quarta-feira, outubro 29, 2008

Agência Brasil - Cervejaria nega esquema de Marcos Valério e diretor da empresa para difamar fiscais - Direito Tributário

 
13 de Outubro de 2008 - 19h46 - Última modificação em 13 de Outubro de 2008 - 19h46


Cervejaria nega esquema de Marcos Valério e diretor da empresa para difamar fiscais

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O empresário Marcos Valério e o presidente da Cervejaria Petrópolis, Walter Faria, eram amigos, mas não teriam participado de um esquema para difamar dois agentes fiscais paulistas, que haviam autuado a empresa em R$ 104 milhões. As informações constam de uma nota assinada pela diretoria da Cervejaria Petrópolis, que faz uma citação ao personagem bíblico Judas Iscariotes (que teria traído Jesus Cristo) para afirmar que o presidente da Cervejaria não “daria as costas” para Marcos Valério, “principalmente num período em que ele passa por dificuldades”.

Marcos Valério foi um dos 17 presos pela Polícia Federal, na última sexta-feira (10), durante a Operação Avalanche, que investiga três núcleos criminosos: o de extorsão, o de fraudes fiscais e o de espionagem. Segundo a Polícia Federal, Marcos Valério seria conselheiro da Cervejaria Petrópolis e, junto ao seu sócio Rogério Tolentino, teria montado um esquema para tentar livrar a empresa de ser autuada pelos fiscais. Para isso, criou uma campanha para difamar os fiscais Eduardo Fridman e Antonio Carlos de Campos Moura, conseguindo abrir até mesmo um inquérito policial em Santos (SP), baseado em informações falsas contra eles.

Em nota, a diretoria negou que Marcos Valério ocupe ou tenha ocupado “qualquer cargo na diretoria ou no conselho de administração” da cervejaria. Segundo a nota, por sua relação de amizade com Faria, Marcos Valério apenas teria ajudado o dono da empresa “a obter uma área no estado de Minas Gerais, onde a Petrópolis pretende construir e instalar mais uma unidade fabril”. Segundo a assessoria de imprensa da Cervejaria (que fabrica as cervejas Itaipava, Crystal, Petra, Black Princess e Lokal), o acordo era apenas verbal e não foi concluído.

Além de negar participação no esquema que está sendo investigado pela Polícia Federal, a diretoria da Cervejaria Petrópolis também negou que tenha sido autuada pelos dois fiscais. Segundo a assessoria de imprensa da Cervejaria, a empresa que foi autuada foi a Praiamar Indústria, Comércio e Distribuição, uma distribuidora dos produtos fabricados pela Cervejaria, que não faria parte do mesmo grupo empresarial. Mas de acordo com o relatório policial, o auto de infração foi aplicado à distribuidora Praiamar, “pertencente ao grupo Cervejaria Petrópolis”. Para confirmar estas informações, a Agência Brasil tentou entrar em contato com a sede da distribuidora Praiamar, em Boituva (SP), mas não obteve sucesso.



 


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