segunda-feira, outubro 27, 2008

Agência Brasil - Ayres Britto diz que urna eletrônica coloca o Brasil em posição de vanguarda - Direito Eleitoral

 
26 de Outubro de 2008 - 22h43 - Última modificação em 26 de Outubro de 2008 - 22h48


Ayres Britto diz que urna eletrônica coloca o Brasil em posição de vanguarda

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, anunciou que, antes das 20h, o TSE já havia definido os vitoriosos nas eleições dos 31 municípios que participaram das eleições realizadas hoje (26).

Segundo Ayres Britto, “o desempenho  notável da urna eletrônica coloca o Brasil em posição de vanguarda, desde a coleta e a apuração dos votos até a totalização e a divulgação dos resultados”.

O ministro apresentou o ranking dos municípios mais ágeis na apuração. Vila Velha (ES) foi a primeira cidade a apresentar oficialmente o resultado das eleições, às 17h56. Anápolis (GO) veio em segundo lugar, às 18h10, seguida de Londrina (PR), Bauru (SP), Florianópolis (SC), Joinvile (SC) e Ponta Grossa (PR).

A urna biométrica, utilizada pelos municípios de São João Batista (SC), Fátima do Sul (MS) e Colorado do Oeste (RO) durante o primeiro turno, deve ser adotada futuramente pelo TSE. “O cadastro biométrico dos eleitores será muito trabalhoso, mas é possível viabilizar a urna biométrica num tempo médio de 8 anos”, afirmou.

Britto disse, ainda, que existe a possibilidade de a atual crise financeira internacional afetar o projeto do voto biométrico. “É um risco, mas temos a expectativa de essa crise ser superada”.

O número de abstenções foi alto, segundo avaliação do ministro, e alcançou um total de 18% dos eleitores. No primeiro turno este número ficou em 14,54%. “Choveu muito na região Sul. Isso deve ter influenciado no número de abstenções”, frisou.

Questionado sobre a legalidade de alguns candidatos terem votado acompanhados de crianças, Ayres Brito disse que “o menor pode acompanhar o eleitor e inclusive teclar para o adulto”. O ministro completou dizendo que isso faz parte do espírito cívico das eleições e que é positivo familiarizar as crianças a esse processo de educação política.

Algumas dificuldades foram apontadas pelo ministro. “Sempre há dificuldades de ordem legal. A cultura brasileira ainda é muito influenciada pela boca-de-urna, pelo poder econômico e pela captação ilícita de voto.”

“A cada eleição, a imaginação dos fraudadores se renova. Tivemos notícias de que, ao chegarem para votar, alguns eleitores do Rio de Janeiro encontraram já preenchidos os campos destinados à assinatura. Todo ano de eleições chegam denúncias desse tipo, que fazem parte das nossas preocupações”, informou.

Segundo Ayres Britto, a adoção da urna biométrica, que reconhece a digital dos eleitores, resolverá também problemas como esse.

O TSE estuda a possibilidade de, no futuro, os eleitores utilizarem a internet para votar. “Teremos muito mais plebiscitos e referendos. Uma evolução nesse sentido é viável e possibilitará, via internet, o voto sem sair de casa”, revelou.

O ministro se recusou a comentar a possibilidade de o município de Campos realizar 3º turno. “É um caso concreto e está sendo averigüado”, disse.

No primeiro turno, o candidato Arnaldo Vianna (PDT) teve votos anulados depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) vetou sua candidatura alegando irregularidades na prestação de contas na época em que era prefeito.

Apesar de no dia 9 o TSE ter autorizado o candidato a participar do segundo turno, o TRE manteve, na última sexta-feira (24), o veto à candidatura.

 



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