23 de Outubro de 2008 - 20h21 - Última modificação em 23 de Outubro de 2008 - 20h21
Candidatos de BH recorrem a panfletos ofensivos e geram tensão entre apoiadores
Marco Antônio Soalheiro
Enviado Especial
Belo Horizonte - O registro de ocorrências policiais envolvendo cabos eleitorais dos candidatos à prefeitura de Belo Horizonte Márcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB) tem sido recorrente nos últimos dias. Confrontos ocorridos e prisões efetuadas guardam relação, sobretudo, com a distribuição de panfletos ofensivos a adversários.
Um deles, da coligação de Quintão, assinado pelo PMDB, traz dizeres que vinculam Lacerda ao esquema do “mensalão”. Lacerda nega qualquer envolvimento em processo ou investigação referente ao tema e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) proibiu Quintão de fazer essa associação na propaganda eleitoral na televisão.
Mas hoje, após um princípio de confronto entre militantes dos dois candidatos pela continuidade da distribuição do panfleto, o deputado estadual Adalclever Lopes (PMDB) resolveu, ele mesmo, pôr a mão na massa e repassar o papel aos presentes em ato público da campanha de Quintão, em frente à Assembléia legislativa de Minas Gerais. Enquanto Adalclever fazia o serviço, um militante peemedebista comentava: “Quero ver polícia vir aqui prender um deputado estadual por isso”.
Segundo o deputado, ele agiu dentro da legalidade. “Esse material é legal, assinado, não foi cassado e na verdade há uma pressão para não deixar que o povo belorizontino conheça quem é o candidato mensaleiro Márcio Lacerda”, disse Adalclever.
Já a coligação Aliança por BH, formada por 12 partidos que dão sustentação a Lacerda, preferiu utilizar panfletos para criticar os apoios recebidos por Quintão. Foi confeccionado um folheto com a foto de Quintão ao lado de Newton Cardoso, o popular “Newtão”, ex-governador do estado que apresentou sinais de enfraquecimento político nesta década e hoje sofre grande rejeição do eleitorado. Vários exemplares do material podiam ser vistos hoje no centro da capital.
Lacerda responsabilizou Quintão pela divulgação de panfletos anônimos no primeiro turno, com a inscrição “Procura-se”, que denegriram a imagem do socialista. Militantes peemedebistas foram presos esta semana com parte desses cartazes.
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