esperavam por uma notícia como essa antes do segundo semestre do ano. Daí por que a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's, de elevar o Brasil à condição de grau de investimento (investment grade), pegou todo mundo de surpresa. Na prática, significa que o país deixou para trás a péssima fama de caloteiro e ingressou no seleto clube das nações consideradas seguras para o capital externo. A medida, que abre as portas do país para os trilhões de dólares administrados pelos grandes fundos de pensão do mundo, provocou euforia no mercado financeiro. A bolsa de São Paulo fechou em alta de 6,3%. E deixou o presidente Lula em êxtase. "Passamos a ser merecedores de confiança internacional", comemorou. Para reforçar o otimismo, o governo anunciou ontem que, pela primeira vez num trimestre, o Brasil conseguiu pagar os encargos da dívida pública e ainda fechou o caixa com sobras de mais de R$ 3 bilhões. (Págs. 1, Tema do Dia, 12 e 14)
- Planos de saúde sobem 5,48%. Gasolina e diesel ficam mais caros. (Págs. 1, 17 e 18)
- O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o governo pode utilizar parte dos R$ 19,4 bilhões contingenciados do Orçamento para cobrir os reajustes das categorias de servidores em negociações salariais. Tendência entre auditores fiscais é manter greve. (Págs. 1 e 19)
- As empresas 'amigas' do cartão oficial. (Págs. 1 e 2)
- Estudo mostra que 70% dos homicídios cometidos entre 2005 e 2007 no DF ocorreram por motivos fúteis. Ontem, um homem foi assassinado por causa de entulho. (Págs. 1 e 32)
- Epidemia atinge Goiânia, Anápolis, Caldas Novas e Rio Quente, destinos muito procurados por brasilienses em feriados. São mais de 20 mil casos em 2008. (Págs. 1, 29 e 30)
- CPI dos ossos - Cemitérios do DF ficam sem água da Caesb. (Págs. 1 e 8)
- Negociação de reajustes é intensa nas indústrias
- A indústria enfrenta pressão crescente de custos, o que tem levado a negociações intensas entre fabricantes de bens finais e fornecedores. Parte dos reajustes deve chegar ao consumidor nos próximos meses. A diferença entre a inflação acumulada no atacado e no varejo aumentou de 2,7 pontos em abril de 2007 para 7,4 pontos (ver gráfico) neste mês, considerando os dados do IGP-M.
A pressão ficou evidente no Índice de Preços Industriais no Atacado (IPA-Industrial), que subiu 1,37% em abril, variação mais alta desde novembro de 2004, quando o avanço foi de 1,87%. Em abril, 49% dos itens industriais registraram aumentos de preços, mas as maiores altas estão concentradas em alimentos elaborados, derivados de petróleo, produtos químicos e bens metalúrgicos.
As usinas siderúrgicas de aços planos - entre elas ArcelorMittal Tubarão, CSN e Usiminas-Cosipa - preparam novos aumentos para maio e junho, depois de terem aplicado, em março, reajustes entre 3,6% e 13,5%. No próximo bimestre, os reajustes já comunicados às distribuidoras variam de 5,26% até 15,98%. Na lista estão aços usados tanto na construção civil como em automóveis e linha branca. Cristiano Freire, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço, diz que ainda há espaço para um terceiro reajuste no mercado doméstico no terceiro trimestre.
Pressionados pelos reajustes no aço, os setores automotivo e eletroeletrônico atravessam um momento delicado de renegociação de preços com fornecedores. "Estamos em processo de discussão com os clientes. Temos motivação inclusive para pleitear reajustes no mercado externo, porque o aumento do aço é um fenômeno internacional", diz André Bevilácqua, supervisor de controladoria da fabricante de autopeças Fupresa.
As pressões também estão presentes nos derivados de petróleo. Até março, a nafta petroquímica subiu 14,7% em dólar. "As negociações de preços estão duríssimas", diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente da fabricante de embalagens plásticas Vitopel. (Págs. 1 e A6)
- Cristiano Romero: reforma trabalhista é teste para o governo Lula. (Págs. 1 e A2)
- Proibição à cultura de camarão em áreas de conservação ambiental e manguezais ameaça a atividade no país e opõe o Ministério do Meio Ambiente à Secretaria de Aqüicultura. A disputa será levada à Casa Civil. (Págs. 1 e B16)
- União investe para atender a demanda crescente de energia na Amazonas. (Págs. 1 e A20)
- O leilão da segunda hidrelétrica do rio Madeira, a usina Jirau, foi adiado pela segunda vez e remarcado para 19 de maio. A mudança foi resultado da pressão exercida pelas estatais controladas pela holding Eletrobrás, que buscam encaixar-se nos consórcios liderados por Camargo Corrêa e pela multinacional franco-belga Suez. Com a alteração, os consórcios poderão ser registrados até 12 de maio.
Somente o grupo capitaneado por Odebrecht e Furnas está devidamente organizado - até porque já havia um contrato anterior entre eles. Além das duas empresas, o consórcio conta com a estatal mineira Cemig, a construtora Andrade Gutierrez e o fundo de investimento Amazônia Energia, composto pelos bancos Banif, português, e Santander, espanhol.
Nas outras parcerias continuam as dúvidas. Há 15 dias, Suez e Eletrosul estavam juntas na disputa, mas, segundo a estatal, a aliança não está mais confirmada. Já a Camargo Corrêa ainda não obteve sinal verde da Eletrobrás quanto à participação de sua controlada Chesf, apesar de acordo firmado para a associação. (Págs. 1 e B8)
- A dois meses do inverno, a Argentina opera de novo no limite de sua capacidade energética. Com crescimento econômico forte, superior a 8% anuais, a demanda por energia aumentou 5,5%, mas a capacidade instalada de geração cresceu menos de 1%, diz Georgina Benedetti, especialista em energia da consultoria internacional Frost & Sullivan.
A expectativa para 2008, diz Benedetti, é que a demanda atinja 19,1 mil MW, para uma geração de 20 mil MW, 20% abaixo da margem de segurança determinada pelos padrões internacionais. O problema não se limita à eletricidade. O país produz hoje menos gás e petróleo do que em 2007.
O Brasil emprestará energia à Argentina entre maio e agosto, e o vizinho se comprometerá a "devolver" a energia, entre setembro e novembro. Os volumes serão decididos no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que se reúne dia 5. Os argentinos queriam garantia de fornecimento de 1 mil MW e o Brasil teria uma disponibilidade de até 1,5 mil MW. (Págs. 1 e A17)
- Martin Wolf: crise dos alimentos é oportunidade para eliminar intervenções danosas na agricultura. (Págs. 1 e A19)
- David Kupfer: experiência brasileira da indústria de petróleo é modelar para oportunidades de inovação. (Págs. 1 e A19)
- O crédito bancário registrou expansão de 3,5% em março, somando R$ 992,723 bilhões, equivalentes a 35,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais alto desde os 36,8% de janeiro de 1995. (Págs. 1, C1 e C2)
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Mais médicos e leitos contra a dengue. (Pág. 1)
- Combustível e planos de saúde ficam mais caros. (Pág. 1)
- Pesquisa revela violência perto dos recifenses. (Pág. 1)
ATENÇÃO
Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.
Sinopse - Agência Brasil - Radiobrás
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