terça-feira, abril 22, 2008

Leiloeiros, unidos, estão em pé de guerra contra o uso de tecnologia em pregões. Por Cid Torquato. - IDG Now! - Leilões 2.0

 

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Publicada em 17 de abril de 2008 às 17h11


Leiloeiros, unidos, estão em pé de guerra contra o uso de tecnologia em pregões. Por Cid Torquato.

 

Alguém aí é contra a verdadeira evolução que representam os leilões na Internet, sejam eles convencionais ou reversos, corporativos ou P2P, passando pelos governamentais, oficiais, de artigos de segunda mão ou ainda de outras naturezas, tendo o ciberespaço como limite?


Sinceramente, eu sempre combati os leilões e pseudo-leilões (em geral na forma de classificados) online, que permitem ilegalidades e onde são vendidos produtos proibidos, novos e contrabandeados, roubados, com impostos sonegados e partes não identificadas, como em uma verdadeira “Galeria Pagé” ou um intocado “Stand Center” virtuais. 

 

Esse tipo de “leilão” tem que ser fiscalizado, investigado e coibido, já que é criminoso e desleal para com o mercado formal, incentivando, principalmente as novas gerações, mais conectadas, à cultura do mercado negro, à lei de Gerson, à pirataria e ao desrespeito ao estado de direito (conceito antigo, mas sem o qual nenhuma sociedade se sustenta).


Mas não é o caso de jogarmos o bebê junto com toda a água da bacia. A mesma plataforma digital que é usada irregularmente em alguns países, de forma localizada, em função de mercados fechados e de políticas tributárias equivocadas, como no Brasil, que distorcem o valor de produtos importados e favorecem o comércio informal, também reinventou e revitalizou o “mercado de pulgas”, de usados, de coleções, de raridades, de excentricidades, de lançamentos e de nichos, como no eBay, tornando-o um dos ícones mais pujantes do e-business em todo o mundo.


Por outro lado, na contramão do progresso, tem gente por aqui fazendo lobby para parar no tempo, manter o status quo e acabar com um dos mais expressivos avanços da Internet sobre o arcaico. Leiloeiros, unidos, estão em pé de guerra contra o uso de tecnologia em pregões oficiais, públicos e judiciais, resistindo à modernidade, apesar das óbvias vantagens que ela oferece.


O principal alvo da campanha, inclusive com lances de deslavada difamação, é a empresa Superbid, que vem revolucionando o setor, ao unir tecnologia de ponta, interativa e em tempo real, à fé pública do leilão oficial. Hoje líder absoluta no segmento online, movimentando negócios na casa dos 500 milhões este ano, seu maior feito tem sido resgatar a transparência e a credibilidade dos leilões como dinâmica comercial para empresas buscarem o valor de mercado na compra e venda de ativos em geral, de sucata e inservíveis a pontas de estoque, de máquinas e equipamentos, novos e usados, a frotas de veículos, imóveis e bens de consumo ad infinitum.


Ao permitir o acompanhamento e a participação de forma remota, não presencial, pela Internet ou por telefone, a Superbid, aos poucos, põe fim às “máfias” que historicamente se formam nos pregões tradicionais, para viciar o processo, controlar e minimizar os lances, arrematar os lotes por valores finais bem abaixo do mercado e revendê-los com vantagem indevida. As “caixinhas”, como são conhecidos esses grupos de verdadeiros criminosos, fazem uso de intimidação e até de violência física para neutralizar a concorrência e afastar os eventuais participantes de boa-fé, não raro sob vistas grossas dos próprios leiloeiros.


Tente participar, como “paraquedista”, de um leilão relevante, em especial de algum leilão de órgãos públicos, para ver o que lhe acontece!


No âmbito do Judiciário, a realidade não é distinta, mas começa a mudar, graças à atuação do INQJ – Instituto Nacional da Qualidade Judiciária, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), sem fins lucrativos, que vem firmando convênios com tribunais e, emblematicamente, com o próprio Ministério da Justiça, para a disponibilização das plataformas LEJ (Leilão Eletrônico Judicial e Extrajudicial) e Leilão.Gov,  com a mesma tecnologia da Superbid.


Para citarmos apenas um dos casos de absoluto sucesso, o leilão eletrônico dos imóveis do traficante colombiano Juan Carlos Abadia teve quase 70 mil acessos, arrecadando 4,3 milhões de reais, ou 150% a mais do que o esperado.


É contra esse tipo de faça-a-coisa-certa que alguns baluartes do retrocesso estão se insurgindo, defendendo vantagens próprias, contra os interesses de toda a sociedade.
Esperemos que o bom senso prevaleça!


*Cid Torquato é advogado e consultor especializado em Economia Digital. E-mail: cid@torquato.org .


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