sexta-feira, outubro 24, 2008

Agência Brasil - Candidatura à reeleição de prefeito de Salvador une Geddel, "carlistas" e PRB - Direito Eleitoral

 
23 de Outubro de 2008 - 15h09 - Última modificação em 23 de Outubro de 2008 - 16h04


Candidatura à reeleição de prefeito de Salvador une Geddel, "carlistas" e PRB

Luciana Lima
Enviada Especial

 
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Salvador - A candidatura à reeleição do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), uniu em um mesmo bloco em sua base de apoio no segundo turno, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o grupo "carlista" (grupo político criado e liderado pelo falecido senador Antônio Carlos Magalhães, morto no ano passado) e a representação estadual do PRB, partido do vice-presidente da República, José Alencar.

Embora o candidato a vice-prefeito na chapa "carlista" derrotada, Bispo Márcio Marinho (PR) - que tinha ACM Neto (DEM), como candidato a prefeito e que ficou em terceiro lugar na disputa -, tenha declarado apoio ao adversário de João Henrique, o candidato petista, Walter Pinheiro, o presidente do PRB estadual, o ex-governador César Borges, oficializou o apoio do partido ao prefeito. César Borges é um dos expoentes do grupo "carlista" e Bispo Marinho encarna o apoio da Igreja Universal do Reino de Deus.

Geddel está na campanha de João Henrique desde o início, como um dos mais fortes apoios e, no passado, teve em Antônio Carlos Magalhães seu principal adversário.

João Henrique Carneiro recebeu formalmente o apoio do candidato derrotado, o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto, mas evita falar sobre a possível participação do DEM no seu governo, caso se reeleja, e aponta incorporações de propostas de ACM Neto como base do apoio. Entre as propostas de ACM Neto incorporadas por João Henrique estão a instalação de câmeras de vigilância nos bairros e a implantação da educação em tempo integral para o ensino fundamental.

O prefeito foi para o segundo turno da eleição em primeiro lugar, mas com uma diferença pequena do segundo colocado, o candidato do PT, Walter Pinheiro. “É claro que sabemos que nem todos os votos são transferidos, mas acreditamos que o eleitorado 'carlista' tem mais resistência a votar no PT. Isso nos dá certa vantagem”, disse João Henrique, que até abril desse ano tinha o PT ocupando cerca de 200 cargos em seu governo.

A mágoa com o PT é um ponto que o candidato à reeleição não esconde. “O PT esteve em meu mandato até o último momento. Sair do governo em abril desse ano, para lançar uma candidatura própria, foi uma traição”, avaliou o prefeito João Henrique.



 


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