23 de Outubro de 2008 - 22h43 - Última modificação em 23 de Outubro de 2008 - 22h43
PMDB entende apoio de Lula a Maria do Rosário na disputa pela prefeitura de Porto Alegre
Mylena Fiori
Enviada Especial
Porto Alegre - O senador Pedro Simon assegurou na noite de hoje (23), em Porto Alegre, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não perderá o apoio do PMDB no Congresso Nacional por gravado mensagem pedindo voto para Maria do Rosário, candidata do seu partido, o PT, à prefeitura de Porto Alegre. A petista concorre com o prefeito José Fogaça (PMDB ), que disputa a reeleição.
“Para mim nada muda nada. Não tinha como não fazer [a gravação de Lula para o programa eleitoral de Maria do Rosário]. Nós entendemos, era muito difícil a posição dele. Falou no último dia, quando não muda mais nada. Nós perdoamos”, disse Simon.
Pouco antes, ao participar de comício de encerramento da campanha de Fogaça, Simon foi irônico: “Que pena que o Lula não ficou quieto, mas forçaram tanto o coitadinho que ele teve que falar.” O último comício de Fogaça, no Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, reuniu cerca de 3 mil pessoas.
De acordo com Simon, o gesto de Lula não representa risco de enfraquecimento da base aliada no Congresso. “Por causa disso, não”, garantiu Simon.
O senador manifestou, no entanto, a mágoa dos parlamentares por terem sido pegos de surpreso, ontem (22), com a edição da medida provisória que permite ao Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal comprar ações de bancos privados em dificuldades em conseqüência da crise financeira.
“Não tiveram a gentileza de comunicar ao Congresso que iria sair uma medida provisória”, ressaltou Simon, dando a entender que o Palácio do Planalto terá dificuldades para aprovar a MP no Congresso.
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