quinta-feira, março 08, 2007

OIT alerta para “feminização” da pobreza entre os trabalhadores

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8.3.07 [08h38]



Relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado por ocasião do Dia Internacional da Mulher aponta que o número de mulheres que trabalham no mundo é maior do que nunca, mas a persistência das desigualdades de gênero - quanto à situação de emprego, segurança no trabalho, salários e acesso à educação - contribui para uma “feminização” da pobreza entre os trabalhadores.


De acordo com o relatório “Tendências Mundiais do Emprego para as Mulheres 2007”, nunca antes houve um número tão alto de mulheres participando do mercado de trabalho, incluindo tanto aquelas que têm emprego como as que estão à procura de um. As estimativas da OIT indicam que, em 2006, havia 2,9 bilhões de trabalhadores no mundo, dos quais 1,2 bilhão eram mulheres.


Entretanto, a OIT destaca que há mais mulheres do que nunca em situação de desemprego (81,8 milhões), ou em empregos de baixa produtividade, na agricultura ou no setor de serviços, ou recebendo salários menores do que os homens pelo mesmo trabalho. Em contrapartida, o número de mulheres que têm emprego ou estão procurando deixou de aumentar e, inclusive, caiu em algumas regiões, em alguns casos devido ao aumento do número de jovens que estudam e não trabalham.


"Apesar dos progressos, ainda há muitas mulheres que desempenham trabalhos mal remunerados, com freqüência na economia informal, sem suficiente proteção legal, com pouca ou nenhuma proteção social e com alto grau de insegurança”, disse o diretor-geral da OIT, Juan Somavia. “A promoção do trabalho decente, como ferramenta fundamental para responder à demanda mundial de igualdade de gênero, permitirá avançar de forma importante para melhorar os ganhos e as oportunidades das mulheres e ajudar as famílias a sair da pobreza”, acrescentou.


O relatório da OIT mostra que as mulheres devem ter a oportunidade de superar a situação de pobreza, assim como a de suas famílias, através do acesso a oportunidades de emprego decente, que lhes permitam realizar um trabalho produtivo e remunerado, em condições de liberdade, segurança e dignidade humana. Do contrário, o processo de “feminização” da pobreza continuará avançando e será um legado para a próxima geração.


O relatório também destaca que 47,9% das mulheres que trabalham estão em situação de emprego remunerado e assalariado, o que representa uma melhora diante dos 42,9% de dez anos atrás. No entanto, o relatório mostra que quanto mais pobre for a região, maiores são as possibilidades de que as mulheres sejam trabalhadoras familiares sem remuneração ou trabalhadoras por conta própria com baixa remuneração. (Com informações da Assessoria de Comunicação Social da OIT)






Fonte: TST


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