quarta-feira, outubro 22, 2008

Agência Brasil - Dário Berger luta por mais quatro anos em Florianópolis e saúde é o carro-chefe - Direito Eleitoral

 
20 de Outubro de 2008 - 18h32 - Última modificação em 20 de Outubro de 2008 - 18h40


Dário Berger luta por mais quatro anos em Florianópolis e saúde é o carro-chefe

Jorge Wamburg
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O prefeito de Florianópolis, Dário Berger, tem, como maior trunfo na sua tentativa de se reeleger, a promessa de ampliação da rede pública de saúde da capital catarinense, o que classifica como “revolução” no setor. Ele prometeu, em entrevista por telefone à Agência Brasil, que, com mais quatro anos, dará continuidade a esse programa e a outros que, segundo ele, vierem atender às necessidades da população da ilha.

Essa, segundo o prefeito, é a principal diferença entre ele e seu adversário no segundo turno, o ex-prefeito, ex-governador e ex-senador Esperidião Amin (PP): “Eles ficaram 24 anos no poder e fizeram muito pouco. Eu estou há três anos e meio na Prefeitura e a cidade passou por uma grande transformação: construímos quatro policlínicas, seis postos de saúde, 161 salas de aulas, dobramos o número de vagas nas creches e estamos fazendo o maior mutirão de saneamento já visto na cidade”.

O prefeito também contabiliza entre suas realizações o aumento das equipes do programa Saúde na Família de 42 para 87, o crescimento das consultas médicas em 135% e do número de médicos especialistas de oito, em 2004, para 54, atualmente. E o maior projeto social de Santa Catarina, segundo ele, está sendo desenvolvido em Florianópolis, no Maciço do Morro da Cruz, com recursos do PAC, do governo estadual e da prefeitura.

Candidato de uma coligação formada no primeiro turno pelo PMDB, PR e PSB, Dário Berger bateu Esperidião Amin com ampla vantagem – 39,82% a 25,31% - e ampliou a aliança política no segundo turno, com o apoio de PDT, PV, PPS, PSDB e DEM. Por isso, não esconde o otimismo, embalado por pesquisas de opinião favoráveis.

Seus planos para a cidade, nos próximos quatro anos, são ambiciosos. O prefeito anunciou um pacote, que ele chama de “medidas de proteção à cidade”, para buscar o desenvolvimento sustentável para futuras gerações. Isso inclui um novo Plano Diretor e a decretação de uma “moratória” na região da Bacia do Rio Itacolomi, próximo ao centro da cidade, “para dar um tempo à natureza para respirar, fazer as obras de infra-estrutura necessárias e só depois autorizar, de acordo com o Plano Diretor, se desejamos mais prédios ou mais espaços públicos, mais estradas ou mais praças”.

Dário Berger faz questão de destacar, entre as melhorias urbanas da sua gestão, a pavimentação de 700 ruas de Florianópolis e a construção de dois elevados “que mudaram completamente a dinâmica do fluxo de veículos na nossa cidade”. Também na educação ele citou números como prova do sucesso de sua gestão: construção de dez escolas, com 161 salas de aulas e a contratação de 229 professores.

Com uma frase de cabeceira, que repete sempre aos seus auxiliares – “As pessoas em primeiro lugar” – Dário Berger é de origem humilde, e faz questão de lembrar isso: foi office-boy, motorista, trabalhou em hotel, posto de gasolina. "Fiz de tudo na vida. Sei o que é pegar um ônibus, sei o quanto sobra de mês no fim do salário. Sei disso porque nada na minha vida veio fácil”, disse.

Formado em administração de empresas pela Universidade Federal de Santa Catarina, o prefeito trocou a carreira de empreendedor pela vida pública. E ataca o adversário na disputa pela prefeitura de Florianópolis com a própria história de Esperidião Amin: foi governador duas vezes, prefeito duas vezes, senador e deputado federal; a esposa (Ângela Amin) foi prefeita e deputada federal duas vezes; agora, o filho virou vereador.

"Isso não é mais uma oligarquia, é uma dinastia: somados, esses mandatos todos dão 50 anos. Daí, a grande pergunta em Florianópolis é: eles governaram por 50 anos e fizeram menos do que eu em três anos. Vão fazer o quê, agora? A proposta dele é de mudança, mas para voltar ao passado", criticou o prefeito da capital catarinense.



 


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