3 de Dezembro de 2008 - 15h34 - Última modificação em 3 de Dezembro de 2008 - 15h34
xxRepórter vai acrescentar dadosxxAdaptar carros para pessoas com deficiência ainda é caro e burocrático, avalia especialista
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
Brasília -
Dá uma olhadinha nos links que encontrei...
http://www.sindlab.org/noticia02.asp?noticia=10153
http://www.sindemosc.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4756&Itemid=92
http://www.institutoparadigma.org.br/site/noticias.asp?id=133
Número de pessoas com deficiência - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência lembrado hoje (3)
Número de carros adaptados
Associação de fabricantes ou de deficientes como fonte
Diante da falta de transporte público adequado e da dificuldade de locomoção nas cidades, carros adaptados podem ser a alternativa para pessoas com deficiência. Porém, o alto custo do veículo adaptado pode afastar o freguês. O preço varia entre R$ 150 e R$ 4 mil, de acordo com as alterações, segundo o gerente comercial de uma empresa especializada em adaptar veículos, Raul Oliveira Neto.
“Montadoras e concessionárias procuram facilitar a compra desses veículos, que dispensam o uso dos pés e permitem que paraplégicos conduzam o seu próprio carro”.Mas, apesar dos descontos em impostos como IPI, ICMS, e em alguns estados IPVA e IOF, os preços altos e a burocracia podem intimidar o consumidor interessado. Antes de comprar o veículo, a pessoa deve passar por uma avaliação no Departamento de Trânsito (Detran), responsável por indicar as alterações necessárias, como o uso de câmbio manual ou automático, por exemplo.
Depois do exame, a pessoa com deficiência recebe uma documentação que deve ser encaminhada à Receita Federal e ao Detran novamente. Só então, depois de aproximadamente 30 dias, é possível fazer a adaptação em um carro usado ou comprar um adaptado de fábrica com a isenção de impostos.
Mesmo assim, o restaurador de obras de arte, José Roberto Furquim, de 54 anos, acredita que vale a pena. “Na verdade você passa a ter autonomia. No meu caso é fundamental, até porque eu moro numa região de chácaras e a minha locomoção seria impossível se não tivesse o carro”, afirma.
Depois de sofrer uma lesão medular que provocou a perda parcial da sensibilidade, da força e do controle das pernas, ele procurou, em 1984, adaptar o carro que já tinha. “Essa adaptação era bastante limitada e só podia ser utilizada em determinados padrões de carros. Na verdade foi um bom quebra-galho, me serviu durante muito tempo”, explica.
Apesar de o último carro já ter sido comprado com as adaptações de fábrica – uma na parte mecânica e outra na parte elétrica do veículo – Oliveira acredita que ainda falta muito para os carros adaptados ficarem realmente “100%”. “Ainda não fica totalmente bom, perde-se muito das funções do carro”, alega.
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