quarta-feira, outubro 01, 2008

Agência Brasil - Usina emprega metade dos candidatos à prefeitura de Borá, menor eleitorado do país - Direito Eleitoral

 
30 de Setembro de 2008 - 18h21 - Última modificação em 30 de Setembro de 2008 - 18h24


Usina emprega metade dos candidatos à prefeitura de Borá, menor eleitorado do país

Vinicius Konchinski
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Valter Campanato/ABr
Borá (SP) - Entrevista com o atual prefeito de Borá, Nelson Celestino Teixeira, que fala sobre a cidade e o orçamento da prefeituraBorá (SP) - Entrevista com o atual prefeito de Borá, Nelson Celestino Teixeira, que fala sobre a cidade e o orçamento da prefeitura
Borá (SP) - Três chapas disputam a eleição para a Prefeitura de Borá neste ano. Ao todo, são seis candidatos: três a prefeito, mais três a vice-prefeito. Desses seis, três trabalham no mesmo local: a Usina Ibéria, controlada pelo Grupo Toledo.

São funcionários da empresa o candidato a prefeito Luiz do Açougue (PT) e seu vice, Bruno Alves da Silva (PT) - motorista e vigilante da usina, respectivamente. Também trabalha na usina Jair Manoel da Silva (PSDB), candidato a vice-prefeito pela chapa de João do Posto (PSDB). Jair gerencia as lavouras de cana-de-açúcar.

Contudo, além dos candidatos à prefeitura, a Usina Ibéria também emprega quase 25% dos habitantes do município, ou cerca de 200 das 804 pessoas que vivem na menor cidade do país. A usina, instalada em Borá em 2002, tem, ao todo, mais de dois mil trabalhadores, oriundos dos vários municípios no entorno de Borá.

Segundo o atual prefeito, Nelson Celestino Teixeira (PSDB), a chegada da empresa representou uma “virada” na história de Borá. A Usina Ibéria ocupou a destilaria de uma usina desativada 17 anos antes e, desde então, o orçamento da cidade saltou de aproximadamente R$ 2 milhões por ano para R$ 6,5 milhões, previstos para 2009. “Pelo menos R$ 2 milhões são dos impostos pagos pela usina que acabam vindo pra cá”, complementou Teixeira.

O prefeito disse também que a empresa é parceira da prefeitura em várias iniciativas. “A prefeitura comprou um terreno para a construção de 101 casas populares. A área custou R$ 120 mil e a usina pagou R$ 50 mil”, exemplificou ele, ressaltando também que muitas das casas servirão de moradia para os funcionários da empresa.


 


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