18 de junho de 2008
O Globo
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, pediu desculpas às mães dos três jovens do Morro da Providência mortos após serem entregues por 11 militares a traficantes do Morro da Mineira, no sábado. Ele esteve no Rio por determinação do presidente Lula e dicidiu entrar na favela, depois de uma reunião no CML, contrariando parte da cúpula militar no Rio. Na Providência, ele assumiu o compromisso de "buscar justiça" para os culpados. As famílias das vítimas vão pedir indenização que, segundo advogados, chegará a R$ 1 milhão por pessoa. A Defensoria Pública da União ajuizará uma ação civil pública para pedir a retirada das tropas do Exército do morro, mas o governo federal decidiu manter os soldados na favela para a conclusão do polêmico projeto Cimento Social, criado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). O programa, para reformar fachadas e telhados de 782 moradias, vai consumir, até o fim do ano, R$ 16,6 milhões - cerca de R$ 22 mil por imóvel. Uma casa popular nova, financiada pela CEF no Programa de Atendimento Residencial, custa R$ 35 mil. (págs. 1, 12 a 16 e Elio Gaspari)
Ministro sobe favela e pede perdão por crime de militares
Foi o escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula, que entregou à Anac a declaração fraudulenta que sustentou a venda da VarigLog à Volo do Brasil garantindo não haver contrato de gaveta entre os sócios, que se comprometiam a vender sua parte aos estrangeiros. O documento foi assinado por Cristiano Martins, genro de Teixeira.(págs.1, 24 e Roberto DaMatta)
Varig: fraude teve genro de Teixeira
Na primeira reunião do Plano de Amazônia Sustentável, o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, disse que vai acionar o Exército para atuar na regularização fundiária na região, que ele definiu como "caldeirão de insegurança jurídica". (págs. 1 e 11)
Mangabeira quer Exército na Amazônia
Com divergências sobre a montagem da rede pública, o diretor-geral da TV Brasil, Orlando Senna, pediu demissão ontem. O diretor de Relacionamento e Rede, Mário Borgneht, também saiu. (págs. 1. 10 e Patrícia Kogut)
Nova crise leva a demissões na TV pública
O juiz Francisco Shintate multou a "Folha de S. Paulo" e a "Veja São Paulo" por propaganda eleitoral extemporânea, pela publicação de entrevista com a pré-candidata Marta Suplicy (PT). Para especialistas e entidades, e decisão ameaça a liberdade de imprensa. "É uma rapaziada que não estuda bem o Direito", disse o ex-ministro da Justiça Saulo Ramos. (págs. 1, 3, 4 e Editorial "Liberdade em jogo"
Em SP juiz proíbe entrevistar candidatos
O mercado aquecido em agronegócio, construção civil e mineração faz com que as empresas levem até nome meses para conseguir comprar um caminhão no país hoje. No Rio,a fila de espera de carros é de até 4 meses. (págs. 1 e 23)
Fila de espera de caminhão é de 9 meses
Um dia após novos "panelaços" nas principais cidades argentinas, a presidente Cristina Kirchner anunciou que enviará ao Congresso - onde tem maioria - o projeto de lei para mudar o sistema que taxa exportação de grãos. Antes, a taxação - que desagradou aos ruralistas - varia por decreto. Os bloqueios nas estradas estão causando falta de comida e combustível. (págs. 1 e 25)
Cristina recua para evitar crise na Argentina
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Folha de S. Paulo
Em reunião com moradores do morro da Providência (Rio), o ministro Nelson Jobim (Defesa) pediu desculpas pela morte de três rapazes da comunidade que, segundo o Exército, foram entregues por militares a traficantes do morro da Mineira. Jobim definiu a ação dos militares como o "indesculpável", "abominável" e "desprezível". Segundo ele, o governo não tem dúvidas de que os 11 acusados presos levaram os moradores da Providência aos traficantes, que os torturaram e mataram.
Governo pede desculpas e mantém Exército no Rio
Acompanhado do comandante do Exército, general Enzo Peri, Jobim alertou a tropa para que não responda a provocações. Ele disse que a força continuará no morro, apesar da oposição de moradores. A ordem foi dada pelo presidente Lula. À noite, ao pedir desculpas às mães das vítimas, ouviu gritos de "fora, Exército". O advogado do tenente Vinícius Ghidette Andrade, acusado de comandar os militares do caso, disse que o cliente não sabia que os jovens seriam mortos. (págs. 1 e Cotidiano)O juiz auxiliar da 1ª Zona Eleitoral de SP, Francisco Shintate, condenou Folha e Abril a multa de R$ 21.282 cada uma por ver propaganda eleitoral antecipada em entrevistas com Marta Suplicy (PT), multada em R$ 42.564. Cabe recurso. Para a defesa da Folha, o jornal não violou a lei, e a sentença inaugura um regime de censura. Advogados, políticos e entidades criticaram a decisão. (págs. 1 e A4 a A7)
Folha e Abril são multadas por entrevistas com Marta Suplicy
Apesar dos apelos do ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato tucano à Prefeitura de SP, a bancada de vereadores do PSDB registrou, com 424 assinaturas, chapa pela reeleição de Gilberto Kassab, do DEM. O PSDB tem conveção marcada para domingo. Seu líder na Câmara Municipal, Gilberto Natalini, disse que só recua se o "comandante" mandar, em alusão ao governador José Serra. (págs. 1 e A8)
Vereadores do PSDB paulistano registraram chapa contra Alckmin
A inflação dos alimentos fez a receita dos supermercados recuar 6,4% em abril, embora o volume de vendas tenha subido 0,5% em relação a março. No varejo como um todo, as vendas físicas subiram 0,2% em abril, ante uma alta de 1,5% em março. Levantamento da consultoria Economática mostra que a poupança rendeu só 0,574% em maio, enquanto o IPCA (índice oficial de inflação) subiu 0,79%. No ano,a caderneta rendeu até agora 2,869%, ante uma inflação de 2,882%. (págs. 1, B1 e B3)
Inflação segura vendas e já supera poupança
A indignação contra os militares no caso dos rapazes detidos e depois mortos é justíssima. Mas falta a indgnação ante a evidência de que a criminalidade controla os morros (e mais). Selvageria é militares matarem ou entregarem à morte três jovens. Estou de acordo. Mas não é igualmente selvagem todo mundo saber que assassinos controlam uma parte do território brasileiro - e ninguém faz nada nem se incomoda?
Clóvis Rossi: Não é selvagem saber que parte do país é controlada por assassinos?
A presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou que enviará ao Congresso projeto elevando impostos sobre a exportação de grãos. Em meio a crise com o setor rural, disse que, mesmo com autoridade para criar a regra, decidiu lhe dar "maior institucionalidade". Os ruralistas tentarão agora mudar pontos da regulação. (págs. 1 e A12)
Cristina propõe alta de impostos ao Congresso
Leia "Decisão absurda", sobre cerceamento à imprensa; e "Mais uma greve", acerca de paralisação de professores. (págs. 1 e A2)
Editoriais
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O Estado de S. Paulo
Parecer produzido na própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) afirma que a diretoria do órgão aprovou a venda da VarigLog para a empresa Volo do Brasil "com evidente violação das regras estabelecidas". A avaliação está em parecer de 11 de dezembro de 2006 assinado pelo então procurador-geral da agência, João Ilídio de Lima Filho, informa Ribamar Oliveira. Quase seis meses antes, a Anac tinha autorizado a venda, sem checar a origem do dinheiro da Volo - apesar da suspeita de que a participação de capital estrangeiro na empresa era superior ao limite definido na lei. No texto, Ilídio diz que a Anac deverá "promover as diligências necessárias" para dissipar a dúvida. Foi o terceiro parecer do procurador sobre o caso. O primeiro, de 23 de junho de 2006, servirá de base para a aprovação da venda. A ex-diretora da agência Denise Abreu disse, em entrevista ao Estado, que Ilídio foi tirado do hospital para redigir o primeiro parecer ao gosto da Casa Civil. (págs. 1 e B1)
Venda da VarigLog foi ilegal, admite documento da Anac
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, visitou o Morro da Providência, no Rio, onde três jovens foram mortos no fim de semana. Ele indicou que, apesar dos protestos dos moradores, o Exército deverá continuar na favela para a conclusão das obras do projeto Cimento Social: "Isso é um problema que vamos resolver depois. As obras têm de continuar", afirmou. Jobim pediu perdão a parentes dos mortos. No discurso oficial, o Exército descreve sua atuação no morro como uma ação de apoio. Nos documentos internos, porém, o assunto é tratado como operação de "manutenção da ordem e da segurança pública no Estado do Rio". (págs.1, C1 e C3)
Jobim pede desculpas no morro
"Peço perdão às mães pela tragédia. Lamentamos o fato e quero ressaltar que os culpados já estão presos"
Frase: Gal. Mauro César Cid
O advogado Roberto Teixeira será o único depoente à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, hoje, em sessão sobre a venda da VarigLog. Os três sócios da empresa, também convidados, informaram ontem à comissão que estarão ocupados numa audiência judicial em São Paulo. (págs. 1 e B5)
Só Teixeira depõe hoje no Senado
Em movimento promovido por 11 dos 12 vereadores tucanos, foi registrada ontem no PSDB a chapa do prefeito Gilberto Kassab (DEM) à reeleição. Com isso, a proposta de apoiar Kassab será submetida à convenção que, no domingo, apenas homologaria a candidatura de Geraldo Alckmin. (págs. 1 e A4)
Tucanos pró-Kassab lançam chapa anti-Alckmin
O Ministério Público abriu nova frente na investigação sobre a suposta propina paga pela multinacional francesa Alstom a integrantes do governo paulista: trata-se do empresário José Amaro Pinto Ramos, por causa de sua grande proximidade com políticos do PSDB. (págs. 1 e A14)
MP investiga lobista ligado ao PSDB no caso Alstom
Em breve não restará no Brasil agência reguladora digna desse nome. Uma a uma, todas vêm sendo submetidas ao loteamento de cargos e ao aparelhamento no governo petista. (págs. 1 e A3)
Notas e Informações - Loteamento de agências
Ainda é tímida a reforma jurídica no caso dos crimes dolosos. (págs. 1 e A2)
Artigo: José Renato Nalini - Usina de injustiças
Em São Paulo, a probabilidade de alguém ser assassinado é agora a mesma de morrer em um acidente de trânsito, segundo levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde. Isso se deve a redução do número de homicídios e ao aumento do de colisões. (págs. 1 e C6)
Trânsito já mata tanto quanto o crime em SP
Após quase cem dias de conflito com os produtores rurais, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, cedeu ontem e anunciou a transformação em projeto de lei dos decretos que aumentaram impostos sobre exportações agrícolas. O anúncio foi feito por ela em rede de TV, com lágrimas e visivelmente contrariada. "Para saber ganhar é preciso saber perder", disse Cristina. Com o projeto de lei, o assunto será debatido pelo Congresso. (págs. 1 e A19)
Cristina recua e novos impostos argentinos vão ao Congresso
Número - 26% é a aprovação a Cristina; há 5 meses era de 56% (pág. 1)
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Jornal do Brasil
Um possível governo do democrata Barack Obama não mudará a política dos EUA para o etanol brasileiro. Continuarão em vigor as sobretaxas de importação ao produto. Do outro lado da disputa, o candidato republicano John McCain promete o contrário: quer acabar com os impostos que inibem a entrada do etanol do Brasil em solo americano e diminuir os susídios agrícolas. O JB conversou com os dois em oportunidades e ambientes diversos - em alguns casos, entre gritos em entradas e saídas de estádios lotados. O resultado é um painel daquilo que poderá ser a gestão de cada um em questões estratégicas para os brasileiros. Enquanto McCain propõe um grupo de parceiros de nações democráticas do qual o Brasil fará parte, Obama avisa que conversar o presidente Lula será prioridade para depois da eleição. (págs 1 e Internacional A22 e A23)
Obama:Vamos proteger o etanol dos EUA. McCain: Sou pelo fim do subsídio ao álcool
O brasileiro já começa a procurar alimentos mais baratos devido à inflação. Segundo o IBGE, a receita de super e hipermercados caiu 6,4% em abril, na comparação com o mês anterior. No mesmo período, o comércio varejista em geral teve alta de 0,2% nas vendas. (págs 1 e A17)
Comércio sente efeito da inflação
Em reunião com o presidente Lula, ministros pediram autorização para terem maior liberdade na campanha eleitoral deste ano. Um grupo de auxiliares defendeu participação sem restrições. Outros acharam que pode haver abusos. Sem consenso, Lula ficou de pensar. (págs 1 e A2)
Ministros querem disputa irrestrita
A Defensoria Pública da União entrará com ação exigindo a saída do Exército do Morro da Providência em razão do assassinato dos três jovens entregues por militares a traficantes. Para o ministro Tarso Genro, o episódio demonstrou que o Exército, definitivamente, não pode atuar na segurança pública. (págs 1 e Cidade, A10 e A11)
Defensoria pede saída do Exército
O Brasil se prepara para receber turistas de origens ainda pouco exploradas. São indianos, austríacos, árabes e africanos que têm o Rio como destino prioritário. Um evento da Embratur apresentou os atrativos brasileiros a representantes desses países. (págs 1 e A20)
País atrai turistas alternativos
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Correio Braziliense
Mensagem eletrônica obtida palo Correio revela atuação de Valeska Martins, filha do advogado Roberto Teixeira e afilhada do presidente da República, para sacar US$ 85 milhões depositados pela Gol em banco suíço. (págs 1 e 3)
E-mail complica compadre de Lula
Delegado responsável pelo inquérito considera ter elementos para responsabilizar ministra Dilma Rousseff pela elaboração e vazamento do dossiê com gastos sigilosos do governo FHC, mas teme fazê-lo antes que a Procuradoria-Geral da República se pronuncie no mesmo sentido. (págs 1 e 2)
PF com medo de indiciar "mãe do PAC"
Porta-voz de "profunda indignação" do presidente Lula, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, vai ao Morro da Providência e promete "punição exemplar" para militares do Exército que entregaram a traficantes os três jovens executados no último sábado. (págs. 1, 11 e 12)
Jobim pede desculpas pelo Exército
Após uma década de queda de preços, as passagens aéreas acumulam alta de 67,5% nos 12 meses terminados em maio e voltam a ter valores proibitivos para a parcela mais pobre da população. Só nos primeiros cinco meses do ano, reajustes chegaram a 11,13% maior taxa em 12 anos. (págs 1, 15 e 17)
Avião volta a ser coisa de rico
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Valor Econômico
Antes de unir-se à Brasil Telecom, a Oi saiu atrás de seu anunciado objetivo de adquirir no mercado até um terço das ações preferenciais da empresa - uma operação comum apenas após a troca de controle. A operadora já está a meio caminho de sua meta e garantiu uma economia estimada de R$365 milhões. No mais recente comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a Oi já detinha 20,5% das preferências da holding BrT Participações (equivalentes a 12,9% do capital total) e 21,6% dos papéis da operadora BrT SA. (6,8% do total). A companhia inovou ao iniciar a compra das preferências diretamente em mercado, antes mesmo de divulgar um edital para a realização da pretendida oferta pública. A Oi chegará ao leitão já com boa parte dos papéis. O objetivo foi gastar menos dinheiro - as ações da BrT vinham sendo negociadas por um valor inferior ao que a Oi anunciou que pagaria na oferta. As compras diretas no mercado das ações da BrT Participações tiveram cotação média de R$25,46 e as da empresa operacional R$20,07.
Oi já detém 12,9% do capital da holding Brasil Telecom
Esses valores são significativamente menores que os R$30,47 e R$23,42 que a Oi prometeu pagar quando anunciou sua intenção de fazer a oferta voluntária pelas preferenciais. Na época, esses valores embutiam de 32,6% sobre a média das cotações dos três meses anteriores. Carlos Constantino, do Unibanco Reserch, diz que a estratégia é positiva para a Oi, pois gera economia. No entanto, o que a companhia deixou de gastar é o equivalente ao que os minoritários de BrT deixaram de ganhar. Luciana Locádio, da Ativa Corretora, explica que o investidor de BrT opta por vender antecipadamente com receio de não conseguir se desfazer de todos os papéis na oferta, que é limitada a um terço das ações em circulação. Para a CVM, o modelo da operação está de acordo com a instrução nº. 361. A autarquia também lembrou que, no fato relevante no qual comunicou o acordo para aquisição da BrT, a Oi deixou claro que poderia comprar ações antes da oferta. (págs 1 e D5)Como parte de sua estratégia antiinflacionária, o Banco Central reduziu este mês em 25,8% suas compras de dólares no mercado à vista de câmbio. Ao restringir o volume adquirido dos bancos, o BC permite maior apreciação do real, uma via auxiliar importante no combate à alta dos preços. Em maio, por meio dos seus leilões, o BC comprou US$ 2,56 bilhões, com média diária de US$ 128 milhões. E em junho, até ontem, enxugou US$ 1,144 bilhão, o equivalente a US$ 95,3 milhões por dia útil. A inapetência do BC pode ser medida pelo que aconteceu ontem: para um giro de US$ 3,5 bilhões no interbancário, retirou do sistema apenas US$ 52 milhões. Não foi por outra razão que o dólar caiu 1,10%, para R$ 1,608, menor cotação desde 20 de janeiro de 1999. A alta da Selic e a diminuição de seu apetite por dólares ampliam o ganho das arbitragens. (págs. 1 e C2)
BC compra pouco e dólar ronda R$1,60
Alta dos alimentos põe em xeque subsídios agrícolas na UE (págs 1 e B9)
As vendas do varejo em abril cresceram 8,7% em volume, enquanto as receitas aumentaram 13,8% ambas em relação ao mesmo período de 2007. No quadrimestre, os crescimentos foram de 11% e 15%, respectivamente. (págs. 1 e A3)
Comércio aquecido
A produção industrial americana teve queda de 0,2% em maio, após um declínio de 0,7% em abril. Analistas esperavam um crescimento entre 0,1% e 0,2%. A utilização da capacidade instalada caiu de 79,6% para 79,4%. (págs 1 e A11)
Retratação industrial
Inundações no Meio-Oeste americano e a crise política na Argentina entre governo e agricultores mantêm as pressões altistas no mercado de commodities. Ontem, o preço do milho bateu o quinto recorde consecutivo na bolsa de Chicago. (págs 1 e B12)
Escalada dos grãos
Relatório do Barclays aponta que em 2017 o Brasil terá 657 mil milionários (com mais de UU$1 milhão), superando México, Rússia, Índia e China. Hoje esse número é considerado insignificante pelo banco. (págs 1 e D1)
Novos milionários
Há sinais de que o PT não cumprirá acordo com o PMDB para presidência da Câmara em 2009. (págs 1 e A6)
Idéias: Rosângela Bittar
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Gazeta Mercantil
A balança comercial do petróleo e derivados do Brasil registrou forte déficit de US$ 2,75 bilhões de janeiro a abril, um aumento de 630% sobre o saldo negativo de igual período de 2007, de US$ 378 milhões, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em quatro meses o déficit da conta petróleo superou o de todo o ano passado, de US$ 2,33 bilhões. Segundo analistas, o que explica essa explosão no saldo é o crescimento econômico do País, que alavancou o consumo de diesel por caminhões, o uso de termelétricas a óleo, para evitar um apagão, o aumento de apenas 2,1% da produção de petróleo no quadrimestre e o salto do preço da commodity. “O problema é que as refinarias não têm capacidade para processar todo o diesel consumido, o que obriga o País a importar”, diz o analista Adriano Pires. Até abril, as importações de derivados dobraram para US$ 3,2 bilhões. A Petrobras diz que possui dados diferentes, que contabilizam “valores das exportações e importações registrados na contabilidade da companhia, enquanto “a ANP utiliza o número da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), que considera dados de todo o País”. (págs. 1 e C2)
Déficit na balança do petróleo sobe 630%, para US$ 2,75
O candidato do Partido Democrata à Casa Branca, o senador por Illinois, Barack Obama, afirma que não mudaria a política norte-americana com relação ao etanol brasileiro, ao contrário do que promete seu concorrente, John McCain.Para ele, as sobretaxas de importação ao produto continuariam em vigor se eleito, apesar de elogiar o programa do álcool brasileiro desde antes de ser eleito senador.E se diz admirador do que os brasileiros fizeram em relação à energia. Em entrevista à Gazeta Mercantil e ao Jornal do Brasil, Obama, de 46 anos,pode não ser a melhor solução para as exportações brasileiras, mas inspira esperanças mundiais de que o isolamento dos EUA da era Bush finalmente terminará.O senador, multiculturalista por essência, injeta ânimo em um eleitorado famoso por sua apatia quanto às urnas. Obama disse estar muito feliz com as pesquisas no Brasil que apontam ser o preferido pelos brasileiros para ocupar a Casa Branca. “É pena que eles não votem aqui. Mas acho que isso demonstra também que as pessoas, norte-americanos, brasileiros, indianos, em toda a parte do mundo, compreendem minhas intenções”, afirmou. (pags. 1 e A13)
Obama é a favor do etanol e da taxa de importação
O candidato republicano à presidência dos EUA, John McCain, está fazendo promessas que são tudo o que alguns empresários brasileiros gostariam de ouvir. Diz ser contra os subsídios dados ao setor agrícola em seu país e que pretende acabar com as sobretaxas às importações de etanol. Pelos seus cálculos, as medidas devem agradar ao americano médio, que já não consegue encher a própria mesa ou o tanque do carro, afirmou o senador pelo Arizona em entrevista ao correspondente da Gazeta Mercantil e do Jornal do Brasil. E ao falar de ex-namoradas brasileiras, o candidato de 71 anos se desmanchou:“Como você vê, meu amigo, eu gosto dos brasileiros”. Em relação a seu opositor, o democrata Barack Obama, alfinetou: “Aqueles que desejam o fim do embargo e as conversas apaziguadoras com regimes tirânicos, como meu oponente propõe, colocam em risco a segurança americana e dos países livres. Aqueles que defendem fazer negócios com Cuba, como meu oponente, esquecem que existem outros países democráticos oferecendo as mesmas oportunidades de negócios. A cana do Brasil, por exemplo, não é mais cara do que a produzida em Cuba. Nem as praias e hotéis brasileiros são piores e mais caros”. (pags. 1 e A1)
McCain critica subsídios agrícolas e elogia o etanol
A agência Standard&Poor’s melhorou a nota de risco de 19 empresas brasileiras de energia elétrica. A reação operacional e financeira desde a revisão regulatória, há quatro anos, foi acima do esperado. (pág. 1 e B3)
Elétricas mais atrativas
Marco Audi, Marcos Haftel e Eduardo Gallo,sócios brasileiros da VarigLog, informaram ontem que não comparecerão à audiência pública no Senado. (págs. 1 e A9)
Varig: sócios adiam ida ao Senado
O desempenho das montadoras aquece a demanda por bens de capital importados.Os fabricantes de veículos e as empresas de autopeças absorvem mais de 60% das máquinas-ferramenta disponíveis no mercado e pressionam a produção local. “O mercado está tão aquecido que as empresas nacionais não conseguem atender à demanda”, afirma Thomas Lee, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos (Abimei). As importações de máquinas-ferramenta,que alcançaram US$ 2 bilhões em 2007, devem crescer cerca de 20% em 2008. Segundo Lee, a economia brasileira entrou na rota de crescimento antes que os investimentos em expansão de capacidade alcançassem o estágio de maturação. De acordo com Lee, “hoje não existe nenhuma indústria brasileira de máquinas que não importe também”. Para o presidente da Abimei, “há uma simbiose entre fabricantes de máquinas e os importadores”. Os fabricantes nacionais se concentram no mercado de máquinas-ferramenta com controle numérico computadorizado (CNC), que constitui uma faixa de produtos de média complexidade. Os equipamentos de alta tecnologia são fornecidos por indústrias globais consolidadas. As máquinas mais simples, sem controle numérico,são importadas da China. (págs.1 e A5)
Montadoras aquecem importação de máquinas
Venda cresce 0,2% em abril, segundo IBGE. (págs. 1 e A4)
VAREJO
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Estado de Minas
Uma decisão do Tribunal de Contas do Estados (TCE) de Minas Gerais, que autorizou prefeituras a contratar serviços do grupo SIM - Instituto de Gestão Fiscal - sem licitação, está sendo investigada pela Polícia Federal. O grupo que teve dirigentes presos durante a Operação Passárgada, é acusado de intermediar a liberação ilegal de recursos do Fundo de Particiapação dos Municípios (FPM),no esquema da máfia das prefeituras. (págs 1, 4 e 5)
TCE abriu brecha para máfia atuar
Exército pede desculpas às mães no Rio (pág. 1)
Sobe preço da comida a quilo (pág. 1)
Polícia autua carvão ilegal (pág. 1)
Ciência mais perto da cura do câncer (pág. 1)
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Jornal do Commercio
CNA estima que o PIB agrícola crescerá 10% (pág. 1)
Yeda anuncia Wenzel e Mercedes no secretariado (pág. 1)
Contrato com o Bird deve sair só no final de julho (pág. 1 e 9)
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