sexta-feira, abril 01, 2011

Consultor Jurídico - Anuário da Justiça é lançado no STF com a presença dos três Poderes - Notícias de Direito

Consultor Jurídico
Texto publicado quinta, dia 31 de março de 2011
Anuário da Justiça é lançado no Supremo

Presidente e vice-presidente do STF participam do lançamento do Anuário da Justiça e livro 'As Constituições do Brasil' - 31/03/2011 - Fellipe Sampaio/SCO/STF

O Anuário da Justiça Brasil 2011 foi lançado, na noite desta quarta-feira (31/3), em Brasília, pela revista Consultor Jurídico em parceria com a Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), no Supremo Tribunal Federal. Representantes do Judiciário, do Executivo e do Legislativo prestigiaram o lançamento da publicação. Na mesma noite, o ministro Cezar Peluso, presidente da corte, lançou o livro As Constituições do Brasil, obra que coordenou. Mais de 300 convidados compareceram à Praça do Servidor, no Supremo Tribunal Federal, onde acontece a cerimônia.

O ex-vice-presidente da República, José Alencar, que morreu nesta terça-feira (29/3), recebeu homenagem póstuma no lançamento do Anuário da Justiça. Na abertura, a organização do evento ressaltou o importante papel político que José Alencar teve no país. Marcaram presença na cerimônia os ministros do Supremo Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ayres Britto, Dias Toffoli e Luiz Fux. Entre os ministros do Superior Tribunal de Justiça, o presidente Ari Pargendler e o Asfor Rocha. João Oreste Dalazen, presidente do Tribunal Superior do Trabalho, e Álvaro Luiz Pinto, do Superior Tribunal Militar, também estiveram na cerimônia. O advogado-geral da União Luís Inácio Adams, a procuradora-geral da República Deborah Duprat e presidente da OAB Ophir Cavalcante prestigiaram a cerimônia.

O diretor da revista Consultor Jurídico, Márcio Chaer, disse aos presentes que o Anuário pretende ser um retrato físico e intelectual dos tribunais e detalhar os novos paradigmas da Justiça. Ele ressaltou que mais de 700 entrevistas foram feitas para a publicação.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Cezar Peluso, ressaltou a "extraordinária" divulgação dos tribunais superiores e afirmou que o Anuário ajuda profissionais da área do Direito. Peluso chamou a atenção para uma novidade do Anuário deste ano: as caricaturas dos ministros do Supremo Tribunal Federal, retratados pelo cartunista Spacca. "A caricatura ficou melhor que o original", brincou em relação à sua.

O diretor da Faap, Américo Fialdini, lembrou na abertura da cerimônia que o Anuário apresenta as principais decisões da Justiça. "Alguns dos passos mais importantes têm sido traçados por meio do pacto republicano. O Anuário da Justiça registra os avanços dessa caminhada. A seleção dos julgados mais importantes dá o caráter científico da publicação, mostrando o trabalho dos magistrados, do Ministério Público e dos defensores."

Presente ao lançamento, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que o Anuário "é para a comunidade jurídica uma espécie de Vade Mecum que orienta os atores jurídicos acerca dos votos e do modo de atuar" dos minsitros do STF e dos tribunais superiores. "Importante para esclarecer as lides forenses", concluiu.

Presidente do STF ministro Cezar Peluso fala durante lançamento do Anuário da Justiça e do livro 'As Constituições do Brasil'. - 31/03/2011 - Nelson Jr./SCO/STF

Marcelo Nobre, integrante do Conselho Nacional de Justiça, entende que "o Anuário da Justiça consagra um dos mais importantes princípios da administração pública, que é o da publicidade. Nele, conhecemos os ministros dos tribunais superiores e do STF e seu funcionamento por dentro".

Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante Junior, a publicação passou a ser uma referência para a Justiça. "Os operadores do Direito já esperam o lançamento do Anuário para obter informações sobre o funcionamento da Justiça e a produção dos juízes." De acordo com o advogado, o Anuário é importante também porque revela o que as instituições pensam umas sobre as outras.

O decano do Superior Tribunal de Justiça, ministro Cesar Asfor Rocha, disse que se trata de uma "referência para a comunidade jurídica brasileira porque retrata o perfil dos tribunais superiores e de seus integrantes de forma didática, o que ajuda o advogado e a sociedade a entender melhor o Judiciário". Segundo ele, "é um trabalho de fôlego".

O vice-presidente do STF, ministro Ayres Britto, considera fundamental o trabalho do Anuário da Justiça. "E não somente pelos perfis dos ministros, mas também pela particularidade de mostrar votos e decisões monocráticas com senso crítico." O professor Arnoldo Wald, também presente no evento, afirmou que a publicação "é uma forma de congregar a comunidade jurídica".

"O Anuário é importante porque o juiz se olha pouco no espelho. Com o Anuário, ele adquiriu a preocupação com a avaliação crítica do que ele faz", declarou o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Nelson Calandra.

O diretor executivo do Bradesco, Ademir Cossiello, afirmou que o Anuário é peça fundamental para os profissionais. Ele disse que a publicação é útil não somente ao departamento jurídico, mas também ao cotidiano das empresas. Para João Batista de Moraes, do departamento jurídico do banco, a iniciativa privada precisa de segurança jurídica. "O Anuário nos direciona no caminho que precisamos seguir", ressalta. 

O advogado do departamento jurídico do Bradesco em Brasília, Gisaldo do Nascimento Pereira, avaliou que o trabalho é importante. "Especialmente a parte de como o ministro recebe a advogado". Ele diz ter percebido mudança de alguns ministros, para melhor, na forma de atenderem advogados após a publicação.

"O Anuário é absolutamente importante", considerou Maria Alicia Lima, diretora jurídica da Souza Cruz. "Apresenta o Judiciário como é, além de apontar as principais tendências dos tribunais superiores", completou.

O ministro Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, afirmou que a obra é fundamental. "Fornece, de forma atualizada, uma fotografia da nossa Justiça", disse. Os secretários do Ministério da Justiça também prestigiaram o lançamento. "O Anuário é uma ferramenta de grande importância para os operadores do Direito", disse Marivaldo de Castro Pereira, secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. Já Marcelo Vieira de Campos, secretário de Reforma do Judiciário, destacou outro aspecto. "Ajuda acima de tudo a população, ao conhecer as Cortes Superiores. O Anuário consegue falar para a sociedade como um todo e não só para o meio jurídico."

Público presente no Lançamento do Anuário da Justiça e do livro 'As Constituições do Brasil'. - 31/03/2011 - Nelson Jr./SCO/STF

Para o desembargador  Marco Aurélio Bellizze, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o Anuário é um retrato da realidade das Cortes Superiores, um instrumento fundamental. "É uma conquista não só para os magistrados como para os advogados. Permite o conhecimento do Poder de forma direta e objetiva", completou seu colega de Corte, desembargador Luiz Felipe Francisco.

O advogado Fernando Teixeira Abdala, do Abdala, Castilho & Fernandes, considera o Anuário da Justiça "uma prestação de serviço porque a todo momento serve de consulta para os profissionais da área jurídica".

O Anuário
As opiniões de cada um dos 89 ministros, que fazem parte dos tribunais superiores e do Supremo Tribunal Federal, podem ser conferidas na publicação. Ao todo, nas entrevistas e levantamentos jurisprudenciais feitos pela equipe da ConJur para o Anuário, foram respondidas 30 questões envolvendo as maiores polêmicas que circularam pelo Judiciário no último ano, divididas por tribunal e, no caso do Superior Tribunal de Justiça, também por Seção. Os assuntos passaram por temas constitucionais, cíveis, processuais, criminais, administrativos, eleitorais, trabalhistas, tributários e militares. Os ministros do STF responderam a seis cada um. Aos demais foram feitas quatro perguntas.

Uma delas trata da relação do Judiciário com o Executivo quando o assunto é políticas públicas — tema que o leitor pode conferir como aperitivo do que vai encontrar no Anuário. A publicação trata, ainda, de outos assuntos palpitantes como excesso do uso do Habeas Corpus, execução fiscal administrativa e relativização da coisa julgada.

Os leitores do Anuário da Justiça podem encontrar 473 enunciados referentes à jurisprudência dos tribunais, um material de suma importância para os profissionais do Direito. O cruzamento dessas informações permite o conhecimento, com grande chance de acerto, da tendência de cada julgador na votação dos grandes temas nacionais, exatamente aqueles com impacto direto na vida de milhões de pessoas.

Outra importante contribuição nesse sentido é um levantamento inédito feito pela publicação: os doutrinadores prediletos dos ministros que integram os cinco tribunais de Brasília. No total, foram citados 102 autores, com destaque, para o processualista José Carlos Barbosa Moreira, o administrativista Hely Lopes Meirelles e um dos mais célebres mestres do Direito Privado, Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda, cada um lembrado cinco vezes em diferentes tribunais. Em números absolutos, o mais citado (seis vezes) foi o ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do TST Arnaldo Süssekind.

SERVIÇO:
Título: Anuário da Justiça Brasil 2011
Editora: ConJur Editorial
Páginas: 304
Preço: R$ 40
Venda: Livraria ConJur

Veja mais depoimentos sobre o Anuário:
“O Anuário sintetiza os julgamentos de repercussão. Dessa forma, podemos entender a dinâmica dos tribunais. Ele é um guia rápido de consulta sobre o Judiciário”.
Rômulo Ribeiro de Oliveira, chefe de gabinete do deputado Paes Landim (PTB-PI)

“Eu sempre consulto o Anuário para saber qual linha de pensamento segue cada julgador dos tribunais superiores. Além disso, sei como os ministros recebem os advogados”.
Josefina Serra dos Santos, advogada

“A proposta é excelente, pois democratiza as informações a respeito da Justiça. Não se trata apenas da questão de auxiliar o advogado, mas de informar a sociedade”.
Ezequiel Salvador, advogado

“A ConJur nos mantêm atualizados a respeito da jurisprudência dos tribunais e do perfil dos julgadores, reunindo todas essas informações em um só canal”.
Fernando Martins, sócio-titular do escritório Fernando Martins Advogados Associados.

“O Anuário melhora a cada edição. Além de apresentar a jurisprudência dos tribunais, o que facilita o trabalho do defensor, a equipe da ConJur tem o cuidado de estacar temas importantes sobre o Judiciário nas reportagens da publicação”.
Técio Lins e Silva, advogado

“O Anuário conquista seu espaço ao divulgar, cada vez com mais criatividade, o trabalho da Justiça para a sociedade. Às vezes as pessoas não entendem as decisões dos juízes, mas a publicação aponta as razões que o levaram a determinado entendimento”.
Valter Shuenquener, juiz federal do Rio de Janeiro

“Pela complexidade da Justiça, muitas pessoas não entendem o trabalho do Judiciário e acabam perdendo o interesse pelas decisões. Mas o Anuário decifra essa complexidade”.
Conrado Donati, advogado criminalista

Veja a lista dos anunciantes:
Abdala Castilho e Fernandes
Albrae - Aliança Brasileira de Advocacia
Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados
Bradesco
Chalfin, Goldberg & Vainboim Advogados
Corrêa Ferreira Advogados
Dannemann Siemsen Advogados
Décio Freire & Associados
Dias de Souza Advogados
Duarte Garcia, Caselli Guimarães e Terra Advogados
Felsberg, Pedretti, Mannrich e Aidar
Fernando Martins Advogados
Fontes & Tarso Ribeiro
Fragata e Antunes Advogados
Gamil Föppel Advogados
IPET
Leite, Tosto e Barros Advogados
Lopes de Oliveira & Versiani Advogados
Luís Roberto Barroso & Associados
Machado Associados
Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados
Marcelo Leonardo Advogados
Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga
Motta, Fernandes Rocha Advogados
Mundie e Advogados
OAB-SP
Oliveira Campos Advogados
Pinheiro Neto Advogados
Ribeirão, Abrão e Matheus Advogados
Sacha Calmon - Misabel Derzi Advogados
Souza Cruz
Souza, Cescon, Barrieu e Flesch
Souza, Schneider, Plugliese e Sztokfisz
TozziniFreire Advogados

Veja a lista dos presentes

STF
Cesar Peluzo
Ayres Britto
Celso de Melo
Gilmar Mendes
Luiz Fux
Dias Toffoli
Ricardo Lewandowski

STJ
Ari Pargendler
Cesar Asfor Rocha
Aldir Passarinho Junior
Hamilton Carvalhido
Sidnei Beneti
Arnaldo Esteves Lima
Humberto Martins
Mauro Campbell Marques
Luis Felipe Salomão
Benedito Gonçalves
Paulo de Tarso Sanseverino

TST
João Oreste Dalazen
Maria Cristina Peduzzi
Ives Gandra Filho
Maria de Assis Calsing
Delaíde Miranda Arantes

TSE
Marcelo Ribeiro

STM
Álvaro Luiz Pinto

Nelson Calandra, presidente da AMB

Luis Inácio Adams, advogado-geral da União

Ophir Cavalcante Junior, presidente da OAB

Deborah Duprat, vice-procuradora-geral da República

José Roberto Neves Amorim, desembargador do TJ paulista

Sepúlveda Pertence, ministro aposentado do STF

Eunice Carvalho, procuradora geral do Distrito Federal

Antônio Fernando de Souza, ex-procurador-geral da República

Vera Lewandowski

Roberto Rosas, advogado

Marcelo Itagiba

Alberto Pavie Ribeiro, advogado

Pedro Gordilho, advogado

Luciana Lossio, advogada

Técio Lins e Silva, advogado

Manoel Carlos de Almeida Neto, secretário-geral da Presidência do TSE

Gabriela Rollemberg, advogada

Kelly Barros, advogada

Rodrigo Pedreira, advogado

Patrícia Rios, advogada

Michel Saliba, advogado

Eitel Santiago de Brito Pereira, subprocurador geral da República

Joaquim Pedro Rodrigues, advogado

Carlos Eduardo de Azevedo Lima, vice-presidente da ANPT

Saul Tourinho Leal, advogado

Ariane Guimarães, advogada

Fernanda Mendonça, advogada

Antonio Carlos Queiroz, diretor do Diap

Marcelo Weitzel Rabello de Souza, presidente da Associação Nacional do Ministério Público Militar

Israel Nonato

Antonio Carlos Bigonha, presidente da ANPR

Leda Bandeira, diretora executiva do CNJ

Marcus Vinicíus Souza Mamede, advogado

Antenor Madruga, advogado

Vivian Casanova, advogado

Viviane Dias, jornalista

Andrea Mesquita, jornalista

Renato Parente

Daniel Corrêa Szelbracikowski, advogado

Manoel Alberto Rebelo dos Santos, presidente do TJ-RJ

Alde dos Santos Costa Júnior, advogado

Marivaldo Pereira, secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça

Marcelo Vieira, secretário interino da Reforma do Judiciário

Max Fontes, advogado

Marcos Fontes, advogado

Paulo Tarso Flecha de Lima, ex-ministro das Relações Exteriores

Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro, advogada

Maria Alicia Lima, diretora jurídica da Souza Cruz

Rodrigo Leporace Farret, advogado do Bichara, Barata, Costa & Rocha

Luis Carlos Palacios, diretor da Unafe

Gustavo Direito, assistente de gabinete do ministro Luiz Fux

Marcelo de Barros Camargo, chefe de assessoria parlamentar

Leonardo Rocha e Silva, sócio do Pinheiro Neto Advogados

Arnoldo Wald, advogado

Lourenço Baldassieri, núncio apostólico

 

 


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