26 de Outubro de 2008 - 22h12 - Última modificação em 26 de Outubro de 2008 - 22h12
Fogaça agradece apoio de eleitores de vilas pobres de Porto Alegre
Mylena Fiori
Enviada Especiall
Porto Alegre - As primeiras palavras de José Fogaça (PMDB) como prefeito reeleito de Porto Alegre foram de agradecimento à camada mais pobre da população – justamente onde sempre teve seu pior desempenho. Não por acaso, os últimos eventos de campanha focaram os bairros populares da capital gaúcha. Nos debates, ele prometeu governar para os mais necessitados.
“Quero agradecer aqueles cidadãos e cidadãs lá das nossas ruas, das casas modestas e dignas desta cidade”, disse Fogaça, em seu comitê de campanha, assim que foi confirmada sua vitória sobre Maria do Rosário, candidata do PT.
Em discurso em um carro de som, em frente ao comitê de sua campanha e na presença de centenas de correligionários, Fogaça mandou a mesma mensagem: “Olhar para as vilas, olhar para os bairros, olhar para a cidade foi o nosso compromisso”.
Fogaça também agradeceu reiteradas vezes os partidos que deram sustentação à sua candidatura. Citou um a um, com ênfase para o PDT, que se aliou ao PMDB e indicou o vice , José Fortunati e também ao PTB – ambos integraram a coligação desde o primeiro turno, ao lado do PSDC.
“A decisão do PDT permitiu ao PMDB maior solidez, maior convicção e maior segurança para a sustentação do projeto. Isso depois se consolidou definitivamente quando o Partido Trabalhista Brasileiro decidiu unir-se a nós para constituir, pela primeira vez na história da cidade, uma aliança que recupera historicamente uma das mais profundas e mais enraizadas vertentes políticas desta cidade”, afirmou, numa referência ao trabalhismo.
No segundo turno, Fogaça também levou para o seu lado PPS, PP, DEM, PMN e PSDB. “Não fizemos exigências, não fizemos imposições”, afirmou. “Um projeto que não tem apoio de partidos é um projeto que não tem sustentação e, portanto, não deve continuar”, completou, num recado indireto ao PT, que se isolou no primeiro turno e concorreu sem seus tradicionais aliados, o PCdoB e o PSB.
Além de mencionar partidos, o prefeito reeleito fez questão de citar nomes de seus aliados. Mencionou o senador Pedro Simon, que o levou para a política em 1976. Citou o PDT de José Fortunati (eleito vice-prefeito), o PTB de Eliseu Santos e o PSDB de Nélson Marchezan (candidato pelo partido no primeiro turno).
“Não posso esquecer que o PSDB de Nélson Marchezan se incorporou e foi imprescindível para garantir essa grande vitória”, afirmou Fogaça. Não fez qualquer menção, no entanto, à governadora tucana Ieda Crusius ou ao governo estadual, embora dois secretários estaduais estivessem a seu lado na coletiva – a secretária de Educação, Mariza Abreu, e o secretário de Saúde,Osmar Terra.
A coletiva acabou se transformando em discurso. Foi suspensa devido ao tumulto causado pela presença de militantes e deveria ser retomada logo depois para perguntas, mas a conversa com jornalistas foi cancelada.
Embora o PT tenha se mantido à frente da administração municipal por 16 anos, Fogaça é o primeiro prefeito reeleito da história da cidade.
![]()
Nenhum comentário:
Postar um comentário