23 de Outubro de 2008 - 19h34 - Última modificação em 23 de Outubro de 2008 - 19h34
Fogaça diz que apoio de Lula à candidata do PT não criará problemas à base aliada nacional
Mylena Fiori
Enviada Especial
Porto Alegre - O apoio explícito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à candidata do PT à prefeitura de Porto Alegre, Maria do Rosário, não deve abalar a relação do governo federal com a base aliada. Essa, pelo menos, é a avaliação, tanto do PT quanto do PMDB locais.
“O presidente tem todo o direito de se manifestar politicamente, qualquer um pode fazer isso. Não acho justo, mas é um direito”, comentou hoje (23) o candidato à reeleição pelo PMDB, José Fogaça, com a exclusividade à EBC.
Fogaça também não acredita que isso possa dificultar uma futura relação da prefeitura com o governo federal, caso seja reeleito.
'Não atrapalha a nossa relação com o governo, claro que não”, assegurou.
Em uma espécie de pacto extra-oficial, Lula até agora vinha se mantendo afastado de campanhas nas cidades onde candidatos do PT concorriam com políticos da base aliada. Em Porto Alegre, o adversário do PT é o PMDB. A coligação de Fogaça traz outros dois partidos da base de sustentação do governo no Congresso – PDT e PTB, que, inclusive, têm cargos no governo federal.
Em Porto Alegre, no entanto, PMDB e PT são inimigos históricos. Para o coordenador de campanha de Maria do Rosário, Adão Villaverde, “ele [o pesidente Lula] estar presente na política do Rio Grande do Sul não representa nenhuma quebra com a base aliada, do ponto de vista nacional”, disse.
Segundo ele, o presidente Lula se convenceu que era importante participar ativamente da campanha de Maria do Rosário – a candidata aparece em desvantagem de 13 a 17,5 pontos percentuais em relação à liderança de Fogaça, nas mais recentes pesquisas eleitorais.
Fogaça, por sua vez, tem ao seu lado nomes de peso da política local e nacional, como os senadores Sérgio Zambiasi (PTB) e Pedro Simon (PMDB), os ex-governadores Alceu Collares (PDT) e Germano Rigotto (PMDB), o senador e ex-governador de Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB), o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT). Todos subirão no palanque de Fogaça, hoje à noite, em seu último comício de campanha.
“São apoios importantes, emblemáticos e mostram que nós temos um conjunto de partidos muito sólido. Nosso projeto, que começou em 2005, se reintegrou”, disse Fogaça.
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