quarta-feira, outubro 15, 2008

Agência Brasil - Disputa no Rio é marcada por debate tenso e troca de críticas em programa eleitoral - Direito Eleitoral

 
13 de Outubro de 2008 - 17h41 - Última modificação em 13 de Outubro de 2008 - 17h44


Disputa no Rio é marcada por debate tenso e troca de críticas em programa eleitoral

Riomar Trindade
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Acabou o clima de cordialidade entre os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PMDB, e Fernando Gabeira, do PV. Depois de um debate tenso e cheio de acusações no último domingo, na TV Bandeirantes, o clima manteve-se quente ontem, durante o primeiro programa eleitoral do segundo turno da eleição, que elegerá o novo prefeito carioca. A temperatura subiu principalmente no rádio, ficando mais amena na televisão.

Paes destacou a política de parceria entre os governos municipal, estadual e federal e colocou no ar uma gravação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feita última na sexta-feira, em São Paulo. Também exibiu gravação da ex-adversária Jandira Feglali (PCdoB), enquanto Gabeira criticou Paes e mostrou os apoios recebidos do arquiteto Oscar Niemeyer e do cantor Caetano Veloso. E reprisou o clip de Caetano cantando “Cidade Maravilhosa”, no qual pede votos para o candidato do PV.

“Se você tem um presidente da República e um governador que estão estabelecendo uma harmonia extraordinária nas relações políticas e administrativas, é importante que a gente tenha um prefeito afinado com esta harmonia”, prega Lula na gravação para defender o bom relacionamento entre as três instâncias de governo.

Jandira Feghali atribuiu sua derrota no primeiro turno das eleições ao que classificou de “um quadro artificial criado pela mídia” que, segundo ela, teria mudado o voto de parte da população no último dia da eleição. “Respeito o resultado das urnas e, no novo contexto, peço voto para Eduardo Paes. A outra candidatura tem a parceira do atual prefeito [Cesar Maia, do DEM] e do PSDB, caracterizando continuísmo de uma aliança que governou o Brasil com Fernando Henrique”, afirmou.

Gabeira, por sua vez, alertou o eleitor para o risco de nacionalizar a campanha, reproduzindo “a briga nacional do PSDB contra o PT”. Advertiu também para “boatos” que vão aparecer por causa de sua liderança nas pesquisas. E rebateu a acusação de falta de experiência administrativa. “Administrei minha campanha de forma tal que os nossos votos foram conseguidos gastando menos dinheiro dos doadores. Logo, eu fui um melhor administrador que ele”, disse, referindo-se à rica campanha de Paes.

Eduardo Paes contabilizou ontem mais dois apoios importantes: do PDT e do ministro do Meio Ambiente, o verde Carlos Minc.

 

 


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