sábado, outubro 25, 2008

Agência Brasil - Candidatos de Juiz de Fora pregam transparência para superar crise política, avalia professor - Direito Eleitoral

 
24 de Outubro de 2008 - 19h27 - Última modificação em 24 de Outubro de 2008 - 21h49


Candidatos de Juiz de Fora pregam transparência para superar crise política, avalia professor

Isabela Vieira
Enviada especial

 
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Juiz de Fora (MG) - A cidade de Juiz de Fora é uma das três cidades mineiras onde haverá segundo turno nas eleições municipais. Com propostas semelhantes, os dois candidatos à prefeitura, que estão tecnicamente empatados, disputam voto a voto a preferência dos cerca de 360 mil eleitores. Entre as principais propostas, destacam-se melhorias na saúde, no transporte público, além de transparência no governo e incentivo à participação política dos moradores.

De acordo com o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), o cientista político Paulo Roberto Figueira, o tema da participação e da transparência são destaques da campanha dos dois candidatos devido ao episódio de corrupção envolvendo o ex-prefeito Alberto Bejani (sem partido) neste ano. Bejani chegou a ser preso pela Polícia Federal duas vezes. Ele é suspeito de desvio de verbas e de favorecer empresas de ônibus com aumento de passagens.

“Os temas que incentivam a participação dos cidadãos na política são inevitavelmente mais ressaltados à medida que você tem um conjunto de experiências de um governo que, por ser pouco transparente, permitiu aquilo tudo”, avaliou o professor em referência ao escândalo, que culminou com a renúncia de Bejani e um déficit de cerca de R$ 30 milhões ao município. O vice da chapa dele, José Eduardo Araújo (PR), assumiu a prefeitura.

Para o professor Figueira, o descontentamento da população com o episódio do ex-prefeito ficou latente no primeiro turno, principalmente, com o resultado das eleições para a Câmara de Vereadores. “A legislatura que emergiu tem uma taxa de renovação significativa que, sobretudo, não tem nomes associados ao Bejani. Com expressivas votações, estão lideranças da legislatura passada que participaram das investigações de corrupção na prefeitura”, disse.

O fato de a população buscar associar ao futuro prefeito a possibilidade de renovação política também pode explicar o primeiro lugar da candidata Margarida Salomão (PT), no primeiro turno,  com 40,82% dos votos. “Por ela não ser um nome que tenha disputado eleições majoritárias, sinaliza para boa parte do eleitorado uma mudança. No segundo turno, vemos o Custódio [Mattos (PSDB)] também se associando ao tema, trocando até o slogan da campanha”, disse.

Segundo as últimas pesquisas, os candidatos estão técnicamente empatados. Defendendo o orçamento participativo e um site onde a população possa acompanhar os gastos da prefeitura, a ex-reitora da UFJF, Margarida Salomão, pretende ocupar o cargo pela primeira vez. Custódio Mattos, deputado federal, ao defender o projeto chamado Acordo Cidadania, no qual pretende inaugurar novas formas de participação popular, pode chegar à prefeitura pela segunda vez. A primeira foi entre os anos de 1993 e 1996.




 


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