05/06/2008
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- Dilma volta à berlinda
- A oposição quer convocar a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para depor sobre suposta negociação suspeita da Varig e da Variglog, que envolve fraude e tráfico de influência. A denúncia foi feita por Denise Abreu, ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil. No caso, aparece como lobista o Advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (págs. 1, A2 e A3)
- O Banco Central aumentou a taxa de juros pela segunda vez consecutiva: elevou de 11,75% para 12,25% ao ano. O receio de alta inflacionária justificou a medida, já esperada pelo mercado financeiro.(págs.1 e Economia A17)
- A regulamentação da Emenda 29, com a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), ficou para a semana que vem. Após oito horas de sessão a oposição fez uma manobra regimental, pedindo vistas das emendas, e com isso impediu a votação que recria a CPMF. (págs.1 e A4)
- A candidatura do Rio está entre as finalistas na disputa para ser a sede da Olimpíada de 2016 - as outras são Tóquio, Chicago e Madri. A divulgação foi muito festejada pela comitiva brasileira em Atenas: Ruy Cezar, João Havelange, Carlos Arthur Nuzman, o ministro do Esporte, Orlando Silva , o prefeito Cesar Maia, Carlos Roberto Osório e o governador Sérgio Cabral. (págs.1, D4e D5)
- O sargento do Exército Laci Mazinho de Araújo foi preso ontem, após sua entrevista ao vivo na tevê. Araújo assumiu ser homossexual e manter relação amorosa há mais de 10 anos com um colega de farda. O comando diz que a prisão foi por deserção e não por preconceito. (págs. 1 e País A6)
- Dia Mundial do Meio Ambiente. (págs. 1 e Revista JB Ecológico)
- BC aumenta juros pela 2ª vez seguida
- O Banco Central elevou os juros básicos pela segunda vez em 2008, em 0,5 ponto percentual, e fixou a taxa Selic em 12,25% ao ano. A decisão do |Copom (Comitê de Política Monetária), formado por sete diretores do Banco Central mais o presidente da instituição, Henrique Meirelles, foi unânime. A taxa básica do BC é só uma referência; na prática, os juros são bem maiores. Entidades sindicais e do setor produtivo protestaram contra o aumento. Em mensagem, o Copom disse apenas que ele é parte de uma seqüência iniciada na reunião anterior. Parte dos analistas acreditava numa alta ainda maior, devido às pressões inflacionárias; relatórios do BC com projeções do mercado mostram que a expectativa de inflação em 2009 subiu para 4,6%, além do centro da meta (4,5%). Na cidade de São Paulo, o índice de preços medido pela Fipe fechou em 1,23% em maio, ante 0,54% em abril. A alta, puxada pelo aumento dos alimentos, foi a maior em cinco anos. (págs 1, B6 e B7)
- Os ex-dirigentes da Anac Denise Abreu e Josef Barat acusam Dilma Rousseff (Casa Civil) de ter pressionado a agência para beneficiar os compradores da Varig. Os então interessados em adquirir a companhia aérea eram clientes do advogado Roberto Teixeira, amigo e compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Denise Abreu, quando a Varig entrou em crise, o primeiro passo tomado pelos gestores foi vender a VarigLog - que depois acabou comprando a Varig. Ela e Barat dizem que Dilma pressionou a agência a não exigir provas da origem do capital dos sócios brasileiros da VarigLog. A ministra nega as acusações. (págs 1 e B1)
- De 2003 a 2007, o Ceará foi o Estado mais beneficiado pela Fundação Nacional de Saúde, com R$ 299 milhões dos R$ 2,2 bilhões para saneamento. Para o cearense Danilo Forte, presidente da Funasa, seu Estado "tem todas as necessidades correspondentes às políticas de investimento". (págs 1 e A4)
- O governo paulista afastou três delegados que comandavam a Corregedoria do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) um dia após a prisão de 19 acusados de vender cerca de 1.300 falsas carteiras de habilitação. Segundo a Promotoria, eles são suspeitos de receber propina para não fiscalizar a Ciretran de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo), base da quadrilha. (págs 1 e C5)
- Em Altamira (PA), a PF prendeu ao menos 20 acusados de venda de carteiras. (págs 1 e C5)
- A Polícia do Exército deteve num estúdio de TV, sob acusação de deserção, o sargento Laci de Araújo, que assumiu relação com o também militar Fernando Figueiredo. Araújo, que segundo Figueiredo está "muito doente", está no Hospital do Exército. A Força nega discriminação no caso. (págs 1 e C1)
- Rio é um dos finalistas na escolha da sede da Olimpíada de 2016. (págs 1 e D6)
- Anac considera ilegal controle de estrangeiros na VarigLog
- A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, informou, em depoimento na Câmara, ter advertido a VarigLog de que seu controle acionário não poderá permanecer nas mãos do fundo de investimento americano Matlin Patterson. Em entrevista publicada ontem pelo Estado, a ex-diretora da Anac Denise Abreu afirmou ter sido pressionada pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para facilitar a venda da VarigLog - subsidiária dedicada ao transporte de cargas. A lei brasileira impede que companhias aéreas sejam controladas por estrangeiros, mas no final de 2005 a VarigLog foi comprada pelo fundo americano e três sócios brasileiros. Em 2006, a Anac, sem exigir a comprovação da origem do capital, autorizou a VarigLog a comprar a própria Varig. Em 2007, a VarigLog revendeu a Varig para a Gol. Solange não pertencia à Anac no tempo dessas negociações. Hoje o fundo Matlin Patterson briga na Justiça contra sócios brasileiros e tem seus interesses defendidos pelo advogado Roberto Teixeira, amigo do presidente Lula. (págs.1,B1,B2 e B5)
- Dois ex-diretores da Anac, Leur Lomanto e Jorge Velozo, confirmaram ontem a acusação de Denise Abreu de que a Casa Civil atuava para acelerar a tramitação de assuntos ligados à venda da Varig. "A ministra (Dilma Rousseff) e a Erenice Guerra, (secretária-executiva da Casa Civil) diziam que a gente estava criando dificuldades", afirmou Lomanto. Veloso, militar aposentado, disse acreditar "que o Planalto tenha se mobilizado para acelerar o caso Varig". (págs.1 e B4)
- O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou em 0,5 ponto porcentual a taxa básica de juros (Selic), para 12,25% ao ano. A decisão foi unânime e já era esperada por analistas financeiros, por causa do aumento da inflação. Antes mesmo de a decisão ser anunciada, várias associações e entidades já tinham manifestado críticas. A CUT anunciou que convocará mobilizações de rua em diversas cidades contra a política econômica. (págs 1, B12 e B13)
- 1,23% foi a inflação em maio em São Paulo, pelo IPC-Fipe.(págs 1)
- Deputados de oposição protestam no plenário da Câmara contra a Contribuição Social para Saúde (CSS). O projeto do governo, que teve votação adiada para a próxima semana, permite que os Estados incluam juros de dívidas como despesas de saúde e adia para 2011 o prazo para que governadores cumpram a meta de investir 12% da receita no setor. (págs 1 e A6)
- Levantamento do IBGE sobre indicadores ambientais mostra que o Brasil registra poucos avanços em direção ao desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, caíram as emissões industriais, mas aumentou a poluição produzida por veículos e por queimadas. (págs 1 e A20 a A22)
- Três delegados da Corregedoria do Detran paulista foram substituídos ontem, após o escândalo da venda e falsificação de carteiras nacionais de habilitação. Investigações revelaram que, em vez de coibir a corrupção, integrantes da Corregedoria estavam achacando policiais envolvidos no esquema. No Pará, a Polícia Federal prendeu 21 pessoas e desarticulou quadrilha que facilitava a expedição de carteiras. (págs. 1 e C1)
- Notas e Informações: Escândalo evidencia o modus operandi da cúpula do governo quando se trata de usar o Estado para fazer favores pessoais e alcança direta e inequivocamente o presidente da República. (págs. 1 e A3)
- Roberto Macedo: O Brasil correrá riscos quando a onda de crescimento mundial baixar. (págs 1 e A2)
- Rio avança em Olimpíadas; falta agora o dever de casa - Após duas tentativas, o Rio chegou ontem mais próximo do que nunca de sediar uma edição dos Jogos Olímpicos: a de 2016. A cidade está entre as quatro finalistas e tem até fevereiro de 2009 para entregar um dossiê detalhado do projeto, que será julgado em outubro do mesmo ano. O relatório apresentado pelo Comitê Olímpico Brasileiro recebeu a nota mais baixa entre os finalistas: 6,8. Em primeiro lugar, ficou Tóquio, com 8,6, seguida de Madri (8,4) e Chicago (7,4). O Rio, na verdade, foi o quinto colocado: Doha (Catar) teve 7,4, mas foi eliminada porque queria mudar a data do evento. O Rio teve notas ruins em segurança, transportes, hotéis e meio ambiente. O projeto prevê dez novas instalações, vilas residenciais e centros na Barra, a despoluição de lagoas e três corredores exclusivos de ônibus. (Pág´S. 1 e de 12 a 14)
- A oposição tentará pedir a convocação da ex-diretora da Anac Denise Abreu, que acusou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de pressionar o órgão regulador na venda da Varig. PSDB e DEM vão tentar ouvir a ministra. (págs. 1 e 30)
- No esforço para aprovar a Contribuição Social para a Saúde (CSS), nova versão da CPMF, o governo abriu o cofre e liberou em maio R$ 236 milhões para emendas parlamentares, o triplo do liberado em abril. Mas a oposição usou uma brecha regimental e conseguiu, mais uma vez, adiar a votação. (págs 1 e 3)
- Com a inflação em alta, o Banco Central subiu, pela segunda vez consecutiva, os juros básicos da economia, agora em 12,25% ao ano. A alta de 0,5 ponto ficou dentro das projeções de mercado. Antes da reunião do Copom, o presidente do BC, Henrique Meirelles, esteve com o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega. (págs. 1, 25 e 26)
- Só em maio, o Supremo Tribunal Federal abriu investigações contra 17 parlamentares. Há inquéritos, um processo criminal e petições. Entre os crimes citados, existe desde corrupção passiva até formação de quadrilha. (págs 1 e 5)
- O deputado estadual Álvaro Lins, ex-chefe da Polícia, prestou depoimento por duas horas ontem na Alerj. Apesar de o parlamentar ter negado todas as denúncias, a Corregedoria da Casa decidiu pedir a cassação de Lins. (págs 1 e 16)
- Enquanto a economia brasileira avança, a degradação do meio ambiente cresce. Pesquisa do IBGE revela que o desenvolvimento do país é insustentável do ponto de vista ambiental, com piora dos índices de desmatamento, poluição e saneamento. (págs 1 e 37)
- Um ano e dois meses depois da inauguração do emissário submarino da Barra da Tijuca, amostras de água coletadas pela Feema na Praia do Quebra-Mar revelam que não houve melhorias na qualidade de água. Em 2008, o índice de coliformes fecais daquele trecho está 13 vezes acima do tolerável. O ministro Carlos Minc anunciou decreto reduzindo prazos para recursos contra multas por infrações ambientais. (págs. 1, 9 e 20)
- Dólar vale hoje metade da cotação de 1999
- A expectativa de que o aperto monetário será longo, com novas altas na Selic neste ano, deve jogar o dólar ainda mais para baixo. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou o juro em 0,50 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Com a decisão, o Brasil mantém o posto de maior juro real do mundo, agora em 7,12% ao ano, o que reforça as operações de arbitragem - quando investidores tomam emprestado dinheiro barato no exterior e aplicam no Brasil, valorizando o real. Em termos nominais, o dólar na faixa atual de R$ 1,63 é a menor desde janeiro de 1999, quando o governo pôs fim ao câmbio fixo. O câmbio real, deflacionado pelo IPCA de 91,79% entre 1999 e maio deste ano, é de R$ 0,8494.
No curto prazo, o dólar pode cair a R$ 1,50, calculam fontes do mercado. "O real se valoriza basicamente pelas elevações na Selic, que estimulam arbitragens, e via exportações, que devem crescer por conta do preço das commodities", diz Roberto Padovani, economista-chefe do banco WestLB. "No segundo semestre, a queda deve desacelerar, graças a uma possível elevação dos juros nos Estados Unidos, fechando o ano a R$ 1,60, queda de 9% sobre 2007." Analistas acreditam em juros ainda mais altos. "A tendência agora é manter o ritmo de ajuste na Selic. Mas é preciso estar atento ao cenário de demanda acima da oferta e do choque nos preços dos alimentos", diz Alexandre Póvoa, sócio da Modal Asset. (págs. 1 e B1)
- As últimas semanas revelaram a extensão da crise ambiental brasileira, com a divulgação de que 1.123 km2 da Floresta Amazônica vieram abaixo em abril. Hoje, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, a Gazeta Mercantil, primeiro jornal do mundo a neutralizar carbono, traz o suplemento especial Meio Ambiente, para mostrar o que se está fazendo em relação às mudanças climáticas e a tendência do mercado de crédito de carbono. (pág.1)
- Um novo capítulo do imbróglio entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Stora Enso ocorreu na última terça-feira, quando a Procuradoria do órgão indeferiu o pedido da sueco-finlandesa para que fosse submetida ao Conselho de Defesa Nacional (CDN) a avaliação da legalidade da compra de terras pela empresa no Rio Grande do Sul. A empresa quer formar uma base florestal para construir uma fábrica de celulose de US$ 1 bilhão e adquiriu 46 mil hectares no estado. Mas as áreas ficam na faixa de fronteira onde estrangeiros não podem comprar terras, salvo com autorização do CDN. O Incra pretende entrar com ações na Justiça Federal para anular os registros em cartório da compra das áreas. O diretor florestal da Stora Enso, João Borges, diz que o projeto tem apoio do governo federal e o único foco de resistência, "por razões ideológicas", estaria no Incra. (págs.1 e A7)
- O governo vai tentar esfriar denúncias da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, de uma suposta interferência da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para favorecer o fundo de investimentos norte-americano Matlin Petterson e seus sócios brasileiros na compra da VarigLog. Mas, se depender da oposição, isso dificilmente ocorrerá. A estratégia oposicionista é ouvir as explicações de Denise Abreu sobre a negociação, para depois fechar o cerco contra a ministra e a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, também citada por Denise. Os senadores não descartam, inclusive, a instalação de uma CPI para apurar as denúncias. (págs.1 e C10)
- Os deputados de oposição na Câmara conseguiram adiar, mais uma vez, a votação da regulamentação da emenda 29, que amplia os recursos para a Saúde, e do projeto que cria a Contribuição Social da Saúde, a CSS.(págs. 1e A9)
- O maior interesse pela exploração de minério no território baiano deverá garantir ao estado uma posição melhor no ranking dos principais produtores de minério do País. A previsão é de que passe da quinta para a terceira posição até o ano 2011. Atualmente a Bahia perde para Minas Gerais, Pará, São Paulo e Goiás. O valor da produção no estado é hoje de R$ 1,644 bilhão, segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), equivalente a 1,7% do PIB estadual. Dois projetos em implantação, a exploração de níquel pela Mirabela Mineração do Brasil e a de vanádio pela Vanádio de Maracás, vão agregar cerca de R$ 800 milhões às receitas até 2010.
A Bahia Mineração planeja investimento de US$ 1,5 bilhão. E, entre as companhias com projetos em curso na região, estão também Gerdau e Votorantim. Em dois anos, o estado já lançou a mesma quantidade de editais de licitação lançados desde a fundação da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral até então e, de acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), a Bahia liderou o número de requerimentos de pesquisa em 2007 com 5.237 solicitações, 19% do total. (págs. 1 e C5)
- Os consumidores que compram eletricidade das distribuidoras (no mercado cativo) - a grande maioria deles - começam a pagar a conta da crise ocorrida no início do ano, quando o Brasil viveu o temor de um novo apagão em função da escassez de gás natural, das poucas chuvas e da falta de projetos hidrelétricos com forte potencial de geração. Para escapar do racionamento, o governo ligou em tempo integral seu parque termelétrico, formado por usinas com alto custo de geração e que por isso normalmente são usadas somente no período seco. O resultado foi um acúmulo de custos adicionais superiores a R$ 1 bilhão, valor que agora começa a ser repassado pelas distribuidoras para as contas dos consumidores, avisa Luiz Guimarães, representante das concessionárias. (págs.1 e C8)
- Governo vai atrasar reajuste de servidor
- Os 800 mil servidores públicos federais que aguardavam para o início do mês o reajuste salarial anunciado pelo governo terão de esperar mais. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admite dificuldades em rodar a folha suplementar com os novos valores estabelecidos pela medida provisória 430. O ministro acredita, porém, que o pagamento extra ainda sai em junho. "As pessoas vão receber, podem receber talvez só no fim do mês", disse. O governo também tem problemas no Congresso. O projeto de lei que substituirá a MP430 e abrirá um crédito de R$ 7,5 bilhões está emperrado por causa do impasse em torno da Contribuição Social para a Saúde (CSS).(págs 1 e 27)
- Após se reunir duas vezes com o presidente Lula, Henrique Meirelles presidiu a reunião do Copom que elevou a Selic em 0,5 ponto, para 12,25 % ao ano. Objetivo é reduzir consumo e segurar reajustes de preços. (págs 1 e 19)
- Oposição quer ouvir ministra da Casa Civil sobre a acusação de que ela interferiu na venda da Varig, mas Planalto arma defesa (págs 1 e 8)
- Paulinho: "Se eu falar, cai a República de SP" - acusado de envolvimento no desvio de dinheiro do BNDES, deputado se diz perseguido por José Serra e Gilberto Kassab.(págs 1,2 e 3)
- O sargento Laci de Araújo, que vive em Brasília com o também sargento Fernando de Figueiredo, foi preso ao sair de um programa de TV em São Paulo. Em reportagem da revista Época, os dois se declararam o primeiro casal assumido de homossexuais no Exército brasileiro. A corporação fala em deserção e nega preconceito. (Pág. 1 e18)
- Ação verde - Conheça as principais iniciativas da sociedade civil para preservar o meio ambiente e garantir o futuro do nosso planeta. (págs. e Suplemento especial)
- Queda das matérias-primas provoca estragos na bolsa
- Só nos primeiros três dias desta semana, as duas principais empresas da bolsa brasileira Petrobras e Vale, perderam R$ 54,5 bilhões em valor de mercado. A quantia equivale a uma Gerdau, uma das maiores siderúrgicas do mundo, cujo valor em bolsa é de R$ 52,5 bilhões. A queda fez a Petrobras perder uma posição no ranking das maiores empresas das Américas, passando para o quarto lugar, novamente atrás de Microsoft, GE e Exxon a primeira colocada.
A perda é um reflexo do recuo dos preços das commodities e do fortalecimento do dólar no mercado internacional, que fizeram estragos nas bolsas do mundo todo. O Ibovespa caiu 5,40% na semana, 1,91% só ontem, voltando a ficar abaixo dos 70 mil pontos, a 68.673, o menor nível desde 30 de abril, dia em que o país recebeu o primeiro grau de investimento.
Analistas avaliam que a festa das commodities não acabou, mas o ritmo de valorização deve diminuir. Isso quer dizer que os tempos gloriosos da bolsa brasileira, com retornos anuais de 30% a 40%, podem estar com os dias contados, dado o peso das matérias-primas no Ibovespa. Não é nada para tirar o sono dos investidores com apetite para a renda variável, que ainda promete ser melhor que a renda fixa. O que os analistas esperam é que os preços das matérias-primas se acomodem em níveis elevados. Haverá, sim, oportunidades em ações relacionadas à cadeia de produtos cotados internacionalmente, mas o risco no curto prazo aumentou.
De 31 de outubro até o fim de maio, o MSCI Brasil, índice medido pelo Morgan Stanley, tinha subido 14%, bem mais do que a média dos emergentes, com valorização de 9,5%. Do resultado brasileiro, 88% vieram de Petrobras e Vale, um indício de que a Bovespa estava pesadamente vulnerável a mudanças nos preços das commodities. Economias desenvolvidas da América do Norte e Europa, além de Japão, Austrália e Nova Zelândia devem apresentar crescimento entre 1% e 1,5% neste ano. O PIB dos EUA tende a ter expansão ainda menor e mesmo os emergentes vão experimentar alguma desaceleração. No Brasil, o freio vem sendo induzido pelos juros e o ritmo da atividade deve ficar abaixo dos 5%. Ontem, o Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 12,25% ao ano. (págs.1 e D1 e D2)
- O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o uso e produção, no Brasil, do amianto branco, também chamado crisotila, única variedade ainda autorizada no país. Por sete votos a três, os ministros mantiveram em vigor a Lei paulista nº12.684, que em julho de 2007 vetou o uso de qualquer tipo de amianto no Estado de São Paulo, e sinalizaram a possibilidade de, em breve, derrubar a Lei federal nº9.055, de 1995, que autoriza o uso da crisotila e também é alvo de ação direta de incostitucionalidade (Adin).
Na prática, a decisão de ontem do Supremo Tribunal garante a vigência de lei paulista e a proibição do uso do amianto em São Paulo. Mas o ministro Cezar Peluso, na presidência da sessão de julgamento, disse ao valor que a decisão equivale a uma declaração indireta de inconstitucionalidade, ainda que o tribunal não tenha analisado a lei federal. De acordo com ele, é possível sustentar a tese de que o Supremo já a considera inconstitucional - o que só ocorrerá formalmente quando for julgada a ação ajuizada contra ela no inicio deste ano.
No mundo, a exploração e produção do amianto branco é permitida apenas no Brasil, Rússia e China. Em outros países como Japão, Tailândia, Índia e Argentina - apenas a comercialização do produto final que contenha amianto é permitida. Alemanha e França baniram o uso do amianto branco há mais de uma década.(págs.1 e E1)
- As indústrias têxteis brasileiras mergulharam mais fundo na relação com os países asiáticos e os consumidores habituados às etiquetas ''made in China'' passarão a ver em breve outras do Vietnã, Camboja, Indonésia ou Bangladesh. Com o câmbio favorável às importações, as empresas prevêem aumentar compras de produtos e matérias-primas desses países e iniciaram a procura por novos fornecedores, além da China.
Os produtos chineses representarão este ano de 5% a 6% das vendas da Hering, o dobro de 2007, conta Ulrich Kuhn, diretor de exportação. Em algumas empresas, a produção na Ásia virou rotina. A Cativa, indústria de vestuário de Pomerode (SC), começou a importar insumos da China em 2004. Ampliou a rede de fornecedores e chegou à Indonésia, onde passou a comprar fios. Recentemente, resolveu trazer a produção pronta de Bangladesh, Paquistão e também da China. Hoje, 5% das receitas são de confecções acabadas na Ásia, diz Gilmar Sprung, presidente. A meta é elevar esse percentual a 20%. Empresas do setor de cama, mesa e banho seguem a mesma direção. A Teka já importa há cinco anos produtos da China, Índia e Paquistão e agora mira Bangladesh, Vietnã e Camboja. (págs.1 e B12)
- O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) barrou os pedidos para registro de terras compradas em zona de fronteira pela maior fabricante de papel da Europa, a Stora Enso. O órgão analisou dois processos e deverá indeferir outros 14 pedidos em andamento, o que poderá atrasar o projeto de produção de celulose da empresa no Rio Grande do Sul.
O superintendente regional do Incra, Mozar Artur Dietrich, afirmou que não cabe recurso administrativo à decisão do órgão, que também não encaminhará o processo ao Conselho de Defesa Nacional (CDN), instância ligada à Presidência da República que pode autorizar uma empresa de capital estrangeiro a deter terras em zona de fronteira - em distância inferior a 150 quilômetros da divisa.
Nos últimos três anos, a Stora Enso comprou 46 mil hectares de imóveis rurais em 11 municípios gaúchos. Com a decisão, a empresa estuda alternativas para regularização das propriedades, o que poderá incluir ações judiciais contra a decisão do Incra. (págs. 1 e B13)
- Criada há dois anos, a Embrapa Energia - centro da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária para o estudo de novas fontes renováveis de energia - já desenvolveu matérias-primas inovadoras. Uma delas é o sorgo sacarino, gramínea de alta capacidade de captação de energia, com produtividade igual à da cana e menor tempo para ser colhido. Nos planos da empresa também está a melhoria da cana por meio da fixação biológica de nitrogênio, que eliminaria a necessidade de 70% dos derivados de petróleo usados na produção. (págs. 1 e B16)
- As exportações brasileiras de soja em grão atingiram em maio o recorde de 4,442 milhões de toneladas. O principal motivo para o avanço seriam os protestos dos produtores argentinos.(págs. 1 e B15)
- Brasil condiciona acordo na OMC à redução de barreiras ao etanol. (págs. 1 e A4)
- Tribunal vai abrir caixa-preta do lixo em BH
- TCE fará devassa nas contas do serviço terceirizado de tratamento dos resíduos, contratado por causa da demora em licitar novo aterro para a capital. Custo da operação aumentou em 80%. Prejuízo é de R$ 7,5 milhões em 10 meses. (págs. 1 e 23)
- BC aumenta a taxa de juros em 0,5 ponto. (pág. 1)
- Servidor da saúde em MG terá até 42,8% de reajuste. (pág. 1)
- Nova CPMF adiada. (pág. 1)
- Caçada aos compradores de carteira. (pág. 1)
- De olho em 2016 - Rio é finalista na disputa para sediar as Olimpíadas de 2016. No páreo estão Chicago, Madri e Tóquio. (pág. 1)
- Aumento da população, elevação da temperatura global e agressões ao ambiente são ameaças ao abastecimento de água em BH. A Copasa informa que os sistemas atuais garantem o abastecimento até 2015. Um dos mananciais fornecedores, o Córrego Capão da Posse, ilustra a degradação. No local da captação, ele é límpido, mas um quilômetro adiante, torna-se praticamente um esgoto. O curso d'água faz parte da bacia do Velhas, terceiro rio mais poluído do Brasil, segundo levantamento do IBGE. (pág. 1, Editorial e Caderno especial)
JORNAL DO COMMERCIO
- Chuva e deslizamentos param o Recife. (pág. 1)
- Governo oferece 10% de reajuste para policiais militares. (pág. 1)
- Taxa de juros sobe meio ponto e ciclo de alta deve continuar. (pág. 1)
- Militar gay preso. (pág. 1)
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